terça-feira, 18 de agosto de 2009


FEIRA DO LIVRO - SÃO GABRIEL
Em 2007, no decorrer da organização, durante e após a 1ª Feira do Livro de São Gabriel, um grupo de amantes da poesia, incentivados pelo Patrono Rossyr Berny, começou a trocar experiências literárias, até então escondidas nos cofres escuros de suas intimidades. Começaram a se descobrir escritores, caminho inexorável para a necessidade de plantar sentimentos e razões próprias nos corações e mentes dos leitores, esperando, de alguma forma, fazer de seus textos instrumentos de catarse e humanização. O primeiro passo esteve associado às festas ligadas à Feira do Livro, onde os textos começaram a aparecer timidamente. Logo, através do estímulo apaixonado do poeta Rossyr Berny, a gradativa participação e troca de novas experiências literárias no sítio Recanto das Letras, começou a fazer brotar a ânsia de dar vida à poesia, tirá-la da morte fria da solitária intimidade e semeá-la nas páginas dos livros.Não é à toa que este grupo se auto-intitula de Confraria da Feira. Um grupo de irmãos nas letras, nascido no contexto da 1ª Feira do Livro de São Gabriel e formado por poetas nascidos nesta Terra dos Marechais e por gente que, por contingência e opção, escolheram São Gabriel como sua querência, para trabalhar, amar e viver.Nesta primeira edição dos Poetas Gabrielenses, os frutos do movimento cultural da Feira do Livro de São Gabriel refletem o sentimento terrunho e a universalidade, semeando desejos de crescimento da Confraria, novos confrades, novas produções e novos livros. Versos para o futuro.
Razões para melhor recriar a vida e a poesiaSempre penso nos humanos como seres duais e ambíguos, capazes de amar e odiar, de prezar e desprezar, de criar e descriar, de produzirem claros e escuros.Pessoalmente, minhas vivências humanas têm sido com as faces do amar, prezar, criar e luzir. Claro, não desconheço os rostos impuros. É questão de livre-arbítrio.Melhor conheço os grupos humanos que se afinam com as divindades. Ah, são os poetas e as poetas. Complementam-se com todos os lados luminosos da vida. E não desconhecem os descaminhos e as dores. Mas de seus ódios, revoluções, desamores, constroem torres, palácios, leitos e faróis, indicando a perenidade do amar e do perdoar. São magos, todos.Agora encontro cinco, aqui, todos poetas e uma poeta (sempre elas a receberem nossos louvores). São gabrielenses de nascimento ou que vieram de outras plagas deixar a cidade mais bonita, fraterna. Fazem isso com versos e luminosa ternura.São cinco dedos de uma só mão. De preferência a esquerda, a do coração. Mas também a direita, com a qual escreveram estes punhados de poemas que passam a ser história literária gabrielense.Dou testemunho:Edson Prestes – A simples lembrança de Frida Kahlo em seus versos glorifica todas as mulheres, essas musas heroínas que habitam nossos corações e os fazem pulsar apressadamente. Nos tornam homens melhores. Com sua questão social, preocupado com o bem-estar de todos, faz com que o mundo esteja melhor cuidado por suas mãos escribas.Marcelo Mendonça – Eis aqui um uruguaio-brasileiro. Nossas coragens – que antes combateram e tingiram de vermelho as fronteiras – há muito se somam em fraternidade. Hoje se perenizam em versos. Porque nada mais imortal do que a poesia e o livro. Quem escreve em Espanhol “Chimarrita de Lapuente” pode elevar-se ao mundo singular da Poesia.Márcia Meneghini – Não porque Márcia é a única mulher do grupo, mas porque a musa é sempre uma deusa. E se escreve poemas, é o supra-sumo das divindades. O próprio porvir e o próximo deleitar. Sobre o poeta/poesia, escreve: “Tem a arte e a manha na linguagem... Tecendo o texto com sentimentos!” No mais, os poetas se calam para que cantes.Rafael Cabral Cruz – Primeiro que este livro existe porque Rafael o sonhou. Segundo porque quis vê-lo publicado. Junto aos seus ombros e horizonte somou seus amigos. Um homem nunca é apenas o seu texto. É, sobretudo, seu mundo. E Rafael canta, encanta, sua musa/mulher: “Desejo desejar-te / nos teus vales deslizantes / no suor de dois amantes.”Ronaldo Fontoura – Desterro do coração da amada e do mundo é tudo o que não queremos. Por isso a proximidade com ela é tudo o que buscamos conquistar. E a salvo está Ronaldo que escreve: “Teu fogo ausente ainda aquece minhas noites. / Teus murmúrios noturnos arranham as paredes semi-nuas, / Vestidas com tua única foto.” Espetáculo.Por fim, registro meus poemas nesta antologia, distinguido como Patrono da 1ª Feira Municipal do Livro de São Gabriel. Construí-os todos, um a um ao longo de 32 anos de poesia, permeados da figura da mulher e América divina, sulina e habitualmente sacrificada. Incluo alguns poemas cubanos, escritos em 2008, no fevereiro caribenho de Havana, Cienfuegos, Trinidad e Santa Clara. Um homem só pode ser feliz se tiver orgulho do que faz e se puder compartir a conquista com todos. É o que tento. E é o que conseguem com sobra os cinco poetas maravilhosos que apresento, envaidecido, aplaudindo de pé, o Edson, o Marcelo, a Márcia, o Rafael e o Ronaldo. São Gabriel merece.A vida vale a pena quando o poeta apronta-se a criar e recriar o mundo.Rossyr Berny
SEMANA FARROUPILHA
GlossárioPrefácio (ou antes de mais nada): seguinte, nós aqui, parando rodeio nas idéias (planejando este site), saímos com esta de glossário, dicionário (ou lista mesmo) de palavras, expressões e adágios do Rio Grande. Mas, se aquele especial que tu procuras faltar, manda aí que a gente junta tudo. Não se acanhe! A idéia é justamente contar com a tua ajuda. Basta clicar aqui e preencher o formulárioAs colaborações e criações dos internautas farão parte do glossário, identificadas por dois asteriscos (**) e por uma cor diferenciada, além do nome do autor, claro.A, de andar como gato em tapera• A LA BRUTA – expressão usada quando algo acontece inesperadamente, de maneira grosseira. • A LA FRESCA – expressão que manifesta espanto, surpresa. • A LA LOCA – de maneira impensada. ** ALUMIAR A COLA NA MACEGA – morrer (colaborado por Valandro Ferreira, funcionário público municipal, São Gabriel-RS) • À MODA MIGUELÃO – de qualquer jeito; de maneira estabanada, apressada. • À PONTA DE FACA – sem meio-termo; de maneira radical, sem concessão.• ABAIXO DO CU DO CACHORRO – expressão utilizada para definir alguém que esteja desmoralizado, deprimido, desprezado.• ABERTO QUE NEM TAMANDUÁ EM PICADA – ditado gaúcho que significa à vontade, sem preocupação.• ABICHORNADO COMO URUBU EM TRONQUEIRA – ditado gaúcho. Expressão que define alguém que está abatido, desanimado, desalentado.• ABRIR O CHAMBRE – desaparecer, fugir.• ABRIR O PEITO – cantar.** AIPIM – mandioca (colaborado por Tiago R. Piaceski, de Goiânia)• AGÜENTAR O REPUXO – enfrentar ou suportar situação penosa ou trabalhosa.• AGÜENTAR O TIRÃO – sustentar uma opinião, o mesmo que agüentar o tranco.• AMASSADO QUE NEM DINHEIRO DE BÊBADO – diz-se de alguém com péssima aparência.• AMOR DE CHINA É COMO FOGO DE PALHA – refere-se ao amor de certas mulheres que, por ser fácil, é passageiro e dura pouco.** AMUADO – triste (colaborado por Rodrigo da Costa Vasconcellos, professor universitário, Chapecó - SC)• ANDAR COM A BARRIGA NO ESPINHAÇO – andar com fome, estar magro, desnutrido.• ANDAR COM A CHINCHA NA VIRILHA – estar sem dinheiro, em dificuldades financeiras.• ANDAR COM PASSARINHO NA CABEÇA – estar se preparando para aprontar alguma coisa.• ANDAR COMO CACHORRO QUE LAMBEU GRAXA – andar cismado, invocado, ressabiado, arredio.• ANDAR COMO GATO EM TAPERA – estar abandonado, esquecido ou desprezado. ** ANDAR COMO PAU EM ENCHENTE – andar de um lado pra outro, ao sabor dos acontecimentos (colaborado por Valandro Ferreira, funcionário público municipal, São Gabriel-RS) • ANDAR COMO VIRA-BOSTA SEM NINHO – diz-se daqueles que não têm moradia fixa nem família e andam meio perdidos na vida. ** ANDAR CORTANDO ARAME COM OS DENTES – andar sem dinheiro (colaborado por Valandro Ferreira, funcionário público municipal, São Gabriel-RS) • ANDAR DE LOMBO DURO – andar de mau humor, desconfiado, ressabiado.• ANDAR MATANDO CACHORRO A GRITO – andar na pindaíba, sem dinheiro.• ANDAR NA PONTA DOS CASCOS – estar muito feliz e com ótima disposição.• ANDAR NA TIORGA – andar bêbado.• APERTADO COMO CHINCHA DE BAGUAL – ditado gaúcho que significa estar em dificuldades financeiras.• ARREGANHAR OS DENTES – ameaçar alguém.• ARREPIAR A CARREIRA – desistir de alguma coisa, voltar atrás.** ATÉ PROVAR QUE NÃO É CAVALO, JÁ COMEU UM SACO DE MILHO E DOIS FARDOS DE ALFAFA – Dificuldade de provar inocência de fatos antes de ser punido (colaborado por Francisco Solano Fabres, engenheiro, Macaé - RJ)• ATRAVESSADO DAS GUAMPAS – de mau humor, azedo.B, de bagaceira que nem papagaio de zona• BACALHAU DE PORTA DE VENDA – pessoa exageradamente magra. • BAGACEIRA QUE NEM PAPAGAIO DE ZONA – diz-se da pessoa desbocada, que fala muito palavrão.• BATER A PASSARINHA – ter um palpite certo.• BATER O TIMBO – morrer.• BEBER ÁGUA DE BRUÇO – entregar-se à pederastia.** BOI LERDO BEBE ÁGUA SUJA – que se atrasou e ficou com a pior parte (colaborado por Jocelito Wesz, comerciário, Santo Ângelo - RS)• BOLEADO DOS CACOS – que não é muito certo das bolas, amalucado.** BOLITA – Bolinha de Gude (colaborado por Tiago R. Piaceski, de Goiânia)• BURRO CARREGADOR DE AÇÚCAR ATÉ O RABO É DOCE – ditado. Diz-se daquele que, de tanto conviver com determinados hábitos, acaba adquirindo-os.C, de cheio de nove horas• CACHORRO MORDIDO DE COBRA TEM MEDO DE LINGÜIÇA – ditado. É aquele que, traído ou enganado por falsos amigos, passou a tratar outras amizades com desconfiança. • CADA QUAL NO SEU SARAGUÁ – expressão que indica o mesmo que cada macaco no seu galho. Cada um no seu lugar.• CAIR DE COSTAS – ficar surpreso com alguma notícia.• CANTAR A TIRANA – dizer certas verdades a alguém.• CANTAR O FACÃO – usar o facão numa briga.• CARA DE CADELA – usada para definir alguém que fez algo errado mas se apresenta como se não o tivesse feito.• CARA DE TERNEIRA MAMÃO – cara de bobo.• CAVALO DE COMISSÁRIO – o cavalo que nunca perde uma corrida porque o seu dono é comissário de polícia. Expressão que indica favoritismo.• CAVALO SOLTO DAS PATAS – animal que corre muito.• CERRAR AS ESPORAS – esporear o animal.• CERRAR O NAMORO – levar o namoro a sério.• CHAMAR NA CHINCHA – chamar a atenção de alguém sobre alguma falta cometida.• CHAMAR O CAVALO NAS PUAS – cravar as esportas no animal.** CHEIO DE NÓ PELAS COSTAS – pessoa cheia de manias (colaborado por Saulo Orcina, pecuarista, Santa Vitória do Palmar -RS)• CHEIO DE NOVE HORAS – cheio de manias.• CHEIO QUE NEM GUAIACA DE TURCO – diz-se daquele que é rico.• CHEIO QUE NEM PINICO DE VELHA – aquele que é detestado por todos por ser presunçoso.• CHEIRAR A DEFUNTO – diz-se de uma situação de iminente conflito.• COMPRIDA QUE NEM PUTIADA DE GAGO – diz-se de uma conversa infindável ou de uma discussão que não leva a nada. O mesmo que comprida que nem cagada de pato e comprida que nem cuspida de turco.• CONHECIDO QUE NEM RÓTULO DE MAISENA – diz-se de uma pessoa muito popular.• CONSTRANGIDO COMO PADRE EM PUTEIRO – diz-se de uma pessoa que se sente pouco à vontade em determinada situação.** CORTADO DE ALÇA DE GAITA – cansado (colaborado por Rodrigo da Costa Vasconcellos, professor universitário, Chapecó - SC)• CUIDADO COM A CHIFRADA DO BOI MANSO – o mesmo que ‘cuidado com amigos falsos’.D, de desgastado que nem dente de cavalo• DÁ MAIS VOLTA QUE BOLACHA EM BOCA DE VELHO – diz-se daquele que não sabe como iniciar um assunto Prolixo. • DAR A LONCA – morrer.• DAR CHÁ DE GARFO – ofender alguém com indiretas.** DAR COM OS QUARTO NAS CARQUEJA - cair (colaboração de Luciana Correa da Silva, de Cruz Alta)• DAR O COURO – apanhar.• DAR UM TIRO NO ESCURO – tomar uma decisão sem ter certeza das conseqüências.• DAR UMA CHAMADA – passar uma descompostura, ou xingar alguém.• DAR UMA CHISPADA – ir rapidamente em algum lugar.• DE PITO ACESO – assanhado, excitado.• DE RÉDEA NO CHÃO – diz-se do cavalo completamente manso.** DEITOU O CABELO – Se diz quando alguém foi embora rápido, às pressas de um lugar (Colaborado por Ana Gusmão, Montevideo (Uruguai). Conforme a Ana, essa é lá de Santana do Livramento)• DELE QUE TE DELE – diz-se de uma tarefa que tem que ser realizada rapidamente.• DESGASTADO QUE NEM DENTE DE CAVALO VELHO – diz-se de alguém que não tem mais vigor físico para determinadas tarefas.• DIREITO COMO LISTRA DE PONCHO – diz-se daquele que tem um comportamento exemplar.• DORMIR NAS PALHAS – diz-se da pessoa que não toma cuidados que devia tomar.• DURO COMO CARNE DE PESCOÇO – diz-se do indivíduoE, de embarrar o pastel** É COMO COLA DE CAPÃO, SÓ SERVE PRA JUNTAR SUGEIRA – pessoa que não presta para nada (colaborado por José Renato, gerente de vendas, Santana do Livramento - RS)• EM CIMA DO LAÇO – atrasado para um compromisso. • EMBARRAR O PASTEL – botar tudo a perder.• EMPINAR O BRAÇO – entregar-se á embriaguez.• ENCOSTAR A MÃO – o mesmo que esbofetear, surrar.• ENCOSTAR O PAU – surrar com o relho. O mesmo que encostar o relho.** ENFIAR ÁGUA NO ESPETO – trabalhar inutilmente (colaborado por Valandro Ferreira, funcionário público municipal, São Gabriel-RS)** ENFRENAR MAL O CAVALO – ser mal sucedido (colaborado por Valandro Ferreira, funcionário público municipal, São Gabriel-RS)• ENREDAR-SE NAS QUARTAS – atrapalhar-se.• ENROLADO QUE NEM FUMO DE ROLO – diz-se daquele que está atrapalhado com alguma tarefa aparentemente fácil.• ENSEBADO QUE NEM TELEFONE DE AÇOUGUEIRO – diz-se de alguma coisa que está muito suja e não vê água a um bom tempo.• ENTRAR EM CURRAL DE RAMA – colocar-se em situações perigosas.• ENTREGAR AS FICHAS – ceder, concordar.** ERVA CAÚNA – erva mate de má qualidade (colaborado por Jurandir Antonio Bruschi, contador, Novo Hamburgo - RS)• ESCONDER O LEITE – negar, dissimular.• ESCONDIDO QUE NEM GURI CAGADO – diz-se daquele que fez alguma coisa errada e está com medo de aparecer. O mesmo eu escondido que nem preá em touceira.** ESGUALEPADO - indivíduo que anda mal de saúde ou financeiramente (colaboração de Luciana Correa da Silva, de Cruz Alta)• ESPARRAMADO COMO CASCO DE ÉGUA VELHA – ficar à vontade.