terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Livros mais vendidos

Lista estendida dos livros mais vendidosClique nos títulos sublinhados da tabela para ler trechos selecionados dos livros
FICÇÃO
NÃO-FICÇÃO
AUTOAJUDA E ESOTERISMO
1
O Símbolo PerdidoDan Brown [2 6#] SEXTANTE
1
Comer, Rezar, AmarElizabeth Gilbert [1 90] OBJETIVA
1
Se Abrindo Pra VidaZibia Gasparetto [0 3#] VIDA & CONSCIÊNCIA
2
A CabanaWilliam Young [3 69#] SEXTANTE
2
Mentes PerigosasAna Beatriz Barbosa Silva [3 57#] FONTANAR
2
Por que os Homens Amamas Mulheres Poderosas?Sherry Argov [0 21#] SEXTANTE
3
AmanhecerStephenie Meyer [0 26#] INTRÍNSECA
3
Honoráveis BandidosPalmério Dória [9 13] GERAÇÃO
3
O Monge e o ExecutivoJames Hunter [0 253#] SEXTANTE
4
EclipseStephenie Meyer [0 49#] INTRÍNSECA
4
O Andar do BêbadoLeonard Mlodinow [7 18#] JORGE ZAHAR
4
Nunca Desista de Seus SonhosAugusto Cury [0 205#] SEXTANTE
5
CrepúsculoStephenie Meyer [0 82#] INTRÍNSECA
5
Uma Breve História do MundoGeoffrey Blainey [4 100#] FUNDAMENTO
5
Encontre Deus na CabanaRandal Rauser [0 18#] PLANETA
6
Lua NovaStephenie Meyer [0 63#] INTRÍNSECA
6
Mais Você - 10 AnosAna Maria Braga [2 7] GLOBO
6
Cartas entre AmigosFábio de Melo e Gabriel Chalita [0 31#] EDIOURO
7
Diários do Vampiro 1 - O DespertarL.J. Smith [0 16#] RECORD
7
De Malas ProntasDanuza Leão [0 1] COMPANHIA DAS LETRAS
7
O Código da Inteligência Augusto Cury [0 58#] THOMAS NELSON BRASIL
8
A HospedeiraStephenie Meyer [0 8#] INTRÍNSECA
8
Guia Politicamente Incorreto da História do BrasilLeandro Narloch [0 1] LEYA BRASIL
8
Veja Como se FazLauren Smith e Derek Fagerstrom [ 0 1 ]SEXTANTE
9
CaimJosé Saramago [1 9#] COMPANHIA DAS LETRAS
9
A História de Lula – o Filho do BrasilDenise Paraná [0 1] OBJETIVA
9
Quem Me Roubou de Mim?Fábio de Melo [0 57#] CANÇÃO NOVA
10
Diários do Vampiro 2 - O ConfrontoL.J. Smith [0 7#] RECORD
10
Clarice,Benjamin Moser [0 2#] COSAC NAIFY
10
Espíritos entre NósJames van Praagh [0 7#] SEXTANTE
11
O Vendedor de SonhosAugusto Cury ACADEMIA DE INTELIGÊNCIA
11
1808Laurentino Gomes PLANETA
11
Quem Pensa EnriqueceNapoleon Hill FUNDAMENTO
12
A Senhora do JogoSidney Sheldon e Tilly Bagshawe RECORD
12
Lua Nova - Guia Oficial Ilustrado do Filme Mark Cotta Vaz INTRÍNSECA
12
Os Segredos da Mente MilionáriaT. Harv Eker [0 ] SEXTANTE
13
O Menino do Pijama ListradoJohn Boyne COMPANHIA DAS LETRAS
13
Uma Breve História do Século XXGeoffrey Blainey FUNDAMENTO
13
A Arte da GuerraSun Tzu VÁRIAS EDITORAS
14
Para Sempre - Os ImortaisAlyson Noël INTRÍNSECA
14
Chico Buarque - Histórias de CançõesWagner Homem LEYA BRASIL
14
O que Realmente Importa?Anderson Cavalcante GENTE
15
Os EspiõesLuis Fernando Verissimo OBJETIVA
15
Guinness World Records 2010Vários Autores EDIOURO
15
A Coragem de ConfiarRoberto Shinyashiki GENTE
16
EscolhidaP.C. Cast e Kristin Cast NOVO SÉCULO
16
1001 Discos para Ouvir Antes de MorrerRobert Dimery SEXTANTE
16
Desvendando os Segredos da Linguagem CorporalAllan e Barbara Pease SEXTANTE
17
Os Homens que Não Amavam as MulheresStieg Larsson COMPANHIA DAS LETRAS
17
1001 Filmes para Ver Antes de MorrerSteven Jay Schneider SEXTANTE
17
O Poder do AgoraEckhart Tolle SEXTANTE
18
A Menina que Roubava LivrosMarkus Zusak INTRÍNSECA
18
O Clube do FilmeDavid Gilmour INTRÍNSECA
18
Gêmeas - Não Se Separao que a Vida JuntouMônica de Castro VIDA & CONSCIÊNCIA
19
O Ladrão de RaiosRick Riordan INTRÍNSECA
19
1001 Dias que Abalaram o MundoMichael Wood e Peter Furtado SEXTANTE
19
Casais Inteligentes Enriquecem JuntosGustavo Cerbasi GENTE
20
Clarice na CabeceiraClarice Lispector ROCCO
20
Nunca Antes na História Deste PaísMarcelo Tas PANDA BOOKS
20
A Cabeça de Steve JobsLeander Kahney AGIR

Assuntos atuais III - Revista VEJA

Internacional

Tratado de Lisboa(outubro/2009)
Convenção do Clima de Copenhague(outubro/2009)
Um caldeirão chamado Honduras(setembro/2009)
O Talibã da Nigéria mata pela fé(agosto/2009)
Protesto de muçulmanosna China(julho/2009)
Protestos políticos no Irã(junho/2009)
A nova ameaça norte-coreana(maio/2009)
Cartéis de drogas no México(abril/2009)
Referendo na Venezuela(fevereiro/2009)
A Casa Branca e o Brasil(janeiro/2009)
Desafios do governo Obama(janeiro/2009)
Guerra na Faixa de Gaza(dezembro/2008)
União Europeia(novembro/2008)
Prêmio Nobel(outubro/2008)
Conselho de Segurança da ONU(setembro/2008)
Geórgia x Rússia (agosto/2008)
Campanha eleitoral americana(junho/2008)
Dalai Lama (março/2008)
Protestos no Tibete(março/2008)
Kosovo independente(fevereiro/2008)
Farc(julho/2008)
Turquia, secularismo e o véu(fevereiro/2008)
Crise no Paquistão(novembro/2007)
Protestos em Mianmar(setembro/2007)
Tropas no Haiti(setembro/2007)
Escolas islâmicas na Ásia(julho/2007)
Cuba sem Fidel(junho/2007)
Reuniões do G8(junho/2007)
Irlanda do Norte(maio/2007)
Controle de armas nos EUA(abril/2007)
Luta sectária no Iraque(março/2007)
3º mandato de Chávez(janeiro/2007)
Nova estratégia no Iraque(janeiro/2007)
Teste Nuclear na Coreia(outubro/2006)
Iraque e o Terror(setembro/2006)
Caçada a Bin Laden(setembro/2006)
Índia x Paquistão(julho/2006)
Bolívia(junho/2005)
Líbano e Síria(março/2005)
Eleição no Iraque(janeiro/2005)
Ucrânia(dezembro/2004)
Catolicismo(dezembro/2006)
Papa Bento XVI no Brasil(fevereiro/2007)
Islamismo(novembro/2003)

