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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O Rouxinol



Há muito tempo atrás, vivia no Japão um imperador surdo. Como não podia escutar o belo canto dos pássaros, mandava matar todos os que não possuíssem uma bela plumagem.



Um dia Ayumi, a filha do imperador, ouviu o canto de um rouxinol pousado num dos galhos de seu jardim e sentiu-se obrigada a dizer:
- Meu pobre amigo, não deve ficar aqui ou será morto.- De qualquer forma eu morrerei durante uma destas frias noites - respondeu o pássaro.
Com pena, Ayumi levou-o para seus aposentos e durante muito tempo desfrutou seu canto e sua companhia.
Mas uma manhã, inesperadamente, o imperador entrou no quarto de sua filha e descobriu o rouxinol.
- Fuja para não ser morto! - gritou ela.
O passarinho obedeceu e Ayumi começou a enfraquecer de saudade  e tristeza, até ficar gravemente doente.
 


O imperador chamou os melhores médicos do Japão e o mais idoso disse:


- Não podemos fazer nada por sua filha, mas curaremos sua surdez se aplicarmos em seus ouvidos o coração quente de um rouxinol.


- Então procurem um rouxinol! - ordenou o monarca.
Trouxeram-lhe justamente o passarinho amigo de Ayumi, que disse ao soberano:
- Pode usar-me, senhor. Sei que sua filha ficará feliz e curada quando Sua Majestade conseguir escutar.
Diante de tanta bondade, os olhos do imperador encheram-se de lágrimas. Em seguida, ele anunciou:
- Prefiro que minha surdez seja eterna a tirar sua vida.

O rouxinol continuou a alegrar os dias de Ayumi e o imperador compreendeu que a abnegação é a mais bela das virtudes.

Chapeuzinho Vermelho

 
Era uma vez . . .uma menina
que morava com sua mãe numa casinha,
perto de um bosque.
 
 
Chapeuzinho Vermelho era o seu nome porque sempre usava uma capa e chapéu vermelhos.
 
 
Um dia, sua mãe fez deliciosos doces e os colocou dentro de uma cestinha.
   
 
- Minha filha, vá levar este doces para a vovó.
- Mas tome cuidado, não para pelo caminho, nem fale com nenhum estranho.
- Está bem, mamãe.
 
 
 
 
 
Ao atravessar o bosque, encontrou um lobo que lhe perguntou:
 
  -Aonde vai, menina?
 
 
- Minha avó está adoentada, vou levar estes doces para ela.
- Oh! Coitada,
disse o lobo.
- Leve também estas flores.
 
 
 
 
Deu um maço de flores a Chapeuzinho Vermelho, que agradeceu e seguiu caminho. 
 
 
 
O lobo chegou primeiro
à casa da vovó.
 
 
 Fingindo ser a netinha, bateu na porta e foi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
recebido. Entrou no quarto engoliu a vovó, vestiu suas roupas e deitou em sua cama.
 
 
 
 
 
Em seguida, chegou Chapeuzinho Vermelho.
 
A menina entrou e, ao ver a vovó deitada, exclamou:
- Que orelhas e olhos grandes!
E o lobo respondeu:
 
- São para te ouvir e ver melhor.
- E essa boca enorme?
- É para te engolir melhor, gritou o lobo,
pulando da cama para agarrá-la.
Mas a menina foi mais rápida, saltou pela janela e desapareceu na floresta.
 
 
 
Logo adiante, encontrou um lenhador a quem pediu ajuda.
 
 
 
 
O lenhador entrou na casa da vovó
e lutou muito com o lobo malvado.
 
 
 
Abriu-lhe a barriga com o machado e salvou a vovó que saiu de lá assustada.
 
 
 
 
 
 
O susto tinha passado e os três juntos, o lenhador, Chapeuzinho Vermelho e a vovó comemoraram com uma festa aquela inesquecível aventura.
 
 

Gatinhos



Espere um pouco, amiguinho, pois antes de irmos brincar, veremos deste cantinho como o tempo vai ficar.

Com chinelos tão formosos, tão enfeitados de arminho, nos meus pezinhos mimosos,
não fiquei engraçadinha?
Que travessura! Na mesa a torta vamos provar . . .
É hora da sobremesa, vamos todos nos sentar!




Quem dera, amigos, voar! . . . Daqui de cima não salto! Não devia me arriscar a subir assim tão alto! . . .



Olá, gatinho engraçado! Quem te pôs dessa maneira, assim no fio amarrado?
Isso é sério, ou brincadeira?


Um cãozinho na porteira! Passemos logo, passemos. Para evitar brincadeira, vamos fingir que não o vemos . . .
Esses três quietos gatinhos algo esperam. Que há de ser? Na certa esperam ratinhos! . . . - Isso é fácil de se ver . . .
Nenhum rumor escutamos desse cãozinho Japi . . . Vamos bem de manso. Vamos ver se ele está por aí . . .
Decerto os lindos gatinhos não desejam se molhar . . . Nem sabem quanto os patinhos acham gostoso nadar! . . .

Minha carinha pintada, não quero aos outros mostrar . . . E como ficou manchada, eu nem sei como explicar! . . .