• ESPARRAMADO QUE NEM CAGADA DE PATO – diz-se de algo que foi derramado e está difícil de juntar.• ESTAR A MEIA GUAMPA – estar meio embriagado.• ESTAR A PAU – estar em jejum.• ESTAR ABICHORNADO – estar triste, aborrecido e abatido.** ESTAR AJOJADO – namorando juntinhos no sofá, de cabeças encostadas. A expressão deriva do “ajojo”, que é uma tira de couro usada para unir as aspas da parelha de bois que estão na canga, para puxar o carro de bois. Geralmente, o pai da moça, ao ver os namorados muito juntinhos, puxa a garrucha para o “mól” da barriga e resmunga: “Óia o ajojo...” (colaborado por Carlos Eduardo Costa Gomes, funcionário público municipal, Porto Alegre-RS)• ESTAR CHEIRANDO A CHAMUSCO – estar na iminência de um conflito.• ESTAR COM A BARRIGA NO ESPINHAÇO – estar muito magro e com fome.• ESTAR COM O COMICHÃO NO LOMBO – diz-se de alguém que fica provocando para levar uma surra.• ESTAR COM O CAVALO PELA RÉDEA – estar pronto para partir.• ESTAR COMO CARANCHO EM TRONQUEIRA – estar muito triste.• ESTAR DE CARIJO ACESO – estar namorando.• ESTAR DE PAMCA – estar procurando encrenca, fazendo desordem.• ESTAR EM PONTO DE BALA – estar preparado para uma tarefa.• ESTAR NA PINDURA – estar na miséria.• ESTAR NA ESTICA – estar bem vestido.• ESTICAR O MOLAMBO – o mesmo que esticar a canela, morrer.F, de feio que nem cara de enforcado** FACEIRO COMO GANSO NOVO EM TAIPA DE AÇUDE – feliz (colaborado por Julio Cesar Pires Santos, engenheiro agrônomo, Lages - SC) • FALSA COMO COBRA ENGAMBELANDO SAPO – diz-se da mulher enganadora. • FAMINTO QUE NEM RATO DE IGREJA – que sempre está com fome, esfomeado.• FAREJAR CATINGA AGOURENTA – pressentir um incidente desagradável.• FAZER CHARQUEADA – ganhar todo o dinheiro do adversário no jogo.• FAZER-SE DE CANCHO RENGO – fazer-se de bobo.• FEIO QUE NEM CARA DE ENFORCADO – diz-se de uma pessoa muito feia.• FEIO QUE NEM BRIGA DE FOICE NO ESCURO – situação muito perigosa, onde tudo pode acontecer.** FEIO COMO TROTE DE VACA - diz-se da pessoa muito feia (colaboração de Luiz Romaldo dos Santos, de Viamão)** FINA COMO ASSOBIO DE PAPUDO - mulher esbelta (colaborado por Luis Henrique Brignani)• FINCAR AS ASPAS – morrer, o mesmo que fincar as guampas.• FINCAR O PÉ NO MUNDO – fugir.• FINCAR O RELHO – agredir alguém com um relho.• FIRME COMO PALANQUE EM BANHADO – o mesmo que firme que nem pau podre, significa fraco, inseguro e sem resistência.• FORTE COMO TOCO DE CHARUTO VELHO – sujeito musculoso que trabalha com serviços pesados.• FRESCO QUE NEM NETO CRIADO PELA VÓ – cheio de frescura na maneira de ser e de se tratar.** FRIO DE RANGUIAR CUSCO – frio intenso (colaborado por Maurício Zanini, médico, Blumenau - SC)• FRITANDO A MERDA PRA APROVEITAR O TORRESMO – diz-se daquele que está na miséria nem tendo o que comer.• FROUXO COMO PEIDO EM BOMBACHA – diz-se de alguma coisa que não está bem presa ou atada.G, de grosso que nem dedo destroncado** GAMBETA - ameaça que vai para um lado e vai para outro (colaboração de Joanne Furtado, de Curitiba)• GANHAR NOS PELEGOS – meter-se na cama, ir dormir. • GROÇO COMO DEDO DESTRONCADO – indivíduo bronco, grosseiro, inculto.H, de há cachorro na cancha• HÁ CACHORRO NA CANCHA – significa que alguma coisa está atrapalhando os planos.J, de juntar o torresmo• JUDIADO QUE NEM BEIÇO DE BÊBADO – diz-se de um objeto mal cuidado e todo estragado pelo mau uso. • JUNTAR O TORRESMO – juntar um dinheiro para enriquecer. • JUNTAVA GENTE COMO MOSCA EM BOSTA – algum acontecimento fantástico com grande aglomeração de pessoas. • JURURU COMO CARANHCO EM TRONQUEIRA – triste, pensativo, melancólico.L, de liso como bagre• LARGAR COM UM COURO NA COLA – despachar ou mandar uma pessoa embora com rispidez. • LARGAR DE MÃO – não insistir mais em um assunto.• LARGAR OS CACHORROS – censurar alguém rispidamente.• LERDO COMO MULA DE GUAXA – diz-se da pessoa mole, vagarosa.• LEVADO DA BRECA – travesso, levado, o mesmo que levado da casqueira ou levado da carepa.• LEVANTAR A GRIMPA – não se submeter a outro.• LEVANTAR POLVADEIRA – promover agitação.** LEVAR UMA SUMANTA DE PAU - apanhar muito (colaboração de Joanne Furtado, de Curitiba)** LIDAR COM OS VIDROS – beber bebida alcoólica (colaborado por Valandro Ferreira, funcionário público municipal, São Gabriel-RS)• LIGEIRO QUE NEM TROTE DE PETIÇO – diz-se de um cavalo lerdo ou de uma pessoa vagarosa no andar.• LINDA COMO ESTAMPA DE LIVRO DE FIGURA – diz-se de uma moça muito bonita.• LISO COMO BAGRE – algo difícil de segurar por ser escorregadio.• LISO E SEM BABADO – franco e honesto.• LOMBO DE SEM-VERGONHA – safado, ordinário.M, de mijar fora da pichorra** MAIS BONITA QUE LARANJA DE AMOSTRA - enfeitada (colaboração de Gerson Farias Corrêa, de Florianópolis)** MAIS BRANCO QUE BUZANO NUMA FRUTA - pessoa de pele muito clara (colaboração de Joanne Furtado, de Curitiba)**MAIS CADENCIADO QUE TROTE DE GANSO - aquilo tudo certinho (colaborado por Jorge Ortiz, de Florianópolis)** MAIS CONHECIDA QUE PARTEIRA DE CAMPANHA - pessoa popular (colaborado por Jorge Ortiz, de Florianópolis)** MAIS CURTO QUE PATATA DE PORCO - pequeno comprimento, pouca distância entre dois pontos (colaborado por Francisco Solano Fabres, engenheiro, Macaé - RJ)• MÁ CARNADURA – pessoa que não consegue engordar, fraca de saúde.** MAIS FEIO QUE DESMAIO DE CORVO – homem muito feio (colaboração de José Felisberto Mulinari Corrêa, de Cruz Alta)** MAIS FEIO QUE NADAR DE PONCHO NO GUAÍBA – quando uma situação vai se deparar difícil (colaborado por Saulo Orcina, pecuarista, Santa Vitória do Palmar -RS)** MAIS FEIO QUE RODADA DE CUSCO EM LADEIRA – pessoa muito feia (colaborado por José Renato, gerente de vendas, Santana do Livramento - RS)** MAIS FEIO QUE TOMBO DE MÃO NO BOLSO - situação ou pessoa feia (colaboração de Marcelo F. Corrêa, de Curitiba) ** MAIS FELIZ QUE GURI DE BOTA NOVA – felicidade (colaborado por Tiago R. Piaceski, de Goiânia)• MAIS FRIO QUE BARRIGA DE SAPO – pessoa insensível, sem paixão.** MAIS GROSSO QUE DEDO DESTRONCADO - pessoa com palavreado mais rústico e direto (colaboração de Marcelo F. Corrêa, de Curitiba) ** MAIS JUSTO QUE DEDO EM NARIZ - Situação onde as coisas acontecem bem juntas (colaborado por Gilson, de Viamão-RS)• MAIS LERDO DO QUE MULA GUACHA – pessoa preguiçosa e sem iniciativa.** MAIS LISO QUE BUNDA DE SANTO – sujeito difícil de pegar (colaboração de Luiz Romaldo dos Santos, de Viamão)** MAIS LISO QUE JUNDIÁ ENSABOADO - objeto escorregadio, difícil de segurar (colaboração de Fábio Mattje, de Pinhalzinho)** MAIS LISO QUE MUÇUM ENSABOADO - pessoa sem dinheiro ou difícil de ser pega (colaboração de José Felisberto Mulinari Corrêa, de Cruz Alta)** MAIS PERDIDO QUE CUPIM EM METALÚRGICA – carioca no Acampamento Farroupilha (colaborado por Francis Casali, professor de educação física de Farroupilha-RS)** MAIS PERDIDO QUE CUSCO EM TIROTEIO – confuso, desorientado (colaborado por Francisco Solano Fabres, engenheiro, Macaé - RJ)** MAIS POR BAIXO QUE UMBIGO DE COBRA – indivíduo muito apático (colaborado por Francis Casali, professor de educação física de Farroupilha-RS)** MAIS POR FORA QUE GARRÃO EM AÇOUGUE - pessoa que está por fora de alguma situação (colaboração de Jairton Marques, de Caxias do Sul)** MAIS QUIETO QUE GURI CAGADO EM BEIRA DE RANCHO - diz-se de quem está tentando disfarçar (colaboração de Gerson Farias Corrêa, de Florianópolis)** MAIS SÉRIO DO QUE GURI DE QUEM ROUBARAM AS BALAS – sujeito carrancudo (colaborado por Carlos Eduardo Costa Gomes, funcionário público municipal, Porto Alegre-RS)• MAL-INTENCIONADO COMO CIGANO À NOITE – diz-se daquele que está com a intenção de fazer alguma cilada.• MANDAR-SE A LA VIRA – largar-se na estrada, ir-se embora.** MANSO COMO GATO DE BOLICHO – pessoa tranqüila (colaborado por José Renato, gerente de vendas, Santana do Livramento - RS)• MARCAR NA PALETA – não desculpar algo feito de mau.• MATE DO ESTRIBO – último mate.** ME CAIU OS BUTIÁ DO BOLSO - Quando ficamos surpresos com alguma situação(colaborado por Luiz Romaldo dos Santos, de Viamão)** ME DORMI - quando alguém dorme além do esperado (colaborado por Jandora Severo Poli, de Porto Alegre)** METER OS PEITOS N’ÁGUA – enfrentar uma situação difícil. Mais apertado do que rato em guampa (colaborado por Carlos Eduardo Costa Gomes, funcionário público municipal, Porto Alegre-RS)** MONTAR NUM PORCO – enfurecer-se, fazer um escândalo (colaborado por Carlos Eduardo Costa Gomes, funcionário público municipal, Porto Alegre-RS)• MIJAR FORA DA PICHORRA – não cumprir com os compromissos assumidos.• MONTAR NUM PORCO – envergonhar-se, encabular.N, de não valer um sabugo• NÃO AGÜENTAR CARONA – não suportar ofensas sem reagir. • NÃO ENJEITAR PARADA – estar pronto para o que der e vier.• NÃO LEVAR DE COMPADRE – não aceitar certas companhias sem primeiro conhece-las melhor.• NÃO VALER UM SABUGO – não valer nada.** NEM O MINUANO ACARICIA – pessoa por demais de feia (colaborado por José Renato, gerente de vendas, Santana do Livramento - RS)• NO MATO SEM CACHORRO – em situação embaraçosa, difícil.** NOS PÉS DA ÉGUA - cansado, prostrado, atirado (colaboração de Marida Mafaldo Schmitz, de Contagem/MG)O, de olho de gato ladrão• O BOI ENGORDA COM O OLHO DO DONO – ninguém melhor que a própria pessoa para cuidar de seus interesses. ** O VIVENTE QUER MUMU, MAS NÃO QUER ABRIR A LATA– a pessoa quer algo bom, mas sem nenhum esforço; mumu = doce de leite (colaborado por Hector Dufau, consultor de tecnologia, São Paulo - SP) • OLHO DE GATO LADRÃO – olhar desconfiado.P, de passar o pito• PACHOLA COMO GATO DE CRIANÇA – diz-se da pessoa pedante, vaidosa, e de elegância duvidosa.** PALMEAR PORONGO – tomar chimarrão (colaborado por Valandro Ferreira, funcionário público municipal, São Gabriel-RS)• PARAR RODEIO NAS IDÉIAS – recordar, relembrar fatos passados. • PASSAR A PERNA – enganar.• PASSAR A LÍNGUA – contar um segredo a outros.• PASSAR O PITO – repreender.• PASSAR UMA NOITE DE CACHORRO – passar mal a noite.• PELADO COMO PÁTIO DE COLÉGIO – campo com pouco pasto.** PELAR A CORUJA – Matar (colaborado por Francisco Solano Fabres, engenheiro, Macaé - RJ)• PERFUMADO QUE NEM VIÚVA ALEGRE – diz-se da pessoa cheirosa.** PIOR QUE TALHO NA BUNDA - Algo ou alguém muito ruim (colaborado por Jorge Ortiz, de Florianópolis)** PLANTAR FIGUEIRA – cair do cavalo (colaborado por Valandro Ferreira, funcionário público municipal, São Gabriel-RS)• PRAGA DE URUBU NÃO MATA CAVALO GORDO – expressão que significa que não devemos temer a inveja alheia.Q, de quem tá tomado de razão não precisa de espora** QUANDO O VIVENTE ESTÁ COM AZAR, ATÉ NO CAGAR SE DESCADERA – má sorte, azar extremo, atraindo desgraça (colaborado por Francisco Solano Fabres, engenheiro, Macaé - RJ) • QUEIMAR CAMPO EM DIA DE CHUVA – mentir. • QUEM TÁ TOMADO DE RAZÃO NÃO PRECISA DE ESPORA – ditado que significa que a verdade está acima de qualquer argumento.R, de ruim como cusco bichado na orelha• RELINCHA MAIS DO QUE POTRO CORRIDO NA MANADA – diz-se do homem que é rejeitado da convivência dos amigos.** RETO COMO GOELA DE JOÃO GRANDE - Coisa ou caminho reto (colaborado por Jorge Ortiz, de Florianópolis)• RUIM COMO A CARNE DA PÁ – diz-se da pessoa que não vale nada. • RUIM COMO CUSCO BICHADO NA ORELHA – diz-se da pessoa que não presta, mau caráter, falsa.S, de soltar as patas• SACUDIR OS ARREIOS – rebelar-se. • SAIR DE ATRAVESSADO – tratar alguém mal.• SAIR DO FACHO – sair a passeio para se distrair.• SAIR FEDENDO – sair apressadamente, sair correndo, o mesmo que sair tinindo.• SALGADO COMO PIPOCA DE FESTA – diz-se da comida muito salgada.** SE CAI DE QUATRO SEGUE PASTANDO - pessoa com pouca instrução (colaborado por Saulo Orcina, pecuarista, Santa Vitória do Palmar -RS)** SE TAPAR DE BICHO - sair em disparada como se estivesse fugindo de um enxame de abelhas (colaborado por Gilson, de Viamão-RS)• SECA COMO PARTO DE GALINHA – diz-se da pessoa muito magra.• SEM-VERGONHA QUE NEM POMBO DE PRAÇA – pessoa que não tem palavra.• SENTAR NO CABRESTO – negar-se a fazer alguma coisa.• SÉRIO COMO VIÚVA EM RETRATO – pessoa que dificilmente sorri.** SÉRIO QUE NEM GURI QUE TÁ CAGADO – sujeito carrancudo (colaborado por Carlos Eduardo Costa Gomes, funcionário público municipal, Porto Alegre-RS)• SOLTAR AS PATAS – ser estúpido.• SURRADA QUE NEM CASACO DE MENDIGO – diz-se de alguma coisa muito usada.• SUSPENDER UM PILEQUE – embebedar-se.T, de tomar chá de sumiço** TASTAVIANDO - índio que sai cambaleando depois de levar um palavreado atravessado ou até mesmo em uma briga (colaboração de Alexandre Klock Ernzen, de Sulina)** TE FAZ DE GALINHA MORTA PRA PASSEAR DE CAMIONETE - quando alguém quer se fazer de bobo (colaborado por Jandora Severo Poli, de Porto Alegre)** TE FAZ DE LEITÃO VESGO PRA MAMAR EM DUAS TETAS - quando alguém quer se fazer de bobo (colaborado por Jandora Severo Poli, de Porto Alegre)** TE FAZ DE MORTO PRA GANHAR SAPATO NOVO – fazer-se de bobo (colaborado por Carlos Eduardo Costa Gomes, funcionário público municipal, Porto Alegre-RS)** TE FAZ DE SALAME - quando alguém quer se fazer de bobo (colaborado por Jandora Severo Poli, de Porto Alegre)• TEM MAIS LANHO QUE PICANHA DE REIÚNO – sujeito cheio de cicatrizes provocadas por brigas em função do temperamento. • TER MUITA ARMAÇÃO E POUCO JOGO – ser agradável mas incapaz de ajudar em momentos difíceis.• TIRAR O CAVALO DA CHUVA – retirar o que disse, desistir de algum negócio.• TIRAR O CORPO FORA – não assumir responsabilidade pelo que fez.• TOMAR CHÁ DE SUMIÇO – desaparecer sem deixar rastro.• TRAIÇOEIRO COMO CRUZEIRA NA TOCA – pessoa capaz de uma traição a qualquer momento.• TRANQÜILO COMO ÁGUA DE POÇO – diz-se de quem está de bem com a vida.** TROCANDO ORELHA – desconfiado (colaborado por Rodrigo da Costa Vasconcellos, professor universitário, Chapecó - SC)V, de vazio como pastel de rodoviária• VAZIO COMO PASTEL DE RODOVIÁRIA – pessoa fútil. • VICIADO QUE NEM CACHORRO OVELHEIRO – pessoa que não consegue se livrar dos vícios.• VIÚVA NOVA É QUE NEM LENHA VERDE: ENQUANTO CHORA NUMA PONTA, QUEIMA NA OUTRA – expressão para mostrar as duas facetas da personalidade humana, a alegria e a tristeza** VIRADO NO REBOLO - índio velho que tem sabedoria de todo tipo de lida no campo (colaboração de Alexandre Klock Ernzen, de Sulina)