Assuntos atuais II - Revista VEJA

Brasil
Lei do inquilinato(dezembro/2009)
Eleições 2010(outubro/2009)
Indicação de ministros do STF(setembro/2009)
Vítimas do voo AF 447(junho/2009)
Patrimônio histórico(maio/2009)
Arte roubada(maio/2009)
Adoção(abril/2009)
Carteira de motorista(janeiro/2009)
Chuvas e enchentes no verão(dezembro/2008)
Grampos telefônicos(dezembro/2008)
Polícias Federal, Civil e Militar(novembro/2008)
Serviço militar obrigatório(outubro/2008)
Visto para os EUA(outubro/2008)
Legislação sobre drogas(setembro/2008)
Reciclagem(setembro/2008)
Pré-sal(setembro/2008)
Licença-maternidade(agosto/2008)
Papel dos vereadores(agosto/2008)
Pesquisas eleitorais(julho/2008)
Recesso parlamentar(julho/2008)
Lei seca no trânsito(julho/2008)
União estável de homossexuais(junho/2008)
Aborto(junho/2008)
Amazônia internacional(maio/2008)
Júri popular(maio/2008)
Regras de Imigração(março/2008)
Cartão de crédito corporativo(fevereiro/2008)
Eleições 2008(janeiro/2008)
Novo apagão energético(novembro/2007)
Investigação de acidente aéreo(julho/2007)
Separação e divórcio(junho/2007)
Operações da Polícia Federal(abril/2007)
Caos aéreo(março/2007)
Maioridade penal(fevereiro/2007)
Anistia a parlamentar cassado(fevereiro/2007)
Presidência da Câmara(janeiro/2007)
Violência no Rio(janeiro/2007)
Privatizações(outubro/2006)
Bolsa-Família(setembro/2006)
Reforma eleitoral(junho/2006)
Febre aftosa(outubro/2005)
Referendo das armas(setembro/2005)

Esporte


Novas regras da Fórmula 1(março/2009)
Fórmula 1 e crise financeira (janeiro/2009)
Cidades-sede da Copa de 2014 (janeiro/2009)
Recordes da natação(agosto/2008)
Doping nas Olimpíadas(julho/2008)
Olimpíada-2008 em Pequim(janeiro/2008)
Copa na África do Sul(novembro/2007)
Copa do Mundo de 2014(outubro/2007)
Olimpíada-2016 no Rio(outubro/2007)
Espionagem na Fórmula 1(setembro/2007)
Corinthians-MSI(setembro/2007)

Assuntos Atuais - Segundo Revista VEJA

Transplante de órgãos(outubro/2009)
Fertilização(agosto/2009)
Esquizofrenia(julho/2009)
Prática esportiva no inverno(junho/2009)
Linfoma(maio/2009)
Gripe suína(maio/2009)
Vacinação contra a gripe(março/2009)
Eutanásia(fevereiro/2009)
Lipoaspiração(fevereiro/2009)
Depressão(janeiro/2009)
Leptospirose(dezembro/2008)
Legislação sobre drogas(setembro/2008)
Gordura Trans(setembro/2008)
Dengue(março/2008)
Febre amarela(janeiro/2008)
Efeitos das grandes altitudes(dezembro/2007)
Células tronco(março/2005)
Gripe aviária(janeiro/2004)

Ciência e tecnologia


Linguagem de internet e celular(março/2009)
Lixo espacial(março/2009)
Créditos de carbono(dezembro/2008)
Carvão mineral(dezembro/2008)
Google Phone(setembro/2008)
Como funciona o cosmo(junho/2008)
Biocombustíveis e alimentos(abril/2008)
Protocolo de Kioto(abril/2008)
Lei de Biossegurança(março/2008)
Aquecimento global(julho/2007)
Transgênicos(janeiro/2005)

Competências e Habilidades

O termo competência tem recebido vários significados ao longo do tempo. Percebo que em certos momentos algumas palavras assumem o significado de paradigma, e isto tem ocorrido com as palavras: competências e habilidades, apesar de que atualmente parece haver uma idéia comum de competência.Mesmo assim, sinto que precisamos ainda, clarear o real significado de termos tão usados por nós educadores. Me vêem a mente algumas questões como:Devemos dizer educar para competências ou educar por competências? A expressão "habilidades e competências", que sentido tem? Afinal que significado têm estas palavras?Se observarmos o funcionamento das estruturas intrínsecas do processo educacional como um todo, perceberemos que a organização escolar estrutura-se em função das respostas dadas a estas perguntas, isto é, em torno da idéia da formação do sujeito para resolver situações-problemas do dia-a-dia, que envolvem diferentes graus de complexidade. Estudiosos contemporâneos, afirmam, que as transformações pelas quais a sociedade está passando, estão criando uma nova cultura e modificando as formas de produção e apropriação dos saberes. Por isto competências e habilidades ganharam destaque nos debates atuais, pois fazem referências simultâneas ao cotidiano social e educacional.Segundo o professor Vasco Moretto, um dos sentidos de competência aflora na utilização da palavra no senso comum quando utilizamos expressões como "vou procurar um dentista, mas quero que seja competente", ou "meu irmão é um pianista competente". Todas elas têm o mesmo sentido: uma pessoa é competente quando tem os recursos para realizar bem uma determinada tarefa. A expressão isolada "fulano é competente" não tem muito sentido, provocando outra pergunta: "competente para fazer o quê?" Poderíamos dizer que Ronaldinho ( jogar de futebol) é mais, ou menos competente que Guga (tenista) ?Vislumbrando as varias acepções de competências, parece-me mais lógico o conceito de competência relacionado à capacidade de bem realizar uma tarefa, ou seja, de resolver uma situação complexa. Para isso, o sujeito deverá ter disponíveis os recursos necessários para serem mobilizados com vistas a resolver a situação na hora em que ela se apresente. Educar para competências é, então, ajudar o sujeito a adquirir e desenvolver as condições e/ou recursos que deverão ser mobilizados para resolver a situação complexa. "Assim, educar alguém para ser um pianista competente é criar as condições para que ela adquira os conhecimentos, as habilidades, as linguagens, os valores culturais e os emocionais relacionados à atividade específica de tocar piano muito bem" (Moretto). A competência é "portátil", por si só não é amarrada, tem de ter flexibilidade. Nesta analise, a idéia de competência é: "como me viro diante de uma situação complexa? A pessoa que realmente adquiriu uma competência tem condições de resolver este tipo de situação com criatividade. Assim, a metodologia com relação a competências precisa dar conta de situações novas. O trabalho em grupo e a pedagogia de projetos estão se destacando como facilitadores para uma nova metodologia. Porem, nem o professor nem o aluno estão preparados para trabalhar com a pedagogia de projetos. Para os educadores o entrave é trabalhar com as deficiências que os alunos trazem, independentemente do que eles têm de saber; Outra dificuldade que nós educadores temos é a de não termos sido educados para isso. Repetimos na nossa ação o modelo pelo qual fomos educados. A excessiva ênfase na compartimentalização em disciplinas é uma das coisas que dificultam o desenvolvimento de competências. Tanto o ensino fundamental quanto o médio têm tradição conteudista. Na hora de falar de competência mais ampla, carrega-se no conteúdo. Não estamos conseguindo separar a idéia de competência de conteúdos, a escola traz para os alunos respostas para perguntas que eles não fizeram: o resultado é o desinteresse; As perguntas são mais importantes que as respostas.Em decorrência, será necessário também uma mudança no conceito do que é ensinar. O professor é um elemento chave na organização das situações de aprendizagem, pois compete-lhe dar condições para que o aluno "aprenda a aprender", desenvolvendo situações de aprendizagens diferenciadas, estimulando a articulação entre saberes e competências. Em lugar de continuar a decorar conteúdos, o aluno passará a exercitar habilidades, e através delas, a aquisição de grandes competências ou seja desenvolvendo habilidades através dos conteúdos. Caberia então aos professores mediar a construção do processo de conceituação a ser apropriado pelos alunos, buscando a promoção da aprendizagem e desenvolvendo condições para que eles participem da nova sociedade do conhecimento.Neste contexto definimos o papel do educador: aquele que prepara as melhores condições para o desenvolvimento de competências, isto é, aquele que, em sua atividade, não apenas transmite informações isoladas, mas apresenta conhecimentos contextualizados, usa estratégias para o desenvolvimento de habilidades específicas, utiliza linguagem adequada e contextualizada, respeita valores culturais e ajuda a administrar o emocional do aprendiz. E o ato de ensinar como o processo que proporciona a aquisição de recursos que possam ser mobilizados no momento em que situações-problema se apresentem.Poderíamos dizer que uma competência permite a mobilização de conhecimentos para que se possa enfrentar uma determinada situação, uma capacidade de encontrar vários recursos, no momento e na forma adequadas. A competência implica uma mobilização dos conhecimentos e esquemas que se possui para desenvolver respostas inéditas, criativas, eficazes para problemas novos.O conceito de habilidade também varia de autor para autor. As habilidades são inseparáveis da ação, mas exigem domínio de conhecimentos. As competências pressupõem operações mentais, capacidades para usar as habilidades, emprego de atitudes, adequadas à realização de tarefas e conhecimentos. Desta forma as habilidades estão relacionadas ao saber fazer. Assim, identificar variáveis, compreender fenômenos, relacionar informações, analisar situações-problema, sintetizar, julgar, correlacionar e manipular são exemplos de habilidades.Sabemos que é necessário educar para competências, mas como fazê-lo ?Torna-se necessária uma revisão daquilo que é desenvolvido em sala de aula, através da contextualização e da interdisciplinaridade. Ou seja, conteúdos impregnados da realidade do aluno demarcam o significado pedagógico da contextualização e a intercalação dos diversos conteúdos dentro de uma mesma disciplina explicita a interdisciplinaridades. Isto imprime significados e relevância aos conteúdos escolares favorecendo uma ruptura com as práticas tradicionais e o avançar em direção a uma "educação competente", pluralista, em rede, harmônica, flexível, aberta e processual.Para conhecimento:
Vasco Moretto aponta cinco recursos para resolução de situações complexas:a) o conhecimento de conteúdos relacionados à situação; b) as habilidades (saber fazer) para resolver a situação; c) o domínio das linguagens específicas relacionadas ao contexto; d) a compreensão dos valores culturais que dão sentido à linguagem e que torna a situação relevante no contexto, e e) a capacidade da administração do emocional diante do problema.
E as diretrizes do MEC explicitam 5 competências:
domínio de linguagens
compreensão de fenômenos
construção de argumentações
solução de problemas
e elaboração de propostas
OUTRAS VISÕES DE COMPETÊNCIA:- A competência é o que o aluno aprende. Não o que você ensina. Jamil Cury/CNEB- Competência é a capacidade de mobilizar conhecimentos, valores e decisões para agir de modo pertinente numa determinada situação. Competências e habilidades pertencem à mesma família. A diferença entre elas é determinada pelo contexto Em resumo: a competência só pode ser constituída na prática. Guiomar Namo de Mello- Competência -"qualidades de quem é capaz de apreciar e resolver certos assuntos". Ela significa ainda habilidade, aptidão, idoneidade. Muitos conceitos estão presentes nessa definição: competente é aquele que julga, avalia e pondera; acha a solução e decide, depois de examinar e discutir determinada situação, de forma conveniente e adequada. É ainda quem tem capacidade resultante de conhecimentos adquiridos. Dicionário Aurélio- Competência em educação é a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos - como saberes, habilidades e informações - para solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações. Philippe Perrenoud- Competência é mais do que um conhecimento; Ela pode ser explicada como um saber que se traduz na tomada de decisões, na capacidade de avaliar e julgar. Lino de Macedo- Conceito de competência, já claramente exposto nas Diretrizes e bem repetido aqui pelo Professor Cordão, envolve muito mais que acumular conhecimento, desenvolver habilidades e introjetar valores. O sentido é muito importante: não é uma soma de valores, de conhecimentos, de habilidades. É a capacidade de mobilizar, articular e colocar em ação esses componentes, para um desempenho eficiente e eficaz. Então, valores, conhecimentos e habilidades são componentes que, por si sós, não são a competência. Bahij Amin Aur - Conselho Estadual de Educação de SP - Competência: "o saber em acção" ou "o agir em situação". DEB (2001): Currículo nacional do Ensino Básico Competências Essenciais; Ministério da Educação, Departamento da Educação Básica, Lisboa.- A idéia de competências tem três ingredientes básicos. Primeiro: relaciona-se diretamente à idéia de pessoa. Você não pode dizer que um computador é competente; competente é o seu usuário, uma pessoa. Segundo: a competência vincula-se à idéia de mobilização, ou seja, a capacidade de se mobilizar o que se sabe para realizar o que se busca. É um saber em ação. Aliás, da má compreensão deste aspecto vem outra crítica, a de competência como mero saber fazer algo. Agir é mais do que fazer. Nilson Machado- Um conceito de competência pode ser apresentado como o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes demonstrados pela pessoa na realização de uma tarefa. Dizemos que somos competentes numa atividade quando esse conjunto de comportamentos apresentados resulta no sucesso para a realização daquela atividade. Harber- Competências se desenvolvem em um contexto. Aprender, fazendo, o que não se sabe fazer. Philippe MeirieuPara pensar:- A quem compete facilitar o desenvolvimento de competências ?- O que é ser competente ?- Nós queremos desenvolver competências sob que ótica: a do capital, a do saber escolar, a da vida?- Quais as grandes mudanças por parte do professor e do aluno no ensino atual e no ensino para competência?- A competência valoriza o profissional?- O que o aluno ganha com isto?Bibliografia:BRASIL, MEC. Em Aberto (Currículo: referenciais e tendências). INEP, Brasília, N.º 58, abril/jun. 1993.COLL, César et alii. Os Conteúdos na Reforma: ensino e aprendizagem de conceitos, procedimentos e atitudes, Porto Alegre, Artes Médicas, 1998JANTSCH, A. P. e BIANCHETTI, L. (Orgs). Interdisciplinaridade. Rio de Janeiro, Vozes, 1995.MORETTO, Vasco P. Construtivismo, a produção do conhecimento em aula. 3ª ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.MORIN, Edgar. Sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cotez,2000.PERRENOUD, Philipe. Construir as competências desde a escola, Porto Alegre, Artes Médicas, 2000.____________. Dez novas competências para ensinar, Porto Alegre, Artes Médicas, 1999.REVISTA NOVA ESCOLA. Edições diversas.

Valores Éticos


Quando falamos de degradação de valores éticos é muito comum associarmos essa idéia às mudanças de comportamento ocorridas nos últimos anos, quase todas relacionadas com a sexualidade e com certos "contratos sociais". A aceitação e/ou discussão em torno de certos temas como o homossexualismo, o divórcio, as relações extraconjugais, o aborto e a eutanásia, são alguns dos exemplos de mudança de comportamento frente a temas, antes considerados como tabus na maioria das culturas.
No Brasil, se alguns desses temas são ainda indiscutíveis, como a eutanásia, por exemplo, vemos que outros como o aborto e o homossexualismo estão na ordem do dia como pauta, inclusive no Congresso Nacional. Serão essas degradações dos valores éticos? Cetamente que não. Muito embora tendências mais retrógradas pretendam nos fazer crer que a nossa conduta deva ser regida por contratos imutáveis e eternos, como dogmas religiosos. A história nos mostra o contrário e justamente revela a transitoriedade dos contratos sociais. Se estamos de acordo que a felicidade é o fim último de toda conduta humana, devemos buscar que os "contratos sociais" estejam a serviço da vida e não o contrário.
Nesse sentido, a "degradação dos valores éticos" está, na verdade, presente em todas as ações que impedem o homem de realizar seu projeto de uma vida feliz.
São, a meu ver, exemplos de degradação da conduta humana, a violência e a injustiça social que, no Brasil, se expressam pela negação do acesso à terra, trabalho, saúde e educação. Me parece, portanto, hipócrita sermos contra o aborto quando sabemos que, no Brasil, centenas de mulheres pobres morrem a cada ano em clínicas clandestinas ou em decorrência de métodos inadequados para impedir a gestação de um feto. Ainda mais hipócrita é dar a um embrião um estatuto moral que está acima do estatuto moral de um homossexual ou de um bandido a quem a sociedade prefere condenar à morte.
São com essas contradições que temos que lidar no nosso dia-a-dia e é a escola, além da família e das igrejas, o espaço privilegiado para buscar a construção de uma nova qualidade de relações entre os homens. E, em nossa sociedade, onde os pais mal podem sustentar seus filhos e onde as igrejas, parecem caminhar contra ou fora do tempo, fica com a escola o desafio de olhar para o passado e pensar o presente tendo em vista um futuro melhor.
Mots-clés
éducation populaire, changement social, système de valeurs
,
Brésil
Notes
Através do insentivo à produção e leitura de fichas de capitalização de experiências pedagógicas, a rede BAM pretende favorecer a um processo de formação continuada junto a coletivos de educadores de jovens e adultos (hoje, existentes nos estados do Rio de Janeiro e Pernambuco). Está apoiado numa metodologia que valoriza a autoria e promove a interação entre educadores de diferentes contextos.
Source
Texte original