SANTA PROSTITUTA - A GUAPA
A LENDA DAS SANTAS PROSTITUTAS (Porto Alegre, São Gabriel e São Borja)As Santas Prostitutas destas lendas são as três do Rio Grande do Sul: a Maria Degolada, de Porto Alegre, a Irmãzinha Guapa, de São Gabriel e Maria do Carmo, de São Borja.Todas eram muito bonitas e bondosas para com os pobres e as crianças. Todas tinham como penosa profissão a prostituição e tiveram morte violenta às mãos de homens fardados, sacrificadas no altar de sua condição de mulher.A Maria Degolada (Maria Francelina) foi comer um churrasco com o cabo de nome Bruno da Brigada Militar, no morro que hoje tem seu nome (um morro situado no atual bairro Partenon, defronte ao terreno onde funciona o Hospital Psiquiátrico São Pedro, na avenida Bento Gonçalves) e ali foi assassinada com a própria faca do assador.Posteriormente, o cabo Bruno foi julgado pela justiça e condenado a 30 anos de reclusão na Casa de Detenção de Porto Alegre (em fevereiro de 1900), e veio afalecer em 16 de setembro de 1906, seis anos depois, de "Nephrite Intestinal".Maria Francellina foi enterrada no jazigo nº 741, do Campo Santo da Santa Casa de Misericórdia, em 14 de novembro de 1899.A figueira que se encontrava no local onde Maria morreu (foto acima), foi arrancada por um vendaval em data desconhecida (supostamente década de 60). No local, foi construída uma pequena Capela em homenagem à Maria Degolada.Com a elucidação do caso as populações periféricas de Porto Alegre passaram a considerar Maria Francelina como uma santa que atendia aos pedidos e orações dos desafortunados, principalmente após se ter espalhado a notícia de que em uma sessão espírita realizada nas proximidades do local do crime, havia sido recebida uma mensagem da moça declarando que não desejava ser lembrada como “Maria Degolada”, e sim pelo seu verdadeiro nome. Nessa época, já surgira no alto do morro uma pequena vila, cujos moradores decidiram em reunião que dali em diante o lugar seria chamado de Maria da Conceição.Maria Degolada, apesar de ter sido uma pessoa real, tornou-se um mito através de uma construção coletiva. Sua importância está demonstrada na grande quantidade de placas de agradecimento e oferendas que são levadas ao seu túmulo e sua capela e, especialmente, no fato da maioria dos integrantes da comunidade saberem sobre a história dela. Nesse sentido, essa Maria além de ser um personagem histórico é um mito fundador da identidade de uma comunidade.Além disso, a Maria Degolada foi assassinada por um representante do poder público: um policial. Essa história criou um significado que continua presente no imaginário atual da comunidade do morro que considera-se marginalizada e excluída socialmente. Vários moradores locais falam com certa indignação em relação à atuação da polícia com sua comunidade.A Irmãzinha Guapa era dona de um bordel e estava se enfeitando para um baile de carnaval diante do espelho quando foi atingida por um tiro dado na rua através da janela, por um cabo dos Provisórios, a mando de uma rica estanceira gabrielense, cujo marido era amante da Guapa.A Maria do Carmo saia de um baile em São Borja e foi convidada para beber com um militar do Norte. Como gostava muito de uma "saideira" e de militares aceitou, para terminar morta e esquartejada nuns matos rasteiros do potreiro que fica no bairro hoje chamado "Maria do Carmo". Seus restos foram achados mais tarde por meninos que procuravam seus cachorros e os foram encontrar rendo os ossos da infeliz prostituta.São muito as associações entre as três: todas eram prostitutas, bonitas, bondosas e todas se chamavam Maria, como a injustiçada Maria Madalena bíblica. As três tem hoje a cor azul como símbolo e capela erguida pela mão do povo e onde lhe são feitos pedidos e promessas. A Maria Degolada tem uma restrição: não atende pedido de Brigadiano (e com toda razão!), porque foi assassinada por um deles e a Maria do Carmo, ao contrário, tem uma curiosa predileção por pedido militar, embora tenha sido esquartejada por um deles. A promessa que as pessoas ricas mais fazem à Maria do Carmo é a de pintar de azul o seu túmulo.A religião católica e a maioria da sociedade condena a prostituição que é a profissão mais antiga do mundo, mas é bom relembrar que no período romano as Vestais foram sacerdotisas-prostitutas que participavam de orgias reais para procriar meninos entre os quais se elegia o rei de Roma. A lei que obrigou as Vestais a se conservarem virgem foi imposta no século VI a.C. por Tarquinio, o Velho. Assim, as qualidades pelas quais as mulheres eram consideradas outrora sagradas, agora passaram a ser a razão pela qual era degradada. O amor passou a ser dissociado do corpo para que os seres humanos pudessem alcançar união puramente espiritual com Deus.Maria Madalena, considerada a antítese da Virgem Maria também foi considerada como "pecadora" e renegada por Simão, mas tornou-se consorte de Cristo e mantinham um amor sexual. O ato sexual só foi condenado pelos padres das Igrejas dessa época, que diziam que todo aquele que buscava o prazer físico era materialista e mal. O maior dos méritos, então, era negar a natureza humana e abster-se de tudo o que fosse fonte de prazer.Para concluir esse texto, devemos esclarecer que a prostituição é uma profissão que também merece todo nosso respeito. Por favor, não pensem que estou incentivando ninguém a se prostituir, mas não serei eu a criticar o modo de vida das pessoas. Possuímos o livre arbítrio para fazermos o que quisermos com nossas vidas. Entretanto, existem milhares de mulheres, que são forçadas a aceitar o livre assédio de seus chefes ou patrões para não perder o emprego, outras são submetidas à trabalhos escravos ou até mesmo são estupradas pelos próprios maridos ou pelos pais ou padrastos. Sempre digo: não vamos julgar para não sermos julgados e essas santas prostitutas são um grande exemplo do que lhes digo!Todos nós temos direito à um lugar ao Sol, não sejamos preconceituosos, muito menos discriminadores. Respeite para ser respeitado!

Sepé Tiarajú




Sepé Tiaraju, nascido José Tiaraju, provavelmente em 1723 na Redução de São Luiz Gonzaga, era Corregedor da Redução de São Miguel quando Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Madri, de 1750, trocando entre si os Sete Povos das Missões, sob domínio espanhol, pela Colônia do Sacramento, sob domínio lusitano.Sepé é descrito de várias formas por muitos autores, o que nos deixa duvidas e incertezas sobre sua figura, contudo todos os autores aqui citados afirmam ter sido Alferes.Tau Golin, faz questionamentos sobre a figura de Sepé ser histórica ou mítica. Em sua obra cita:(...) curioso seria perguntar os caminhos percorridos pelo nome Tiaraju. Quais as transformações reais que ocorreu e como o próprio nome se livra do sujeito histórico, enquanto cacique sociedade missioneira para servir de axiona em outras situações históricas, sociais e culturais (Golin, 1985: p. 139 )BERNARDI[1], nos conta a respeito de Sepé Tiaraju, um índio catequizado pelos jesuítas, preocupado com a terra, com seus costumes, com a sua gente.No ano do bicentenário da morte de Sepé Tiaraju o Major João Carlos Nobre do Exército, propôs a construção de um monumento em sua homenagem ao líder guaranítico, em São Gabriel, local de sua morte.Tal proposta ocasionou uma polêmica entre os membros do IHGRS(Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul), o primeiro Grupo, anti Sepé, colocou que a história deve ser baseada nos documentos, fatos e não a lendas. Um herói nacional é aquele que se destaca na expansão ou afirmação e na inserção do Rio Grande no império português. Para o segundo grupo, pró-Sepé, a lenda, o folclore podem ser documentos históricos válidos, pois a histórias do Rio Grande começa antes de sua anexação ao império Lusitano. Sepé representaria um caráter heróico por manifestar o seu amor a terra.A primeira argumentação da Comissão é de que Sepé não era português, não podendo ser associado ao patriotismo gaúcho brasileiro. Reagindo contra o Tratado de Madri de 1750, onde defendia a integridade territorial da chamada “Província do Paraguai”, um ultima analise lutava a favor da Coroa Espanhola.Na segunda argumentação, parecer de Othelo Rosa, Moyses Velhinho e Afonso Guerreiro Lima, salientam a mitificação em torno desse herói indígena, que desfigurava a personalidade real, relevante à luz da ciência histórica, e propõem a substituição de sepé por Rafael Bandeira, Fronteiro do Sul. Destituindo assim o heroísmo de sepé vendo Pinto Bandeira situado no solo do rigor cientifico.O Pronunciamento do padre Luís Gonzaga Jaeger, historiador, membro do IHGRS, voto vendido na Comissão de História argumentou: “Não defendeu a terra das missões nem para a Espanha, nem para Portugal, nem para a Companhia de Jesus. Defendeu-a para os seus índios de sua raça, com clara manifestação de sentimento telúrico”.O fato de ser sido morto em combate evidencia do líder guaranítico ter lutado contra português e espanhóis. O historiador transpõe as mártires: “Tiaraju não merece a nossa homenagem porque lutou contra os interesses de Portugal, segundo a Comissão. Pergunto por que interesses se insurgiu Tiradentes e seus denodados conspiradores apenas 35 anos mais tarde?”De acordo com Golin, o complexo das Missões, formado por jesuítas e os guaranis, faziam parte de um projeto geopolítico de ocupação Ibérica da América. A Província jesuíta do Paraguai era o espaço de expansão português, palco de guerras e sabotagens. Sepé ocupava o posto de Alferes de São Miguel, função de policia, cuidava da ordem interna, vistoriava as estâncias até o norte uruguaio e sua sede era o atual município de Bagé.A vida real do cacique Guarani Sepé Tiaraju não passa de lenda. Alferes real do cabildo de São Miguel foi o mais resistente a evacuação dos sete povos aos portugueses. Foi ele quem inflou o levante de São Nicolau, primeira redução a resistir a transmigração para o lado ocidental do Rio Uruguai.Sepé morreu em 07 de fevereiro de 1756 as margens da Sanga da Bica, perto da atual estação rodoviária de São Gabriel.As lendas que aumentaram os feitos de Sepé foram criadas por poetas e trovadores. Em várias versões estas lendas passaram séculos. Manuelitto de Ornellas divulgou a figura do guerreiro quase imbatível e Walter Spalding chegou imagina-lo cantando um hino: “Esta terra tem dono/ e ninguém nô-la tira...”. em 1926, o poeta Mansueto Bernardi deu a tese, que o cacique por ter lutado contra os invasores das missões foi “o primeiro caudilho rio-grandense. A posição oficial do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, de 1955, é a de que Sepé Tiaraju não é “uma expressão dos sentimentos (...) do povo gaúcho, formado ao signo da civilização portuguesa. (HISTÓRIA ILUSTRADA DO RIO GRANDE DO SUL. Zero Hora, 1998, pg 63.)Podemos concluir que, Sepé Tiaraju é uma figura lendária, construída para simbolizar o amor pela terra do povo guaranítico, a bravura, resistência e a desobediência ao Tratado de Madri.Tau Golin questionou os caminhos percorridos por Sepé Tiaraju, apontando para construção de um mito. Mas não faz referências a visão dos guaranis, se os índios o vêem como herói.A lenda diz: Sepé teve bravura ao liderar o levante Guarani, foi um garoto com um sinal na testa com o formato de uma lua, que lhe deu o nome “Facho de Luz” (Sepé).A Sepé é atribuída a famosa frase, redigida em cartas à Coroa de Espanha após a assinatura do Tratado: “Alto lá! Está terra tem dono!”.

Irmãozinhos Fuzilados


Conta a história que na década de 1850, quando o Exército seguia ao regulamento drástico do Conde Lippe, que entre outras medidas, aplicava a pena de morte.Os soldados Agostinho José de Meira e Joaquim José dos Santos foram fuzilados no local.O primeiro, oriundo de Jaguarão teria sido executado depois de travar discussão com superior no momento de distribuição da carne 1º Tenente Alvino D'Almeida, oficial de dia no dia 15 de julho de 1852. Após foi castigado e recolhido ao xadrez por ordem do Tenente Coronel José de Carvalho. Ao ser retirado do xadrez para receber o corretivo, recebeu do Tenente Albino a ordem de tirar a farda, já que não era permitido bater em praças fardados, foi quando Meire investiu contra esse oficial esfaquendo-o, quase o matando, não fosse a guarda oficial.Com o movimento Meire acabou cortando o cabo da guarda Francisco Jerônimo de Rezende, o anspeçada Pedro Francisco Bastos e o soldado João Manoel Pereira, rendendo-se após vários golpes de espada na cabeça.Meire foi condenado a morte pelo Conselho de Guerra e executado no dia 8 de novembro de 1853.O segundo Joaquim José dos Santos foi enquadrado no Artigo 8º da 1ª parte dos regulamentos da Cavalaria. O Artigo recomendava: "Todas as disputas e diferenças são proibidas sob pena de rigorosa prisão, mas é possível a qualquer soldado ferir seu camarada à traição em certas circunstâncias e assim será condenado ao carrinho perpetuamente, ou castigo com pena de morte conforme as circunstâncias correntes".Joaquim era oriundo de Rio Pardo. Nessa condição, não recebia vencimentos nem fardas, o que o levou a um estado de miséria, com uma única muda de roupa e sem condições de comprar sabão para lavá-las.Foi nessa realidade que roubou alguns companheiros e logo desertou, sendo preso no dia seguinte. Punido com a chibata, mas escapou argumentando estar doente.No dia 1º de setembro de 1853 no pátio interno do quartel, no momento em que ia ser castigado corporalmente, arrancou uma faca que trazia escondida na sua roupa e feriu gravemente o major fiscal do regimento que comandava o corretivo.Joaquim optou pela morte física ao invés de morte por aviltamento moral a exemplo do primeiro, foi condenado e executado no dia 14 de dezembro de 1855.Curiosidade: Os Irmãozinhos fuzilados não eram irmãos.

A LENDA DO NEGRINHO DA SANGA FUNDA




A LENDA DO NEGRINHO DA SANGA FUNDA - SÃO GABRIEL - (Colab. Sarita Barros)In MITOS E LENDAS DO RIO GRANDE DO SUL – Antônio Augusto FagundesO menino negro chamado Antão morava no interior de São Gabriel, há muitos anos atrás. Um dia, foi comprar num bolicho na beira da estrada que vai de São Gabriel a Bagé um quilo de erva e levava uma "pelega" de quinhentos mil réis, muito dinheiro na época para andar em mão de criança. O bolicheiro não tinha troco para uma nota tão grande e como conhecia o pai do menino, fiou a erva, par cobrar mais tarde. No bolicho, estava tomando canha um gaúcho enorme, negro, com cara de poucos amigos. Quando o negrinho saiu, ele pouco depois saiu também. O bolicheiro viu tudo e desconfiou que ele ia roubar o negrinho e foi atrás dele mas ao chegar à Sanga Funda já encontrou o negrinho Antão degolado, e, claro, sem o dinheiro. Revoltado o homem reuniu os vizinhos e foram todos à caça do matador. Descoberto. este não quis se entregar e foi morto. O povo então ergueu na Sanga Funda uma ermida, uma capelinha para o Negrinho Antão e as pessoas começaram a fazer pedidos e promessas ao menino, pedidos que ele sempre atende, até hoje e que o povo sempre paga com orações, velas e flores.