Ética


A ética não se ocupa em saber como se alimentar melhor, qual a maneira mais recomendável de se proteger do frio ou o que fazer para atravessar um rio sem se afogar, todas questões muito importantes, sem dúvida, para a sobrevivência em determinadas circunstâncias; o que interessa a ética é como viver bem a vida humana, a vida que transcorre entre humanos. (SAVATER, Fernando. Ética para meu filho.)

Ilustração: reproduçãoUltimamente "ética" tem sido uma palavra muito utilizada em nosso cotidiano, mas não há consenso sobre o seu significado. Comecemos, então, lembrando de algumas circunstâncias nas quais ela pode aparecer.
Algumas vezes, ouvimos dizer que Fulano é muito ético, ou que Sicrano não tem ética. Nessas avaliações, a ética é tratada como algo que as pessoas podem ter ou não. Também são comuns os debates sobre a ética relacionados a uma atividade humana específica, tais como ética profissional, ética política, ética esportiva, bioética, ética médica, ética religiosa e tantas outras. Nesses casos, a palavra ética normalmente se refere a um código de condutas que deve orientar as pessoas que exercem essas atividades.
Podemos, também, dizer que uma determinada pessoa agiu bem, que foi corajosa ao enfrentar uma situação difícil ou que foi covarde ao fugir de sua responsabilidade. Nesses casos, também há uma discussão sobre ética. A palavra, aqui, representa um conjunto de parâmetros sobre o que é agir bem que permite a aprovação ou a reprovação dos comportamentos das pessoas.
Como se vê, os usos cotidianos do termo "ética" são diversos, nem sempre indicando a mesma coisa. Essa multiplicidade de significados também aparece nas discussões filosóficas, que remontam ao século V aC, nas cidades-estado gregas. Entretanto, mesmo sendo uma palavra usada com sentidos e intuitos muito diferentes, ética se refere sempre ao que um dado grupo social entende como o que deve ser o bom comportamento humano. Sendo assim, as discussões sobre ética se referem aos modos de valorar os próprios comportamentos e o das outras pessoas e, também, aos parâmetros que servem para orientar essas ações.
A origem do termo ética remonta ao termo grego "ethos", que significa costumes e hábitos sociais. Já a palavra moral tem origem no termo "mores", do latim, e tem o mesmo significado. No entanto, historicamente esses conceitos foram adquirindo significados diferentes. Alguns autores definem moral como conjunto de princípios, crenças, regras que orientam o comportamento das pessoas nas diversas sociedades e ética como reflexão crítica sobre a moral e também como a própria realização de um tipo de comportamento. Outros autores, por sua vez, procuram distinguir as duas palavras usando o termo moral para os códigos de valores diferentes e específicos que existem e o termo ética para a busca de valores universais, que seriam válidos no âmbito da humanidade como um todo e não apenas em um grupo específico.
Nesse texto não entraremos na minúcia dessas discussões, pois nosso objetivo é, apenas, fazer algumas reflexões gerais sobre os valores morais e algumas de suas relações com as ações humanas.

:: Valores morais e vida social
Ilustração: Luiz MaiaOs valores morais são juízos sobre as ações humanas que se baseiam em definições do que é bom/mau ou do que é o bem/o mal. Eles são imprescindíveis para que possamos guiar nossa compreensão do mundo e de nós mesmos e servem de parâmetros pelos quais fazemos escolhas e orientamos nossas ações.
Eles estão presentes nos nossos pensamentos, nas coisas que dizemos e escrevemos e, claro, nas nossas ações. Apesar dessa presença em toda a nossa vida, as ocasiões mais propícias para investigarmos sua importância para a compreensão e direcionamento das ações são aquelas em que somos chamados a fazer escolhas importantes. Nesses momentos, sabemos que não podemos agir em função da primeira coisa que passar pela cabeça; precisamos pensar bem, avaliar o que realmente queremos, quais as conseqüências se fizermos isso ou aquilo, o que perdemos e o que ganhamos.
Uma das principais dificuldades em tomar decisões significativas é que nunca sabemos exatamente o que vai acontecer se fizermos isso ou aquilo. Não temos controle sobre as ações dos outros; entre o que planejamos e o que acontece realmente existem muitas variáveis. Além disso, as situações que vivemos nunca são puramente boas ou más; ao contrário, na maior parte das vezes são ambíguas. Outra dificuldade é que um mesmo ato pode ser bom em uma ocasião e completamente reprovável em outra.
Não faltam exemplos de dilemas nas situações do cotidiano e respostas diferentes para cada questão. Um jovem casal sempre se previne em suas relações sexuais, mas a menina acaba por engravidar; eles não têm condições materiais nem mesmo emocionais de educar o filho. Diante disso, deve-se ou não fazer um aborto? Um parente querido está muito doente e só se mantém vivo por estar ligado a aparelhos; não há possibilidades de que ele volte a viver bem e o sofrimento de todos é muito grande. Devem-se desligar os aparelhos ou não? Um chefe de família desempregado vê seu filho adoecer e não tem dinheiro para comprar os remédios para curá-lo; ao passar por uma farmácia, vê vários deles expostos. Deve se arriscar e furtar uma caixa ou não?
No mundo natural, esses dilemas não estão colocados. A natureza é o reino da necessidade, da determinação. Por mais que um animal seja capaz de expressar sentimentos como raiva, afeto, ansiedade e calma; ou vontades como fome, sono ou sede, ele não é capaz de levar esses desejos e essas vontades à consciência, de construir representações verbais sobre elas, de negociar a interpretação delas com outros seres e, a partir daí, planejar sua ação no tempo e no espaço. No reino da natureza, a ação é dada em um constante aqui e agora. A existência de um animal é restrita aos limites impostos pela sua condição natural.
Ilustração: Luiz MaiaA existência de cada ser humano, por sua vez, precisa ser inventada. Nascemos biologicamente humanos, mas precisamos transformar nossa natureza biológica e desenvolver todos os saberes que são necessários para vivermos com as pessoas com as quais nos relacionamos. Assim, ao longo de nossas vidas, vamos construindo nosso modo de ser, pensar, vamos revendo nossos planos e nossas maneiras de agir e se relacionar com os outros.
A intermediação da consciência é decisiva para a constituição da ação humana. Após nascermos, ao tomarmos parte das atividades da vida social, vamos desenvolvendo uma vida interior marcada por representações das relações que estabelecemos conosco, com os outros e com o meio externo a nós. O desenvolvimento da consciência e da linguagem nos permite trazer à consciência nossas necessidades, vontades e nossos desejos. A partir daí, podemos interpretar o que se passa conosco e com os outros, imaginar o futuro, mobilizar experiências e saberes já realizados e podemos, enfim, orientar nossas ações futuras segundo determinadas finalidades.
Todas essas possibilidades, no entanto, podem dar a impressão de que vivemos em grande liberdade, mas isso é relativo. Há uma série de circunstâncias que acontecem conosco e nas quais nos vemos envolvidos sem que as tenhamos escolhido. Por essa razão, podemos afirmar que a vida social instaura a construção histórica e sempre relativa da liberdade.
Desse modo, embora nossa liberdade tenha limites, é possível afirmar que nossas condutas não são inteiramente determinadas de fora e jamais temos apenas uma alternativa a seguir. Nossa capacidade de interpretar o mundo e orientar nossas ações no tempo nos dá, a cada instante, um leque de possibilidades para novos aranjos de vida,
Sendo assim, não podemos evitar nossa liberdade relativa, nem suas conseqüências. Portanto, nós precisamos, necessariamente, fazer escolhas para inventarmos, dentro de certos limites, e nas possibilidades que nos são dadas, a nossa vida. Diante disso é comum nos depararmos com dúvidas como o que devemos fazer? Como saber o que é mais importante ou urgente? Como escolher?
Os valores morais servem justamente para orientar as pessoas no momento de escolhas e de construção de suas existências. Como a ação humana é aberta e não inteiramente determinada, toda comunidade humana precisa criar valores que permitam distinguir os comportamentos desejados e bons dos indesejados e maus. Do mesmo modo, toda sociedade promove uma reflexão crítica sobre seus valores morais e suas práticas reais.
Assim, todos nós fazemos apreciações morais e nos colocamos indagações sobre o que é bom e mau. Por essa razão, todo mundo tem valores morais e não há ninguém sem ética. O que acontece, com freqüência, é que os valores variam entre pessoas e grupos são diferentes e, muitas vezes, podem questionar e mesmo agredir nossas convicções do que é certo ou justo.