Receita de Biscoito de polvilho

Tempo de Preparo: 40 minIngredientes- 1 quilo de polvilho azedo- 2 copos de leite- 1 colher de sopa de sal- 1 copo de óleo- 2 ovos inteiros
Modo de PreparoSove bem o polvilho com o copo de leite e a colher de sal. Ferva o outro copo de leite junto com o copo de óleo e escalde a massa que você fez com o polvilho. Espere esfriar e acrescente dois ovos inteiros. Amasse tudo, juntando água até o ponto desejado - que deve ser mais mole que a do pão caseiro. Esprema os biscoitos em saco próprio, de confeitar bolo, com bico de metal.Se não tiver um, então esprema no pano de saco, depois de fazer um furinho do tamanho de um dedo minguinho. Coloque os biscoitos num tabuleiro untado com óleo. Use forno bem quente a princípio. Depois que eles estiverem crescidos, deixe em forno brando até secar bem. Se quiser, você pode assar os biscoitos em cima de um tabuleiro forrado com folha de bananeira, à moda da roça.

sábado, 15 de agosto de 2009

CAMINHO DOS SONHOS


Cada estrela no céu...clareia minha alma escura.
Cada raio de sol queima minha pele maltratada.
Cada pingo de chuvarola lentamente sobre meu corpo cansado.
Cada pensamento é infinito,como o primeiro beijo.
Cada momento é mágico e único diante daqueles que amam verdadeiramente. Entregue-se para a vida.
Liberte-se das paredesda ilusão de outrora.
Caminhe no caminhoda felicidade...Ainda que esse caminho seja feito de sonhos...Vale apena tentar.''De Momentos'' ROBSON POETA.
Eu aprendi, que ignorar os fatos não os altera
Aprendi, que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você
Aprendi, que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas
Aprendi, que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa
Aprendi, que a vida é dura, mas eu sou mais ainda
Aprendi, que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar
Aprendi, que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;
Aprendi, que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;
Aprendi, que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
Não sobrecarregue seu coração pensando no melhor caminho. Pode ser que as trilhas nas quais você deve pisar já estejam diante de seus pés, embora talvez não consiga enxergá-las.
* John Ronald Tolkien *
"Para você desejo todas as obras de Deus, Para que jamais tenha motivos de tristeza, para que sua alma sempre esteja em paz."
Sonhar é navegar em pensamentos...
É viver doce momentos,de uma estória saboreada pelamente e inspirada pelo coração.
Sonhar é estimular a vida
É dar vazão às idéias, alimentar a inspiração.
É reviver a emoção!
É fazer da ilusão.
A nossa razão de viver!
O último andar!
No último andar é mais bonito:

do último andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.
O último andar é muito longe:

custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu quero morar.
Todo o céu fica a noite inteira sobre o último andar.

É lá que eu quero morar.
Quando faz lua, no terraço fica todo o luar.

É lá que eu quero morar.
Os passarinhos lá se escondem, para ninguém os maltratar:

no último andar.
De lá se avista o mundo inteiro:

tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morarno último andar.
(Cecília Meireles)
Pelo caminho
Doces pontos de chegada...

Sempre haverá vida
Ao fim de cada estrada.
Eu vou evoluindo até meu eu,
Até chegar o dia onde serei um com Deus
Já não sinto o peso de ter que caminhar,

Sou capaz de olhar as flores do caminho
E de cantar...
Ainda não sei o refrão, mas continuo a cantarolar
É como está sensação de viver tão longe do lar.
E vou pela estrada tão longa

Sem nada mais perguntar,
Menos afoita porque o destino sabe a hora de chegar,
Mais perto do meu eu,
Mais perto do meu lugar.
Eu já não temo a noite,

Pois sei o momento de descansar
Tudo bem, de dia eu sempre volto a caminhar!
E o refrão da canção há de me avisar
Quando eu estiver junto de mim no meu lugar.

Um dia a maioria de nós irá se separar.

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora,as descobertas que fizemos,dos sonhos que tivemos,dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima,da angústia,das vésperas de finais de semana,de finais de ano,enfim...do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.Hoje não tenho mais tanta certeza disso.Em breve cada um vai pra seu lado,por algum desentendimento,ou outra coisa qualquer,segue a sua vida,talvez continuemos a nos encontrar quem sabe..nos e-mails trocados.Podemos nos telefonar conversar algumas bobagens...Aí os dias vão passar,meses...anos...até este contato tornar-se cada vez mais raro.Vamos nos perder no tempo...Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão? Quem são aquelas pessoas?Diremos...Que eram nossos amigos. E..isso vai doer tanto!Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Quer uma receita de amor?





Junte a força de uma montanha,
A majestade de uma árvore,
O calor de um sol de verão,
A calma de um mar tranquilo,
A generosidade da natureza,
Os confortaveis braços da noite,
A sabedoria das eras,
O poder do voo da águia,
A alegria de uma manhã de primavera,
A fé de uma semente que brota,
A paciência da eternidade,
E o centro da necessidade de uma família.
Mexa bem e,
Quando perceber que nada mais há para acrescentar, A sua receita estará completada.
Olhe bem para esse delicioso alimento
E invente um nome para ele...
Que tal pai?
A derrota depende de nós,tanto quanto a vitória.Entretanto,a pior derrota é a de quem desanima.Perder, nem sempre é ser derrotado.mas o desânimo estraga totalmente a vida.Não desanime jamais.Siga em frente cm coragem,porque a vitória pertence aqueles que possuem persistência e determinação.

A IDADE DE SER FELIZ ...

Existe somente uma idade para ser feliz.Somente uma época na vida de cada pessoa em que pe possível sonhar e fazer planos.Ter bastante energia para viver, apesar de todas as dificuldades e obstáculos.Uma só idade para a gente se encantar com a vida, viver alegremente e desfrutar tudo com toda intensidade.Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem, sorrindo, cantando, brincando e dançando.Vestir-se com todas as cores sem preconceito nem pudor.Tempo de entusiasmo e de coragem, em que todo desafio é um convite a lutar com muita disposição de se tentar algo de novo e quantas vezes for preciso.Essa idade de chama PRESENTE e é tão passageira que tem apenas a duração do instante que passa. Aproveite o máximo cada instante da sua vida, com muita disposição e alegria.Crie em sua vida motivos suficientes para ser verdadeiramente feliz, seja qual for sua idade.

Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar...é nossa razão de existir.Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coraçãopela falta de uma única pessoa.Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto.É a força da natureza nos chamando para a vida.Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.Você descobre que algumas pessoas nunca disseram eu te amo, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram...Descobre também que outras disseram eu te amo uma única vez.E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatoresimportantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.Manifeste suas ideias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra.Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco.Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será aindamais intenso, do que teria sido no passado.Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...
Reflexões sobre o amor e a vida Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar...é nossa razão de existir.Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coraçãopela falta de uma única pessoa.Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto.É a força da natureza nos chamando para a vida.Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.Você descobre que algumas pessoas nunca disseram eu te amo, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram...Descobre também que outras disseram eu te amo uma única vez.E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatoresimportantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.Manifeste suas ideias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra.Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco.Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será aindamais intenso, do que teria sido no passado.Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...
François de Bitencourt

Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas. De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo. Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino: - como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis! Nesse instante, um homem muito sábio que passava pelo local, comentou: - eu sei como ele conseguiu. Todos perguntaram: - pode nos dizer como? - é simples: - respondeu o velho. - não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que ele não seria capaz.Portanto: acredite....essa palavrinha é capaz de processar verdadeiros milagres...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

PROJETO FOLCLORE



PROJETO PEDAGÓGICO: Folclore QUE EU TE QUERO!!!

TEMA: Folclore



· ALUNOS ATENDIDOS: ENSINO FUNDAMENTAL (SÉRIES INICIAIS) E EDUCAÇÃO INFANTIL. Professores, equipe pedagógica, servidores da escola, alunos, pais e demais componentes da comunidade escolar.
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DURAÇÃO: Mês de Agosto

PERÍODO: 01 a 31 de agosto.


PROBLEMAS:
Qual a influencia e como trabalhar os mitos, lendas em nossa vida?

SOLUÇÃO:
Trabalhar o sentimento do medo em relação aos mitos, lendas na vida dos alunos.

DIVULGAÇÃO DO PROJETO:
O projeto deverá ser amplamente divulgado em toda a comunidade escolar pela equipe pedagógica. Os alunos deverão participar ativamente das atividades pedagógicas em sala, da confecção de materiais e dos ensaios das apresentações folclóricas.


JUSTIFICATIVA:

O tema escolhido, Projeto Folclore, permite um trabalho interdisciplinar, envolvendo conhecimentos de Português, Matemática e Ciências, História e Geografia introduzindo os temas transversais Saúde, Cidadania, Educação Física e Artística. O folclore brasileiro é um conjunto de mitos, lendas, usos e costumes transmitidos por suas histórias o conhecimento popular e encantam os que as escutam.Para a Educação Infantil e Ensino Fundamental, séries iniciais, a oralidade é muito importante, pois com ela as crianças irão conhecer um pouco mais de nossa cultura.


Justifica-se o presente projeto.


HIPÓTESE:

Partindo da realidade sócio cultural dos educandos em relação ao processo ensino e aprendizagem, verificamos que é necessário repensarmos na educação do futuro como formação do conhecimento e não apenas como informação.Partindo dessa realidade, consideramos imprescindível elaborar este projeto, com a intenção de formarmos sujeitos do conhecimento despertando nos alunos o prazer pelas riquezas culturais, entendendo o que é Folclore.



OBJETIVO GERAL:
- Colaborar na preservação do patrimônio cultural e histórico brasileiro, fomentando a criação de eventos variados e de parcerias com órgãos e instituições que atuem efetivamente neste objetivo.
Objetivos Específicos
Realizar investigações e discussões através de pesquisas de campo, seminários, mesas e congressos, objetivando a troca de conhecimentos e a edição de materiais didáticos.Realizar cursos que colaborem com os educadores nas suas ações pedagógicas.
Produção e leitura de texto.
Conhecer parlendas, trava-línguas, adivinhações ...
Conhecer elementos folclóricos nacionais e do mundo.
Artes: pintura de desenhos.
Levar o aluno a tomar contato com algumas manifestações de cultura popular Reconhecer e divulgar a importância do Folclore Estimular e desenvolver a imaginação e criação Desenvolver o hábito de pesquisa Incentivar o gosto pela leitura, arte, música e dança Valorizar a cultura popular.


· Resgatar os valores culturais do nosso povo, através da valorização da vida simples, da inocência, pureza e sabedoria do FOLCLORE BRASILEIRO;
· Pesquisar a importância e a influência do FOLCLORE na educação;
· Resgatar o FOLCLORE LOCAL, REGIONAL E NACIONAL;
· Desenvolver o processo de leitura e escrita através de atividades
· contextualizadas;
· Favorecer a integração social do grupo;
· Desenvolver a expressão artística e corporal;
· Contextualizar os estudos dos conteúdos programáticos dentro de um tema central gerador;
· Socializar todos os integrantes da comunidade escolar através da troca de idéias e experiências.


Realizar eventos variados (mostra de vídeos, festas populares e feiras culturais), promovendo o conhecimento das expressões culturais do povo brasileiro.Realizar módulos com finalidade de gerar retorno financeiro para os grupos populares, através de gravações de vídeos e CDs, que poderão ser comercializados, servindo também, como material didático para o ensino e a pesquisa.Apoiar e promover as práticas culturais dos grupos sociais brasileiros.


REFERENCIAL TEÓRICO:

Todo e qualquer ser humano tem cultura. A cultura vai se formando nas relações e experiências que mantemos com o mundo desde que nascemos. Alguns fatores que agem diretamente ou indiretamente na construção da cultura individual são: família, grupos sociais a que pertencemos, o conhecimento que adquirimos da cultura científica, tecnológica, artística, literária, etc, religião, meio ambiente, lembranças do passado, trabalho, estudo, o sistema político, contexto econômico, além de outros. O fato é que esses fatores nunca agem isoladamente. Eles dependem uns dos outros, convivem e formam uma rede de relações na qual somos inseridos. Ao mesmo tempo em que recebemos a herança cultural, agimos e produzimos cultura. Dessas relações extraímos os valores em que acreditamos, como solidariedade, afeto, respeito, violência. Esse conjunto de valores transmitidos por nosso grupo social é nossa identidade. O Brasil apresenta grande diversidade no campo cultural. Seu folclore é riquíssimo. O Folclore é um dos principais fatores de identificação de um povo e de sua nacionalidade. Toda pessoa é um produtor de cultura e portanto, um portador de Folclore



Dia do Folclore 22 de agosto - Decreto no. 56747 de 17/08/1965. Folclore é uma palavra de origem inglesa cujo significado é conhecimento popular . As manifestações da cultura de um povo, seja através de suas lendas da sua alimentação, do seu artesanato, das suas vestimentas e de muitos de seus hábitos originais os enriqueceram com novos hábitos criados após a Carta do Folclore. O folclore é passado de pais para filhos, geração após geração. As canções de ninar, as cantigas de roda, as brincadeiras e jogos e também os mitos e lendas que aprendemos quando criança são parte do folclore que nos ensinam em casa ou na escola. O folclore é o meio que o povo tem para compreender o mundo. Utilizando a sua imaginação, o povo procura resolver os mistérios da natureza e entender as dificuldades da vida e seus próprios temores. Conhecendo o folclore de um país podemos compreender o seu povo. E assim passamos a fazer, parte de sua História. Redescobrindo o Folclore Em 22 de agosto, o Brasil comemora o dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como mês do folclore. Folclore é um conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país e pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidades e vestimentas de uma nação. Segundo a carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, “constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir, e agir de um povo preservadas pela tradição popular ou pela imitação”. O Folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo e assim, poderemos conhecer ao mesmo tempo, parte de sua história. Mas para que um determinado costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um certo numero de pessoas e que tenha origem anônima. A palavra surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos: “Folk”em inglês significa “povo”e “lore”significa conhecimento. Assim, folk+lore (folklore) quer dizer conhecimento popular. O termo foi criado por Willian John Thoms, um pesquisador da cultura européia que em 22 de agosto de 1846 publicou um artigo intitulado Folk-lore. No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se folclore. O Folclore Brasileiro, um dos mais ricos do mundo, formou-se ao longo dos anos principalmente por índios, brancos e negros e está inserido no patrimônio cultural. Segundo a Constituição Federal: Art. 215: o estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. Art. 216: Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens materiais e imateriais, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referencia à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira nos quais se incluem: I – as formas de expressão; II – os modos de criar, fazer e viver; III – as criações científicas, artísticas e tecnológicas; IV – as obras, objetos, documentos edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; V – os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. Portanto as crenças, lendas, tradições e costumes são bens imateriais que compõem o patrimônio cultural, estão juridicamente protegidos pelo texto constitucional citado. Trata-se assim de bens imateriais difusos de uso comum do povo e que podem se protegidos pela ação cível pública ( Lei 4.3/85) Carta do Folclore Brasileiro I Congresso Brasileiro de Folclore, 1951. 1. O Congresso Brasileiro de Folclore reconhece o estudo do Folclore como integrante das ciências antropológicas e culturais, condena o preconceito de só considerar folclórico o fato espiritual e aconselha o estudo da vida popular em toda a sua plenitude, quer no aspecto material, quer no aspecto espiritual. 2. Constituem o fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservado pela tradição popular e pela imitação, e que não sejam diretamente influenciadas pelos círculos eruditos e instituições que se dedicam ou à renovação e conservação do patrimônio científico e artístico humano ou à fixação de uma orientação religiosa e filosófica. 3. São também reconhecidas como idôneas as observações levadas a efeito sobre a realidade folclórica, sem o fundamento tradicional, bastando que sejam respeitadas as características de fato de aceitação coletiva, anônima ou não, e essencialmente popular. 4. Em face da natureza cultural das pesquisas folclóricas, exigindo que os fatos culturais sejam analisados mediante métodos próprios, aconselha-se, de preferência, o emprego dos métodos históricos e culturais no exame e análise do Folclore. Manifestações Artísticas Literatura Oral – São manifestações literárias preservadas através da palavra falada ou cantadas e que narram lendas, histórias e mitos reveladores da visão do mundo das camadas populares. Podem aparecer associados à música ou combinados com dança e dramatização. Cordel – Forma de literatura transcrita em pequenas brochuras com histórias em versos ilustradas por gravuras que fixam em traços rústicos uma cena ou personagem do romance. Recebem essa denominação porque os folhetos costumam ser atados a uma cordinha e pendurados em seus pontos-de-venda. Os temas são lendas, tradições locais, fatos do momento, crimes ou façanhas heróicas. Desafio – Gênero da literatura oral praticada por dois cantores acompanhados por viola, sanfona ou violão, que improvisam poemas em tom satírico ou jocoso. Misturam tradição e criatividade individual, num canto alternado, que obriga o cantador a responder às perguntas do oponente. O Folclore Brasileiro é muito variado e as diversas regiões costumam apresentar manifestações específicas de acordo com a formação cultural de seu povo. Pertencem ao Folclore: Mitos São seres e ocorrências sobrenaturais que exercem influência nas pessoas e nos ambientes em que aparecem. Ø Lobisomem: É um animal com corpo de cachorro, orelhas de cachorro e corpo de homem. Aparece nas noites de sexta-feira em encruzilhadas e no cemitério. Vive vagando nas estradas, procurando alguém que lhe tire o encantamento. Para que isto aconteça precisa ser ferido. Dizem que o lobisomem é um homem que nasceu depois de sete irmãs e cuja madrinha não foi a primeira delas. Ø Pisadeira : É uma velhinha que aparece quando a gente se deita com o estomago cheio. Vem arrastando os chinelos, sobe em nossa barriga, sapateia e causa maus sonhos. Quando a gente acorda ela desaparece. Ø Mãe-do-ouro: É uma linda mulher de cabelos reluzentes como se estivessem enfeitados com pedras preciosas. Mora em grutas onde desaparecem as águas de alguns rios. Nas noites de luar Lea aparece como bolota de fogo e uma cauda longa e brilhante. Ø Mula-sem-cabeça: É um animal quadrúpede com aparência de mula. Não tem cabeça e solta fogo pelo pescoço. Soluça como se fosse gente e seu galope assusta as pessoas que saem para caminhar nas noites de lua cheia. Para afugenta-la basta esconder dentes e unhas. Ø Saci-Pererê: É um negrinho de uma perna só, ágil e atrevido. Usa gorro vermelho e adora fumar cachimbo. Aparece e desaparece num roda-moinho. Não é maldoso, mas adora fazer traquinagens como, por exemplo: apagar o fogo, dar nó na crina dos cavalos, assustar viajantes. Para pegá-lo é muito fácil, basta colocar uma peneira com um terço em baixo de uma arvore. Para chamá-lo dê três nós num pedaço de palha. Ø Curupira: É um menino índio bem cabeludo. Mora nos troncos das árvores e anda pelas florestas protegendo os animais. Tem os pés virados para trás e por isso seus rastros conseguem enganar os inimigos. Ø Iara: É uma linda moça de longos cabelos negros que mora no fundo dos rios. Tem uma voz maravilhosa e com ela encanta os moços que navegam ou estão à margem dos rios. Quando eles ficam hipnotizados com seu canto leva-os para o fundo das águas e de lá eles não saem nunca mais. Ø Bicho-Tutu: É também chamado de Tutu-marambá. É feio, orelhudo, tem os pés pequenos demais para seu tamanho. Põe medo nas crianças que não querem dormir cedo. A mãe então, canta uma cantiga de ninar e o Bicho-tutu aparece. Logo o bebe adormece. Ø Comadre Florzinha: É uma espécie de fadinha maliciosa e faceira. Pequenina tem os cabelos longos e sempre enfeitados com flores. É protetora das matas e dos animais.Assusta caçadores e derrubadores de árvores. Ø Boitatá: É uma cobra muito grande que comeu os olhos das carniças de animais que morreram nas enchentes. Como todo animal guarda no sangue o sumo de tudo que comeu, a cobra grande guardou a luz dos olhos que ingeriu. Passou então a aparecer como um luzeiro ambulante e transparente como se fosse um fogo amarelo azulado. Ele assusta muita gente nas noites de verão e também é conhecido como “fogo-fátuo”. Adivinhas As adivinhas tinham papel de grande importância na antiguidade. Era uma espécie de desafio ao homem para que mostrasse a sua sabedoria. É uma das formas mais curiosas e ingênuas de literatura oral. 1. O que é que Deus nunca viu, o rei viu uma vez ou outra e o homem vê todos os dias? 2. O que é o que é? São sete irmãos, cinco tem sobrenome e dois não? 3. O que é que quanto mais cresce, mais baixo fica? 4. O que é que cai em pé e corre deitado? 5. O que é negra, preta de formosura, barriga cheia de gostosura? 6. Qual é o céu que não tem estrelas? 7. Qual é a diferença da tartaruga com o navio? 8. Em que mês a mulher fala menos? 9. O que é que está na ponta do fim, no começo do meio e no meio do começo? 10. O que é que passa pela água e não se molha, anda pelo sol e não se queima? Respostas: 1.o semelhante, 2. os dias da semana, 3.o rabo do cavalo, 4. a chuva, 5. a jabuticaba, 6. o céu da boca, 7. o navio tem o casco em baixa e a tartaruga tem o casco em cima, 8. em fevereiro, 9. a letra m, 10. a sombra. Religiosidades Muitas pessoas fazem um pedido a Deus, aos santos ou aos mitos, rezando em forma de poesias ou quadrinhas e prometem alguma coisa em troca de alcançar o pedido feito. Ø Querido Jesus menino, Vestido de azul celeste Vou estudar matemática, Quero que seja meu mestre (o nome da matéria pode variar) Ø Espírito Santo baixinho No meu ouvido dirá Aquilo que eu não souber O Senhor me ensinará Ø Santa Luzia passai por aqui Com seu cavalinho Comendo capim Tirai este cisquinho Que está aqui. Ø São Longuinho, São Longuinho, Devolva o que perdi Que eu lhe dou três pulinhos. Ø Negrinho do Pastoreio, Traze a mim o meu Rincão Eu te acendo esta velinha, Junto está meu coração. Quadrinhas e Poesias As quadrinhas e poesias populares com rimas raramente perfeitas exprimem um desejo, uma queixa, agrado, malícia, juízo, um estado da alma enfim. A beleza está na simplicidade. Folclore Brasileiro O Brasil tem regiões Muito ricas, todos sabem. É um grande produtor De folclore e aprendizagem Grandes mitos Muitas lendas Brincadeiras e canções Cheiro da terra Amor latente É o coração de sua gente Gente da terra... Gente do mar... É gente de todo lugar Unidos numa só voz, Para o folclore ensinar Augusta Schimidt O pião (Caroline Soares Pedroso – 9 anos) O pião no chão O pião no sabão O pião bailarino Pelo olhar do menino Na pontinha do dedinho O pião no chão E na ponta do dedão Rodopia Na ponta dos dedos Veloz rodopia O pião é veloz É magia O pião rodopia Bolinhas de Gude (Murilo Soares Rodrigues – 9 anos) As bolinhas de gude rolam Rolam no jardim, Bem em cima do jasmim E rolam para mim São lindas, Claro que sim! As bolinhas, Não cansam de rolar E sempre no mesmo lugar Às vezes nós nos perdemos Mas logo voltamos a nos encontrar Esta noite eu tive um sonho, Mas que sonho atrevido, Sonhei que era babado Da barra do teu vestido. Com jeito tudo se arranja De tudo o jeito é capaz, A coisa é ajeitar o jeito E isso pouca gente faz. Se vires a tarde triste E o ar de querer chover, Saiba que são os meus olhos Que choram por não te ver. Andorinha no coqueiro, Sabiá na beira-mar, Andorinha vai e volta, Meu amor não quer voltar. A lua vem saindo Com três cartas do Abecê, A da frente vem dizendo Que eu me caso com você. Trava – Língua São fórmulas versificadas de difícil pronuncia e até pequenos relatos que apresentam palavras de articulação trabalhosa. Ø Olha o sapo dentro do saco, O saco com o sapo dentro, O sapo batendo papo E o papo soltando vento. Ø Pedro Pedroca é prestativo e presta serviços na pedreira. Ø Achei um ninho de mafagafos Com cinco mafagafinhos, Quem desmafagafar Os cinco mafagafinhos Bom desmafagafador será. Ø Pinto pelado pulou da panela para o penico. Ø Um tigre, dois tigres, três tigres. Ø Porco crespo e toco preto Toco preto e porco crespo. Ø O doce perguntou pro doce Qual doce era mais