:: A historicidade dos valores morais
Ilustração: Luiz MaiaCriados na vida social para orientar as ações humanas e regular a relação entre as pessoas, os valores morais não têm validade universal. Ao contrário, eles são válidos apenas em um contexto específico, no quadro de uma cultura determinada, e têm existência histórica.
Os valores são válidos apenas em contextos específicos, ou seja, em um determinado aqui/agora, porque um comportamento bom e aprovável em um certo momento pode ser ruim e profundamente reprovável em outro. Mentir é reprovável na maioria das ocasiões, mas quem recriminaria as pessoas que, fugindo da perseguição do exército nazista, mentiram sobre o paradeiro de seus colegas e não os entregaram?
São válidos no quadro de uma cultura, porque os valores não fazem sentido isolados de todas as outras dimensões da vida humana. Assim, é preciso levar em conta o quadro de relações que leva um grupo a definir alguns comportamentos como aprováveis ou reprováveis. Por essa razão, um mesmo ato pode ter sentidos diferentes se tiver acontecido nas classes médias urbanas de metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro ou em uma pequena cidade interiorana; se uma ação ocorre entre um povo indígena ou em um país do oriente.
Esses valores são válidos historicamente porque são criações humanas e, como tais, atendem a necessidades de um determinado grupo e um dado momento. Por isso, são passíveis de mudanças. A história das mulheres nas sociedades ocidentais ao longo do século XX pode exemplificar essas mudanças: uma série de comportamentos mal vistos e indesejados há 50 anos hoje são aceitos e até mesmo valorizados.
Como se vê, os valores morais não estão organizados em uma tábua de prescrições de condutas que levam automaticamente a um vida boa. Ao contrário, eles são criações humanas ligadas às condições de vida historicamente criadas. Não podemos ter tudo a todo instante e aprender a decidir é, também, aprender a hierarquizar o que é mais importante do que é menos importante na situação em que a escolha nos é colocada.

:: Liberdade e Dependência
Ilustração: Luiz Maia Como se pode deduzir, a questão da liberdade é um dos grandes temas nas discussões morais. Mais que escolher entre duas alternativas, liberdade é decidir conscientemente por que se está tomando esta atitude e não outra. Assim, a liberdade pressupõe uma pessoa que interiorize as razões pelas quais se age, ou seja, um sujeito que se coloca como a causa última das próprias ações.
Para interiorizar as razões de nossas ações, é preciso:
analisar a situação;
ter consciência das vontades e necessidades;
esforço para antever as conseqüências que essa ou aquela ação pode provocar.
O desenvolvimento da consciência e da capacidade de atribuir sentido ao mundo, portanto, aumentam a possibilidade de ação livre das pessoas. Ao contrário, nas situações em que não conseguimos compreender o que está se passando, que não entendemos o que nos acontece, nossa capacidade de tomar decisões é muito mais limitada e restrita.
Entretanto, a realização da liberdade não depende apenas da capacidade de compreensão do mundo e de planejamento da ação. Para além disso, é preciso reunir as condições objetivas para a ação acontecer. Assim, o acesso aos meios de vida criados socialmente também são condições para a realização da liberdade.
A liberdade permite que o sujeito tome decisões e possa ser o autor, em certa medida, de sua própria existência. Entretanto, para viver a liberdade, precisamos nos responsabilizar por ela, ou seja, a liberdade traz em contrapartida a responsabilidade. Somos livres para tomar uma decisão, mas devemos assumir a autoria daquilo que decidimos fazer.
No campo contrário ao da liberdade, está a dependência. A ação dependente é baseada em uma causa externa e as escolhas não são feitas a partir de uma reflexão e da própria compreensão do mundo.
Podemos concluir, portanto, que a liberdade é uma construção histórica que depende do trabalho dos humanos. No mundo da natureza não há liberdade possível, pois nas condições da ação natural não existe representação consciente do mundo, nem ação planejada e orientada a finalidades. Por ser um mundo restrito aos limites dados previamente e sujeito ao que acontece, a natureza é o mundo da necessidade e da dependência.
Assim, a reflexão sobre os valores morais serve para aprendermos a lidar melhor com a nossa capacidade de escolher e com o uso dessa particularidade humana, que é a liberdade. Ao definirmos o que é bom ou mau, estamos projetando um modo de viver humanamente, em sociedade. Por essa razão, a reflexão sobre liberdade e responsabilidade não pode deixar de ser feita tendo em vista as relações humanas.
Nós nos formamos na interação com os outros. Sem o outro, não poderíamos desenvolver nossos conhecimentos, modos de agir, nem nossa consciência. Assim, é na relação com o outro que podemos exercer a liberdade. Por esse motivo, podemos concluir que reconhecer o outro como humano livre e tratá-lo como tal, fortalecendo sua liberdade, não é uma atitude altruísta pura e simplesmente, não é uma ação que beneficia apenas o outro. Tratar o outro como humano é criar condições para que o outro, fortalecido na sua condição de humano, possa reconhecer e fortalecer a nossa própria condição humana, a nossa liberdade.
Texto original: Mauricio Érnica Edição: Equipe EducaRede

Que tipos de valores existem?

Podemos classificar os valores de um duplo ponto de vista: formal e material. Do ponto de vista formal, os valores dividem-se como segue:
1 – Positivos: e negativos. Valor positivo é aquele que mais geralmente costumamos designar pela expressão pura e simples de “valor”. O conceito de “valor” é geralmente usado numa dupla acepção: umas vezes, entende-se por esta palavra o valor em geral, independentemente da polaridade valor-desvalor, como conceito neutro, outras vezes entende-se só o seu aspecto positivo contraposto ao negativo. Ao valor positivo contrapõe-se o negativo, chamando-se então a este mais propriamente “desvalor”. Esta polaridade pertence à própria estrutura essencial da ordem axiológica, que assim se distingue fundamentalmente da ordem do ser a que é estranha uma tal estrutura.
2 – Valores das pessoas e valores das coisas, ou valores pessoais e reais. Valores das pessoas ou pessoais são aqueles que só podem pertencer a pessoas, como os valores éticos. Reais (de res) os que aderem a objectos ou coisas impessoais, como os das coisas ditas valiosas, designadas mais geralmente pela expressão “bens”.
3 – Valores em si mesmo, ou autónomos e valores derivados de outros ou dependentes. O valor em si reside na sua mesma essência; possui esse carácter com independência de todos os outros valores; não depende deles; não é meio para eles.
Como todos os valores se acham referidos a um sujeito – o sujeito humano, o homem – e este é, antes de mais nada, um ser constituído por sensibilidade e espírito, daí o poderem classificar-se imediatamente todos os valores nas duas classes fundamentais de: valores sensíveis e valores espirituais. Os primeiros referem-se ao homem enquanto simples ser da natureza, os segundos ao homem como ser espiritual.
A – Valores sensíveis.
A esta categoria pertencem:
1 – Os valores do agradável e do prazer, também chamados “hedónicos”. Ela abrange não só todas as sensações de prazer e satisfação, como tudo aquilo que é apto a provocá-las (vestuário, comida, bebidas, etc.). À ética que apenas conhece estes valores chama-se geralmente hedonismo.
2 – Valores vitais ou da vida. São aqueles valores de que é portadora a vida, no sentido naturalista desta palavra, isto é, Bios. Cabem aqui o vigor vital, a força, a saúde, etc. Como se sabe, foram estes os valores que Nietzsche reputou os mais elevados de todos na sua escala axiológica, como os únicos mesmo. E ao que se chama biologismo ético ou naturalismo.
3 – Valores de utilidade. Coincidem com os chamados valores económicos. Referem-se a tudo aquilo que serve para a satisfação das nossas necessidades da vida (comida, vestuário, habitação, etc.) e ainda aos instrumentos que servem para a criação destes bens. Distinguem-se dos restantes valores desta classe, nomeadamente dos sensíveis, para os quais aliás concorrem, por não serem, do ponto de vista formal, autónomos, mas derivados, no sentido que acima vimos.
B – Valores espirituais.
Estes distinguem-se dos valores sensíveis, no seu conjunto, não só pela imaterialidade que acompanha a sua perdurabilidade, como pela sua absoluta e incondicional validade. Muitos filósofos, que encaram os valores só por este último lado, identificando-os por isso com o conceito de simples “valor” ou validade formal, pretendem que só os valores espirituais são verdadeiros valores.Porém, quem se lembraria de negar aos economistas o direito de usarem também do termo e do conceito de valor? À categoria dos valores espirituais pertencem:
1- Os valores lógicos. Quando se fala de valores lógicos, é preciso ter presente que se podem entender por esta expressão duas coisas distintas: a função do conhecimento – o saber, a posse da verdade e o esforço para a alcançar – e o conteúdo do conhecimento. No primeiro sentido, é óbvio que podemos falar, com todo o direito, em valores lógicos ou no valor do conhecimento. Contrapor-se-lhe-ão, como desvalor lógico, a ignorância, o erro, a falta de interesse pela verdade, a ausência de esforço para a alcançar, etc. Mas a expressão “valor lógico” pode significar também o próprio conteúdo do conhecimento. E, neste segundo caso, é “valor lógico” tudo aquilo que cai dentro do par de conceitos verdadeiro-falso [...].
2 – Valores éticos: ou do bem moral. Destes podem dar-se as seguintes características:
a) Só podem ser seus portadores as pessoas, nunca as coisas. Só seres espirituais podem encarnar valores morais. Por isso o âmbito destes valores é relativamente restrito; muito mais, por exemplo, que o dos estéticos.
b) Os valores éticos aderem sempre a suportes reais. Também, por este lado, se distinguem dos valores estéticos, cujo suporte é constituído por algo de irreal, de mera aparência.
c) Os valores éticos têm o carácter de exigências e imperativos absolutos. Dele desprende-se sempre um categórico “tu deves fazer” ou “tu não deves fazer”, isto ou aquilo; exigem, imperiosamente, que a consciência os atenda e os realize. E nisto se separam também dos estéticos que não impõem nenhuma exigência desta natureza, nem se nos impõem incondicionalmente. d) Os valores éticos dirigem-se ao homem em geral, a todos os homens; são universais, a sua pretensão a serem realizados é universal. Os estéticos não estão neste caso, apenas dirigem o seu apelo a alguns homens, para que estes os realizem, e nem todos podem ser obrigados a dar-lhe acolhimento, a fazer arte, ou a cultivá-las de qualquer maneira. e) Além disso, é, pode dizer-se, ilimitada também a exigência que os valores éticos nos fazem: constituem uma norma ou critério de conduta que afecta todas as esferas da nossa actividade e da nossa conduta da vida. Esta acha-se sujeita, total e incondicionalmente, a eles na sua imperiosa jurisdição e validade. Nada deve ser feito que os contrarie. Poderia definir-se esta característica dos valores éticos chamando-lhes totalitários. Não assim os valores estéticos. Estes só reclamam de nós que os realizemos em certas situações e momentos da vida, permanecendo calados durante os restantes; não somos obrigados a ser estetas e, menos ainda, a toda a hora (…).
3 – Valores estéticos, ou do Belo. Incluímos aqui no conceito de belo, no mais amplo sentido desta palavra, o sublime, o trágico, o amorável, etc.
4 – “,Valores religiosos ou do”sagrado”. Já atrás aludimos ao que há de original nestes valores. A eles não adere propriamente nenhum “deve ser”. Não temos que realizar esses valores; nem isso é possível nem necessário. Não são valores de um “deve ser”, mas valores de um “ser”; Nisto se afastam dos valores éticos para se aproximarem dos estéticos com os quais estão numa relação muito íntima. Todavia, existe também entre eles e estes últimos uma diferença que cumpre salientar: a realidade do “sagrado”, não é, como a do “Belo”, apenas uma realidade aparente, mas uma realidade no mais eminente sentido desta palavra.
Johannes Hessen

Valores

Principais: Honestidade, verdade, justiça, ética, disciplina, integridade, paz (auto-estima, autocontrole, autoconfiança, auto-aceitação e desapego) e amor.

Devemos ter uma saúde mental, espiritual, emocional, física e financeira equilibradas e integradas sem atropelo para uma saúde harmonizada e equilibrada.

Agradecimento aos colegas do Menna

Quando termina uma missão começamos outras, sempre valorizando o que aprendemos durante este tempo que nos parecia tão longo, mas que ao parar percebemos que se tornou pequeno, para cuidar do nosso dia a dia.
Sempre fui uma professora apaixonada, nunca contei nos dedos os dias que faltavam para minha licença e aposentadoria e ela chegou de mansinho, sem que eu percebesse. O Menna foi minha grande escola de vida. Fomos colegas por muitos e muitos anos, anos de algumas perdas (colegas e familiares), de lutas, mas de muitas conquistas.
Meus diretores só me fizeram crescer como profissional. Sou grata pelo carinho e respeito que tiveram para com meus filhos. por tê-los ensinado e também por terem me ajudado a reeducá-los. Vocês souberam respeitar a individualidade e a personalidade de cada um. Eles foram agraciados e privilegiados por terem tido professores amigos e profissionais competentes como vocês.
Acredito que todos nós tenhamos um prazo de validade, dei minha parcela de contribuição. Levo comigo a certeza do meu dever cumprido e acredito ter deixado meu coração batendo aí, no Menna.
Pessoas novas e dispostas estão chegando. Meu tempo de parar chegou, não estou me aposentando, ao contrário, estou começando uma nova aventura, tenho novas perspectivas, um Rochinha e uma família que precisam de mim e eu muito mais deles. Não guardo mágoa, sentimento de tristeza, de pesar, de desgosto, que tenha sentido diante de uma ofensa e nem tenho ressentimentos.
Eu aprendi a perdoar, a ter compaixão, a ter um entendimento maior, através do amor incondicional. Renovando atitudes, percebi que é o melhor modo de viver. Sempre tive compaixão, compromisso, responsabilidade e respeito para com o outro. Com certeza, companheirismo, confiança, amizade, amor, carinho, respeito, comunicação, prevaleceram sempre.
Nas coisas pequenas, mais que nas grandes, muitas vezes reconhecemos o valor das pessoas. Talvez eu represente apenas mais uma que parte, mas na partida levarei saudades, deixando o meu agradecimento a todos pelo carinho, compreensão, pela ajuda e dedicação.
Tenham fé, esperança,alegrias,e namorem, dancem,cantem,se esborrachem de rir, chorem, gritem ... enfim façam o que mais gostar, é a melhor receita para ser feliz.
Gosto de gente que dá valor ao que não custa nada, como um abraço bem apertado. Gosto de gente que estimula, que cria, gente que não tem medo de errar. Gosto de gente que se vira, gente trabalhadora, que não reclama da vida, gente que se admira e agrega na vida dos outros, gente que se entrega aos poucos e profundamente, gente que deságua saudade, que luta com vontade e nunca se entrega.
Gosto de gente que goste dos velhos, que faça carinho nos idosos, gente não esquece os avós, porque aí de nós, talvez cheguemos um dia a usar uma pele de rugas, e talvez a morte seja uma fuga para a solidão.
Gosto de gente que me goste assim, cheia de defeitos, que ria dos meus trejeitos e me abrace amiúde, gente com saúde, gente corajosa que enfrenta a vida e não foge dela. Gosto de gente agradável, gentil, respeitadora, equilibrada. Gosto de gente com que eu aprenda, gente que me defenda, sempre que outro me ofender. Gosto de gente assim, como você.
Quero agradecer a cada um de vocês por ter gostado de mim do jeito que sou.
Se me esquecerem, só uma coisa, esqueçam-me bem devagarzinho. Aqui dentro de mim, guardarei cada um de vocês com o jeitinho especial que cada um tem.
Um grande beijo, Susana Brandão Rocha da Silva (a seu dispor), intééééééé, abraços millllllllllllllllllllllllll!!!
Amo vocêssssssssssssssssssssssssss!!!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