doce O doce respondeu pro doce Que o doce mais doce É o doce de batata doce. Ø No vaso tem uma aranha Nem o vaso arranha a aranha Nem a aranha arranha o vaso. No vaso tinha uma aranha No vaso tinha uma rã A rã arranhava a aranha E a aranha arranhava a rã. Ø O peito do pé do Pedro é preto. Ø Bagre branco, branco bagre. Obs. Todos os trava-línguas devem ser repetidos várias vezes. Parlendas São versos que servem para brincar, distrair, entreter ou embalar as crianças. Ø Chora, chora, Que eu vou embora Agora, agora, Pra Pirapora, Pulando tora E chupando amora Com a dona Aurora Ø Agora, agora. Vou-me embora Pra Pirapora, Pulando tora, Chupando amora Toda hora Ba-ba-la-lão, Senhor capitão, Espada na cinta, Ginete na mão. Ø Serra, serra, serrador, Serra o papo do vovô Pra serrar cama no ar Pra Maria se deitar. Ø Cadê o toucinho que tava aqui? O gato comeu. Cadê o gato? Comeu o rato Cadê o rato? Foi pro mato Cadê o mato? O fogo queimou Cadê o fogo? A água apagou Cadê a água? O boi bebeu Cadê o boi? Ta amassando trigo. Cadê o trigo? A galinha espalhou. Cadê a galinha? Ta botando ovo. Cadê o ovo? O frade bebeu. Cadê o frade? Ta rezando missa. Cadê a missa? Ta na igreja. Cadê a igreja? Ta em Roma. Por onde é que se vai à Roma? Vai por aqui, por aqui, por aqui... Fórmulas de Escolha e Brincadeiras Infantis As fórmulas de escolha são pequenas expressões, frases ou quadrinhas usadas para começar brincadeiras, escolher o pegador ou quem fica por último. Ø Uma pulga na balança Deu um pulo e foi à França Os cavalos a correr Os meninos a brincar Vamos ver quem vai pe-gar! Ø Lá em cima do piano Tem um copo de veneno Quem bebeu morreu Quem ficou fui eu! Ø Pim-po-ne Pim-pe-ta-pe-ta-pe ruge Pim-po-ne Pim-po-ne-ta-pe-ta-pe ruge Pim-po-ne Pim-pe-ta-pe pum! Ø Anabu, anabu Quem sai é tu Porque és filha do urubu E sobrinha do ta-tu! Brincadeiras Brincadeiras são aquelas que participam várias crianças e há disputas, desejo de vencer. Pião O pião foi trazido para o Brasil pelos portugueses e logo foi bastante espalhado. É um brinquedo ainda muito utilizado pelos Outras brincadeiras: Ø Boneca Ø Catavento Ø Cirandinha Ø Pipa Ø Passar anel Ø Bolinhas de gude Ø Bilboquê Ø Amarelinha Os números e o folclore No folclore os números aparecem em quase tudo: Ø nas brincadeiras Ø nas superstições Ø nas adivinhas Ø nas frases feitas Ø nos ditados. Ø Comecei conta estrelas Sete, oito, nove, dez, Quando fui conta as onze, Caí morto nos teus pés Ø Mais vale uma andorinha na mão do que duas voando. Ø Treze é o número do azar. Ditados Populares Os ditados populares encerram exemplos morais, ensinamentos ou fazem alguma previsão. São os provérbios. Ø Nesse pau tem mel. Ø Quem usa cuida. Ø Quem vê cara, não vê coração. Ø Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Ø Deus ajuda a quem cedo madruga. Ø Cachorro que late não morde. Ø Quem tem boca vai a Roma. Ø Quem vê a barba do vizinho arder põe a sua de molho Ø A mentira tem perna curta. Ø O uso do cachimbo deixa a boca torta. Ø Quem tem boca não manda assoprar. Ø Casa de ferreiro, espeto de pau. Ø Pela carga se conhece a carruagem. Ø A morte não chega de véspera. Ø Cachorro mordido de cobra tem medo de lingüiça. Ø Tamanho não é documento. Ø Cão que ladra não morde. Ø Quem tudo quer, tudo perde. Ø Na terra de cego quem tem um olho é rei. Ø Mais vale a fé do que o pau da barca. Ø Criou fama e deitou na cama. Ø Devagar se vai ao longe. Ø Cuidado com o andor que o santo é de barro. Ø Quem quer faz quem não quer manda. Ø Quem com porcos mexe farelos come. Ø Gato escaldado tem medo de água fria. Ø Quem sai na chuva é pra se molhar. Ø Gambá cheira a gambá. Ø O boi engorda é com o olhar do dono. Ø Papagaio come milho periquito leva a fama. Ø Quem não pode com o tempo não inventa moda. Superstições e Simpatias São as crendices populares que muitas pessoas seguem religiosamente para que algo de bom aconteça ou para evitar coisas desagradáveis. Ø Colocar a vassoura atrás da porta para que uma visita indesejável vá embora. Ø Não presta varrer a casa depois que o sol se esconde. Ø Devemos varrer a casa assim que sair um enterro. Ø É bom colocar sal no fogo para espantar os maus espíritos. Ø Quando cai uma colher é sinal que vai chegar uma mulher para almoçar e se cair um garfo é um homem que chegará. Ø Quando cai uma faca é sinal de briga.Para isso não acontecer deve-se riscar o chão em cruz três vezes no mesmo lugar. Ø Beber três golinhos de água faz passar o soluço. Ø Pio de coruja é mau agouro. Ø Sonhar com dente é sinal de morte. Ø O numero 13 dá azar e o 7 dá sorte. Ø Trevo de quatro folhas dá sorte para quem o colhe. Ø Sapo morto com a barriga para cima é sinal de chuva. Ø Ao encontrar uma amiga devemos dar três beijinhos para casar. Ø Passar grilo na verruga faz ela desaparecer. Ø Passar três grãos de feijão na verruga faz com que ela desapareça. Ø Passar em baixo de escada dá azar. Ø Colocar um ramo de arruda atrás da orelha evita olho gordo. Ø Entrar com o pé direito na sala de aula em dia de prova faz tirar boa nota. Ø Para a criança começar a falar logo dar a ela água na colher de pau. Frases de pára-choque De caminhão As frases escritas em pára-choques de caminhões transmitem aos que as lêem uma mensagem de humor, filosófica, amorosa e até patriótica. Ø Viajo só porque quero. Ø Do destino ninguém foge. Ø Não há vitória sem luta. Ø Do mundo nada se leva. Ø Não tenha inveja, trabalhe. Ø Marido de mulher feia detesta feriado. Ø Deus é a luz do meu caminho Ø Com Deus eu vou e com Deus voltarei. Ø Os brutos também amam. Ø Amar foi minha ruína Ø Chegou o bonitão. Ø Turista forçado. Ø Não sou detetive mas ando na pista. Ø O que eu quero é movimento. Ø Carona? Homem não! Mulher de montão ! Ø Este o vento não leva. Ø Bata antes de entrar. Ø Carga pesada, força na estrada. Ø Estamos no mundo a passeio. Ø Montado na morte à procura da sorte. Ø Sortudo foi Adão que nunca teve sogra. Ø Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho. Músicas Quem canta, seus males espanta, já dizia o antigo ditado. Nosso povo sabe disso e por isso, é alegre e cantador. A música folclórica está quase sempre, ligada aos interesses da coletividade. São geralmente de origem desconhecida . São cantigas de rodas, de ninar, cantos religiosos, pregões, modas de viola. Ø Atirei o pau no gato to Mas o gato to não morreu réu réu Dona Chica ca adimirou –se se Do berro, do berro que o gato deu Miauuuu Ø A canoa virou A canoa virou, Por deixá-la virar, Foi por causa do(a) (nome da criança) Que não soube remar. Se eu fosse um peixinho E soubesse nadar, Tirava o(a) (nome da criança) Do fundo do mar Ø O cravo e a rosa O cravo brigou com a rosa Debaixo de uma sacada; O cravo saiu ferido E a rosa despedaçada. O cravo ficou doente, A rosa foi visitar; O cravo teve um desmaio, A rosa pôs-se a chorar. Artesanato Considera-se artesanato o fato folclórico feito por uma pessoa ou por um pequeno grupo sempre com características domesticas feitas a mão ou com auxilio de instrumentos simples. Alguns exemplos de artesanato: Ø Com lata ou folha de flandres canecas baldes bacias Ø Com argila Potes Panelas moringas santos Ø Com madeira Pilão Gamelas Baús Totens indígenas Ø Com fibra vegetal Cestas Peneiras Balaios Ø com tecidos colchas de retalhos tapetes de retalhos ou tiras vestimentas típicas Medicina Popular A Medicina Popular no Brasil é uma prática muito antiga, bem antes dos primeiros Portugueses aqui chegarem ,ela já era praticada e muito bem conhecida pelo Índios que habitavam o Brasil já a muito tempo,dai o conhecimento e a prática ser tão bem apurada por eles. Na Medicina Popular, diferente da Medicina Cientifica, o individuo que vai ser tratado é analisado sob dois aspectos básicos a saúde de seu corpo e a saúde de seu espírito, pois muitas vezes a pessoa não está com uma doença do corpo e sim uma doença espiritual, como o" mal olhado" (doença onde a pessoa fica abatida,sem ânimo,provocada pela inveja de outra pessoa). Na prática a Medicina Popular utiliza três formas de tratar a pessoa que esta doente,são as Plantas Medicinais,as Rezas e Simpatias.Em alguns casos estas três formas podem ser empregadas juntas,como é o caso das rezadeiras que utilizam plantas medicinais para realizar as orações nas pessoas Quando os Portugueses chegaram no Brasil já utilizavam-se do uso das Plantas Medicinais .O conhecimento indígena também muito apurado contribuiu com a grande maioria de Plantas para serem utilizadas como medicamento.São varias as maneiras de utilizá-las, em chás, garrafadas, xaropes, cheiros e defumadores, em banhos e em banhas. A grande maioria das pessoas de uma comunidade conhecem e usam as plantas medicinais,são conhecimentos sempre transmitidos dentro de uma família,especialmente entre as mulheres . Ø CHÁ MEDICINAL: É uma das maneiras mais utilizadas das Plantas Medicinais.O Chá consiste na infusão em água quente da folha, fruto ,casca,raiz flor , graveto ou qualquer outra parte da planta com o intuito de retirar seu extrato com o qual se mistura a água resultando no chá. Abaixo alguns chás muito utilizados na farmacopeia popular. Remédios Populares: Existem outros produtos que não são plantas ou que se misturam a elas para formar alguns Remédios Populares. Estes remédios podem ser associações de ervas a material animal ou apenas o material de origem animal ou ainda remédios que não têm origem nem animal nem vegetal e é muito difundido nos meios rurais. Veja alguns: Banhas: São um tipo de Pomada da medicina popular é a gordura de alguns bichos, como por exemplo: Ø Banha de jibóia : muito utilizada para combater o reumatismo. Ø Banha de capivara: para coceira nos peitos. Ø Banha de canela de Ema para surdez. Ø Banha de galinha : para cicatrizar pequenas feridas e tumores. Ø Banha de jacu (espécie de ave): tratamento da asma. Ø Banha de porco: para desinflamar o nariz e, derretida na pinga, cura embriaguez. Ø Banha de traíra (espécie de peixe ) cura dor de ouvido. Existem ainda outros tipos de remédios que não são oriundos de animais: Cordão Umbilical : em alguns locais ele é guardado e usado para remédio, como chá é usado contra epilepsia. Cinza de lenha (do fogão): Também bastante utilizado diluído na água para dor de barriga oriunda de gazes. Beber a água e passar a borra em cruz no umbigo. Na maioria dos locais o remédio sempre acompanha a reza. Leite Materno: Usado como colírio. Pedra do Bucho (formada no estômago dos ruminantes): É usada, entre outros, contra a lepra (no Vale do Jequitinhonha.MG). Lendas e festas Lendas são histórias que relatam acontecimentos geralmente fantasiosos que se passaram em certo tempo e lugar com pessoas, animais, seres sobrenaturais ou mitos. Parte de um fato concreto ou não. Geralmente o real e o fantástico se misturam. Cada pessoa que conta uma lenda às vezes aumenta ou diminui, substitui palavras por outras e com isso as lendas vão se modificando com o passar dos tempos e de uma região para outra. Festas: As festas e danças folclóricas variam de região para região, sendo que algumas delas muito difundidas, são motivo de orgulho e tradição para seu povo. Algumas Lendas: Ø Iara Ø Boitatá Ø Boto Ø A lenda do Guaraná Ø Saci-Perere Ø A lenda dos diamantes Ø Como nasceram as estrelas Ø Lenda do Milho Ø Lenda da mandioca Ø Lenda da Vitória-régia Ø Negrinho do Pastoreio Ø Lenda do Sol Ø Os sete estrelos Algumas Festas e Danças Ø Festa de São Gonçalo Ø Carnaval Ø Boi Bumba Ø Bumba meu boi Ø Candomblé Ø Capoeira Ø Chula Ø Pau de Fitas Ø Dia de Reis O Folclore e os Pratos típicos Quem já não ouviu uma dessas frases? Sabe fazer café? Então já pode casar! O homem come para viver, ou vive para comer? Sabe fritar ovo sem furar? Então já pode casar! Estas frases vêm de longe, dos tempos de nossos bisavós. Comidas bem brasileiras ou com herança de alguma das raças que formaram nosso povo fazem parte das comidas do nosso folclore. Curiosidades: A culinária baiana nasceu na África, como oferenda aos orixás. Chegou ao Brasil nos porões dos navios negreiros, há pouco menos de 500 anos. Mesmo sendo pressionados para se adaptar aos costumes portugueses, os escravos conseguiram preservar suas tradições. Uma delas era reverenciar os orixás de sua religião, oferecendo-lhes comidas preparadas com o que tinham à disposição nas senzalas. Aos poucos portugueses e índios deram suas contribuições. Já os bandeirantes de São Paulo, saíram a caça de índios para escravizar e acabaram chegando em Minas Gerais, ainda no século XVI. Além de índios e ouro, os paulistas viajantes acabaram descobrindo a mais gostosa cozinha deste país. Numa mistura de carne de caça com milho, mandioca e feijão, preparavam-se já naquela época, pratos que faziam muito sucesso entre os tropeiros. O café, assim como o tropeirismo, teve papel importante na história. Ele movimentou a economia até o século XX e criou a elite conhecida como “barões do café”. No Espírito Santo, temos a mistura de aromas, culinária rica e perfumada, reflete a cultura de diferentes povos que colonizaram a região.Índios, africanos, portugueses e outros europeus, deram a sua contribuição na culinária capixaba. Em homenagem`a liberdade, no século XIX, muitas famílias defendiam o fim da escravidão no Brasil. Quando a princesa Isabel aboliu a escravatura, um grupo de donas de casas pernambucanas criou o bolo 13 de maio em homenagem aos libertados. O jeito antigo de preparar frutos da floresta, dos rios e do mar, é o que mais marca a comida paraense. Pouco influenciada pela presença dos colonizadores, a culinária do Pará continua fiel às suas origens indígenas.