MINGAUZINHO DE CARINHO DA MINDOQUINHA


É uma receita que vem do tempo da minha avó, mas que tem um grande significado na minha vida. "Mingauzinho de Carinho da Mindoquinha" como era chamado. Feito com leite, maizena, ovo, açúcar queimado por cima e canela. Meus pais tem 05 filhos legítimos e 07 do coração. O sonho de minhas irmãs e meu era de termos um triciclo, mas era difícil devido as despesas com a casa. Além dos filhos, meu pai ajudava os irmãos que tb tinham familia. Então toda a noite, como de costume, minha mãe nos dava antes de dormirmos o nosso mingauzinho e dizia em época de Natal que deveríamos comer para ficarmos fortes para andarmos no triciclo que o Papai Noel iria nos dar. Que aquele era o docinho preferido do bom velhinho porque ele trabalhava muito e não tinha muito tempo de comer, pois fazia muitos brinquedos. Eu comia o meu mingau e o que sobrava do pratinho das minhas irmãs, na esperança de ganhar o triciclo. Meu triciclo não veio e nem o delas, acredito que não comemos mingau suficiente. Continuo comendo e dando mingau aos meus filhos. Lembro do triciclo e com ele a lembrança do amor, carinho e dedicação de meus pais, as historinhas contadas, musiquinhas cantadas, canções de ninar, abraços, atenção, palmadinhas. Hj meu pai está com 92 anos, moramos na mesma casa ainda, minha mãe não está mais aqui, faleceu há 02 anos, mas eu acredito que ela esteja ensinando a nossa receita na outra dimensão e iluminando com o mesmo carinho as pessoas que perto dela estão. Vamos à missa do galo, fazemos amigo secreto, nos reunimos porque temos nossos filhos e precisamos passar para eles o que de melhor ganhamos, o amor, a fé e a esperança de dias melhores. Pode faltar na ceia qualquer prato, qualquer bebida, mas vocês encontrarão ali o "Mingauzinho de Carinho da Mindoquinha" e nem que seja uma colherada, todos comem, que é para ter sorte. Descobri com o tempo que nunca mais o mingau teve o mesmo gosto, aquele era diferente porque tinha o encanto, a pureza, a doçura e a sensibilidade de minha mãe. Meus filhos, sobrinhos e minhas netinhas comem o mingau e adoram, mas para mim e meus irmãos não tem o mesmo sabor, o mesmo cheirinho que ainda hoje conseguimos sentir e na ceia de natal, nossos olhares se cruzam e nossos olhos se enchem de lágrimas, porque nós sabemos a verdadeira historia e a grande falta que nossa mãezinha nos faz.
PODES TROCAR AÇÚCAR QUEIMADO POR CANELA EM PÓ.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

DANIEL NA COVA DOS LEÕES

Daniel já era um homem velho. Seu cabelo e sua barba já eram grisalhos.
E ainda ele morava na terra longínqua da Babilônia. Ali ele era um servo nobre do rei.
Mas Nabucodonosor não era mais rei. Este já estava morto há muito tempo. Agora havia um outro rei, que se chamava Dario.
O rei Dario estimava-o e dizia: "Daniel é o melhor servo de todos. Quero fazê-lo muito mais importante ainda. Vou nomeá-lo vice-rei. Então ele será o chefe de todo o meu reino e de todos os outros servos meus".
Quando os outros servos souberam disso, ficaram com muita inveja.
Eles disseram: "Deverá ele ser o mais importante de todos? Isso não deve acontecer. Nós é que queremos ser os mais importantes. Vamos espreitá-lo bem para ver se Daniel faz alguma coisa errada. E então iremos contar logo ao rei. Então o rei não gostará mais tanto de Daniel".Desde então, todos os dias iam espiar Daniel para ver se ele fazia alguma coisa errada. Mas Daniel não fazia nada de errado. Fazia seu serviço da melhor maneira possível. E orava três vezes por dia.
Quando Daniel orava, ele se ajoelhava em seu quarto, frente à janela aberta. Bem ao longe ficava Jerusalém. Ali estava uma vez o lindo templo, que agora estava queimado. Mas algum dia, o povo de Daniel iria morar lá de novo. E haveria lá também um novo templo, quando o castigo do povo tivesse passado.
Daniel olhava para longe, para lá onde ficava Jerusalém, e orava dizendo: "Senhor, deixa meu povo voltar em breve para sua pátria."
Daniel nunca se esquecia de orar, Isso ele fazia fielmente três vezes por dia. Os outros servos podiam vê-lo. E daí aqueles homens falsos imaginaram um plano para trazer desgraça sobre Daniel e para impedir que ele continuasse a ser o homem mais nobre e importante do país.Eles foram falar com o rei. Inclinaram-se profundamente. Comportaram-se muito corteses e amáveis, e disseram: "Oh rei, nós sabemos uma coisa boa. O senhor sabe o que deve fazer? 0 senhor deve ordenar que todas as pessoas em seu país não peçam mais nada a ninguém, nem a homens e nem Deus, durante um mês inteiro. Somente ao senhor poderão pedir o que quiserem, pois o senhor é o nosso rei poderoso."
Isso agradou bem ao rei. Ele gostou do plano."Sim, isto eu farei", disse ele."E quem for desobediente será castigado com rigor", disseram os homens malvados. "Este deverá ser jogado na grande cova, onde estão os leões.""É, isso mesmo," disse o rei.
Então ele mandou seus empregados passarem pelo país. E estes avisaram o povo por toda parte que ninguém mais devia orar nem devia pedir nada a ninguém, senão ao rei.Todos ouviram esta ordem. Daniel também ouviu. Ele percebeu bem quem tinha imaginado este plano perverso. Foram seus inimigos. Estes queriam sua desgraça.
Que devia fazer Daniel?Deus tinha dito que cada um que o amasse, também devia orar a Ele.Mas o rei ordenou que isso não devia ser, mas que Daniel devia esquecer-se de Deus.A quem Daniel devia obedecer agora?A Deus naturalmente. E por isso Daniel continuava ajoelhando-se, três vezes por dia, frente à janela aberta.
Mas perto da janela estavam seus inimigos, espiando. E quando viram que Daniel assim mesmo orava, correram depressa para contá-lo ao rei."Rei", disseram eles, "o senhor não disse que ninguém devia pedir coisa alguma senão ao senhor, durante um mês?""Sim", respondeu o rei, Isto eu clisse""E se alguém é desobediente, não deve ele ser lançado na cova dos leões?""Sim", disse o rei, "assim deve ser.""Oh rei", exclamaram eles, "então Daniel tem que ser lançado na cova dos leões. Ele foi desobediente. Ele ora a seu Deus, três vezes por clia"
Aí o rei se assustou. Compreendeu como os homens tinham sido falsos."Daniel não", gritou ele, "não, Daniel não!"Mas os homens disseram: "Foi o senhor que deu essa ordem, rei e agora o senhor também tem que fazê-lo."
Sim, era assim mesmo naquela terra: O que o rei tinha dito, isso ele sempre tinha que fazer. Ele queria ajudar a Daniel, mas não podia. E quando anoiteceu, Daniel foi levado para a cova dos leões.
O rei estava bem triste e chamou: "Daniel, eu não posso ajudá-lo, mas espero que seu Deus o ajude."
Então Daniel foi lançado na cova.Chegou a noite, mas o rei não pode dormir. Ele estava muito triste e sempre tinha que pensar em Daniel. Será que seu Deus cuidaria dele?
De manhã, o rei levantou-se bem cedo e foi para fora. Com o coração batendo, chegou à cova dos leões.
"Daniel", chamou ele. "Daniel. Deus cuidou de você?"E de repente, o rei quase deu um salto de alegria. Porque do fundo da cova veio uma voz: "Sim, rei. Deus cuidou de mim. Ele mandou seu anjo, para cuidar que os leões não me fizessem mal algum, porque também eu não fiz nenhum mal."O rei ficou muito contente.
"Tirem-no dali!" gritou ele. "Depressa, tirem Daniel da cova!"Então vieram alguns homens, com uma corda grossa. Desceram a corda na cova e assim puxaram Daniel para cima. E então Daniel estava à frente do rei, vivo e são. Ele tinha passado a noite inteira com os leões ferozes, mas eles não lhe tinham feito nenhum mal.
Que grande milagre foi este! E como estava contente o rei, porque tinha Daniel de volta.Mas então ele se lembrou dos homens malvados que queriam matar Daniel. Mandou seus soldados para buscá-los e então mandou jogá-los também na cova dos leões.
Mas agora não havia nenhum anjo que cuidasse deles. Todos foram comidos pelos leões.Mas Daniel ficou sendo o servo mais importante do rei, sim, o mais nobre em todo o país.E o rei ordenou que todas as pessoas naquela terra servissem ao Deus de Daniel.

O ANEL DE TUCUM

Muita gente (alunos, colegas e até familiares) me pergunta o que significa a "grossa argola" negra que carrego no anular da mão direita. Bom, imaginando que mão e dedo não interferem no significado do anel de tucum (esse é o nome da tal "argola"), costumo responder que se trata de minha opção pelas lutas populares, pelas classes subalternas. Trata-se, pois, de uma aliança popular, de um pacto de honra e determinação por fazer tudo que estiver ao meu alcance, como indivíduo e como ser social, para levar adiante a reivindicação de direitos e a esperança por um mundo realmente humano e fraterno. Na explicação que publico abaixo - encontrada sem autoria nas venturosas páginas da rede mundial de computadores e sensivelmente editada por mim - está a origem histórica e religiosa dos grandes pactos, das grandes alianças... E também alguns emblemas para refletir sobre a força e a importância do anel de tucum , que carrego no dedo e, principlamente, no coração, na ação cotidiana apaixonada...
Eram diversos e variados os rituais para celebrar uma aliança. Os mais simples eram: apertar a mão um do outro, dar um presente, trocar de veste ou de armas. Os mais profundos eram: beber ou misturar o sangue um ao outro, ou imergir a mão numa bacia de sangue; às vezes cortavam-se animais sacrificados e passava-se entre eles (cf Gen 15-17; Jer 38,18). O sentido desse gesto é que os aliados aceitavam a sorte de tais animais, caso quebrassem a aliança ou não cumprissem sua obrigações. Daí o papel importante desempenhado pela aliança tanto na vida privada quanto na vida pública entre os povos que viviam em organização tribal.
Conforme a tradição bíblica, Deus celebrou várias alianças com seu povo ao longo da história, culminando na pessoa de Jesus de Nazaré. Desde então os seus seguidores passaram a falar em antiga e nova aliança. Assim como a antiga aliança foi constituída pelo sangue dos animais sacrificados (Ex 24,8), a nova aliança foi constituida pelo sangue de Jesus Cristo (Heb 9,11-20;10,1-18).
No rastro dessa tradição, renasce o simbolismo da Aliança no Anel de Tucum, extraído de uma palmeira da Amazônia, cheia de espinhos, o símbolo do compromisso e da aliança com as causas dos oprimidos, excluídos e marginalizados - e sua lutas por libertação.
Foi na década de 70 que o CIMI (Conselho Indigenista Missionário) adotou e divulgou o Anel de Tucum, hoje usado no mundo inteiro por quem assume a luta pelas causas populares, misturando-se com a sorte dos pobres da terra.
Esse símbolo foi bem escolhido, pois assim como é penoso fazer o anel de tucum, também é árdua a luta por dignidade, vida, esperança e paz.
O cantor e compositor Rubinho do Vale possui uma belíssima canção que retrata muitíssimo bem o sentido da aliança expressa pelo anel de tucum. Vejamos a letra de "Canção da Esperança":
A canção da esperança que vou anunciar
Vem como a luz do dia
Vem trazendo a aliança do céu com a terra e o mar
Tudo será harmonia
São notas musicais que o silêncio bonito traduz
Sentimento de paz vem de tempo infinito de luz
Toda a humanidade vai ver que a bondade
Na verdade é um grande dom
Esse tempo novo vai encantar o povo
Na certa quem viver verá que é bom
A canção da esperança que venho anunciar
Na linda luz desse dia
É o caminho da bonança bom pra gente caminhar
No brilho da harmonia
Com amor a justiça e a paz se abraçarão
A felicidade da fraternidade é união
Para ter clareza de toda essa beleza
É preciso abrir o coração
Nessa nova era de nova primavera
O meu canto é uma celebração
Postado por Marco A. Rossi

Quando e onde as coisas da arte e do cotidiano acontecem.


Um dia, no jardim do Éden, Eva dirige-se a Deus : - Senhor, tenho um problema ! - Qual é o problema Eva ? - Senhor, sei que fui criada por Vós, recebi este magnífico jardim, todos estes maravilhosos animais e esta serpente idiota, mas o problema é que não sou feliz. - Porque Eva ? pergunta a voz no alto. - Senhor, sinto-me solitária e não agüento mais maçãs. - Neste caso, Eva, tenho uma solução. Vou criar um homem para você. - O que é um homem, Senhor ? - Um ser cheio de defeitos. Mentirá, trairá, será vaidoso e se coroará de glórias. Na verdade, ele azucrinará a sua vida, mas será o maior, o mais forte, o mais rápido e amará caçar e matar. Ele parecerá um pouco ridículo quando excitado porém, como você se queixa, eu o criarei de tal modo que ele possa satisfazer as suas necessidades físicas. Além disso, ele será estúpido e se divertirá com coisas completamente inúteis como jogar bola ou lutar. E já que não será muito brilhante, precisará dos seus conselhos para orientar bem o pensamento dele. - Geniaaaaaaaaaal ! exclama Eva. Mas logo em seguida franze a sobrancelha e pergunta com desconfiança: - E o que devo Lhe dar em troca, Senhor ? - Existe uma condição… - Qual é, Senhor? - Como eu lhe disse, este homem será orgulhoso, arrogante e vaidoso. Portanto, você deverá deixá-lo acreditar que o criei em primeiro lugar. Mas, lembre-se, este será o nosso pequeno segredo, de mulher à mulher… Esta é uma pequena fábula bíblica para combinar com o espírito do Natal. No entanto, por incrível que pareça, me foi enviada por um homem! Até amanhã, que agora é hoje!
Sheila Leirner