METODOLOGIA:
(TÉCNICAS E RECURSOS)

Planejamento de atividades numa sequência organizada e contínua ao longo do ano letivo que viabilizem, evolução e o desenvolvimento harmonioso do projeto.
Divulgação das atividades do projeto nas salas de aula e reuniões com docentes.
Apresentação do projeto através de cartazes, fotografias, documentários em vídeos, painéis e debates, com personalidades de reconhecimento público oriundos da sociedade civil.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES
Cada turma, de acordo com seu nível de ensino, selecionará uma atividade a ser desenvolvida para o enriquecimento do tema. Poderão ser realizadas:
Pesquisas sobre a origem da palavra FOLCLORE;
Pesquisas sobre o que é FOLCLORE e suas características (antiguidade, anonimato, constância, tradição, espontaneidade, aceitação coletiva)
Pesquisas sobre as principais manifestações folclóricas no nosso país; Pesquisa sobre as principais manifestações folclóricas no espaço de vivência dos alunos;
Pesquisas sobre: apelidos, trava-línguas, parlendas, adivinhações, charadas, simpatias instrumentos folclóricos, brinquedos e brincadeiras, canções, lendas, medicina popular, provérbios, ditados, gestos, crendices, mitos, surperstições, assombrações;
Pesquisas sobre folias, danças e jogos folclóricos (origem e figurinos);
Pesquisas sobre receitas de comidas típicas;
Confecção de brinquedos folclóricos (cavalo de pau. peteca, cata-vento, telefone de cordão, marionetes, bonecas de pano, papagaio, carrinho de rolimã, caminhão de madeira, perna de pau, bola de meia, casinha de boneca e móveis feitos com caixas de fósforo);
Pesquisa sobre frases em pára-choques de caminhões;
Pesquisa sobre brincadeiras de roda;
Pesquisa sobre cultos considerados como parte do folclore (Candomblé e Umbanda), suas diversas denominações pelo Brasil e seus principais santos ou orixás;
Construção de instrumentos folclóricos (coquinhos, afoxé, reco-reco);
Ensaios de apresentações folclóricas;
Leitura e interpretação de lendas;
Canto de músicas folclóricas (cantigas de ninar, cantigas de roda, desafios...);
Confecção de fantoches de dedo com personagens do folclore brasileiro;
Organização de uma exposição sobre a Medicina Popular e seus elementos: plantas, xaropes, chás caseiros...
Criação de cenas as populares a serem dramatizadas;
Leitura e discussão de textos que relacionam o FOLCLORE aos valores culturais ATUAIS da nossa sociedade;

OBS: As atividades acima sugeridas deverão ser adaptadas para se adequarem ao nível das turmas e dos alunos envolvidos.

Serão dialéticas priorizando em todos os momentos o diálogo, pelo qual far-se-á uma retomada de conhecimentos já trazidos pelos alunos sendo desenvolvida através de:


. Leituras de textos informativos.
. Leituras de livros.

. Produção de textos.
. Observações com relatos pessoais e entrevistas.
. Diálogos.
. Entrevistas.

. Passeio.
. Relatórios e confecção de murais.
. Desenhos.
. Concurso de frases e desenhos.
. Confecção de móbiles.
. Jogos Pedagógicos, ortográficos, matemáticos e de recreação.
. Oficina.
. Trabalho de arte.
. Brinquedoteca.
. Pesquisas.
. Sala de Informática.
. Sala de Biblioteca.
- Filmes.
- Teatro.
. Músicas, dramatizações.
. Poesias.
. Calendário.
. Álbum.
. Labirinto.
. Cruzadinhas.
. Parlendas.
. Atividades de Matemática.
. Adivinhas.
. Versinhos.
. Dramatização com fantoches.
. Excursões.
. Rótulos.
. Receitas.
. Atividades com jornais e revistas.
. Atividades de Português.
. Atividades de Ciências.
. Experimento.
. Histórias dramatizadas com relax.
. Caixinhas surpresas.
. BINGO
. Víspora
. Memória.
. Sacola ortográfica
. Corrida de carros
. Soletrando.
.Trabalhos em grande grupo.
. Trabalhos em pequenos grupos.
. Motricidade ampla e fina.
.Gincana envolvendo alunos com atividades sobre Folclore.
. Teatro elaborado pelas próprias crianças com assunto voltado para melhor conscientização do folclore.
. Apresentação musical.
. Palestra envolvendo pais.
. Origami.
. Confecção de álbuns.
. Seminários, peças teatrais, murais e outros meios que incentivem, esclareçam e conscientizem a respeito do folclore.



CRONOGRAMA – ATIVIDADES

AGOSTO:
Conscientização sobre a importância do Projeto, envolvendo professores e alunos do Ensino Fundamental ( Séries Iniciais) e Educação Infantil.
Coleta de dados, programas e informações para participação das diversas disciplinas envolvidas no trabalho, tendo como base a transversalidade dos conteúdos.
Participação no acompanhamento das atividades já desenvolvidas pela coordenação.
Tarefas combinadas com Voluntários.


Atividades de execução serão realizadas pelos alunos com visitação aos pontos turísticos, históricos e geográficos na tentativa de redescobrir os valores folclóricos.
Atividades intensivas e específicas em comemoração a Semana do Folclore envolvendo escola e comunidade.
Cartazes, painéis, filmes e palestras esclarecedoras professores de todas séries
Atividades de manejo prático de coleta seletiva do lixo escolar.
Atividades combinadas com Voluntários.


Passeios diversos grupos com coordenação dos professores.
Palestras de conscientização da cultura.

Palestras, viagens de estudos – ativar professores







AVALIAÇÃO:

A avaliação será feita através da observação direta, acompanhamento diário, da participação e interesse do aluno, buscando sempre acompanhar o processo de construção do conhecimento, possibilitando ao professor e aos alunos repensarem suas práticas e buscarem novas alternativas.

Por meio da compreensão das funções dos amigos do folclore a através da observação da mudança de comportamento



AVALIAÇÃO DO RENDIMENTO
Percebendo que folclore é de suma importância, portanto, através desse projeto, queremos que nossos alunos sejam beneficiados e orientados. É um assunto abrangente, e faz-se necessário um trabalho contínuo.


ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PROJETO

Será feito através de estudos, reuniões com a participação efetiva de todos os participantes e voluntários.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2830763624886511810
http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/folclore.htmhttp://o2o2.vilabol.uol.com.br/http://pt.wikipedia.org/wiki/Folclore_brasileirohttp://www.supersitesdaweb.com/folclore_brasileiro.htmhttp://www.soutomaior.eti.br/mario/paginas/diconario.htmhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Cantiga_de_rodahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Acalantohttp://tinterra.blogspot.com/http://ecopratico.com.br/blog/?tag=tinta-naturalhttp://www.desvendar.com/diversaoearte/festasculturais/folclore.asphttp://www.blogers.com.br/como-fazer-uma-pipa/http://o2o2.vilabol.uol.com.br/http://sitededicas.uol.com.br/folk_matinta.htmhttp://www.portacurtas.com.brhttp://www.rosanevolpatto.trd.br/brincadeiras.htmhttp://brincandocomdobraduras.blogspot.com/http://www.acessa.com/infantil/arquivo/oficina/2003/08/08-catavento/http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume3.pdf



Introdução
O Brasil possui um riquíssimo patrimônio no campo da cultura popular, singular pela sua pluralidade, gerada pelo hibridismo etnográfico, racial, social e religioso desde a sua formação.Esses bens culturais de natureza imaterial, sobrevivem graças a força e a resistência dos grupos sociais que lutam para preservar a sua identidade cultural, através da prática de costumes e cultos de suas crenças e valores.Essa resistência sobreviveu a evolução industrial, resiste ao processo de globalização e ao poder com que atua a indústria cultural nos meios de comunicação de massa, levando a população ao consumo de modismos pueris e de uma uniformidade lastimável.A cultura popular, entretanto, alheia a esses interesses e mecanismos, consegue manter com integridade, seus valores, merecendo das instituições ligadas à cultura, uma atenção muito especial e necessária.O Projeto Folclore desenvolvido na UNICAMP desde 1992, muito atento a esses fatores, fundamentou-se na pesquisa, registro e promoção da cultura popular, abordando-a em toda sua extensão e complexidade nos campos das idéias, das crenças, costumes, artes, linguagem, moral, direito, reconhecendo e promovendo as formas legítimas de sentir, pensar e agir do nosso povo, colaborando na preservação do nosso patrimônio e na auto-valorização dos grupos sociais que a praticam.A realização do Projeto Folclore requer um trabalho minucioso e sistemático durante o ano que compreende: - Pesquisa de campo (cumprindo os ciclos: junino, natalino, carnavalesco e das festas dos santos do devocionário popular),- Registro audiovisual, iconográfico e fotográfico. - Participação em congressos e seminários, nacionais e internacionais. - Contatos regulares com pesquisadores, comunidades, irmandades e grupos sociais de diversas regiões do país.
Ao longo desses anos o Projeto Folclore vem cumprindo com êxito suas funções, formando parcerias com órgãos e com instituições ligados à salvaguarda do folclore, fomentando diálogos entre a universidade e a comunidade, que juntas vivenciam com os grupos populares suas formas de festejar a vida e celebrar o sagrado.O Projeto Folclore na sua amplitude atinge o público de todas as idades, escolaridade, gêneros e religiões dos diversos segmentos sociais, sendo oferecido gratuitamente à comunidade em módulos de formatos variados.
CULMINÂNCIA – FESTA FOLCLÓRICA:
Apresentações artísticas ensaiadas por professores e alunos
Apresentação de pesquisas interessantes;
Apresentação de Grupos Folclóricos especialmente convidados para a ocasião;
Apresentação de manifestações folclóricas existentes no bairro e/ou na cidade especialmente convidados para a ocasião.
Concurso de pipas Desfile de trajes regionais Exposição de artesanato, comidas típicas e receitas de cada região do Brasil. Exposição e tarde de autógrafos do livro feito pelos alunos. A avaliação foi feita através da análise de desenhos produzidos pelas crianças - os quais evidenciavam
suas visões do mundo - e das respostas que emitiram a um questionamento que procurava interpretar suas preocupações e avaliar as soluções por elas propostas, para os problemas ambientais. O projeto foi concluído com a produção de uma história em quadrinhos, na qual as crianças utilizaram alguns dos personagens característicos das lendas. Esta atividade permitiu verificar quais personagens foram mais significativos, como e onde foram representados e que destinos foram dados a eles, pelas crianças. Também foi proposta uma simulação de interação
entre personagens (animais), diante de um agente perturbador do meio (ser humano), para observar a reação das crianças, foi verificado que a punição ou castigo para o homem, nesta situação, foi o comportamento comum.