quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PROJETO DENTES



APRESENTAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO

(PROJETO DE DOCÊNCIA DESENVOLVIDO NAS TURMAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL – SÉRIES INICIAIS.

TEMA DO PROJETO: Nossos Dentes

TÍTULO DO PROJETO: “SEM HIGIENE BUCAL NÃO HÁ VIDA SADIA.”



JUSTIFICATIVA:
O Projeto "Sem higiene bucal não há vida sadia", é uma proposta que possibilita e garante umaaprendizagem efetiva e transformadora de atitudes e hábitos de vida. A intenção primordial do projeto é promover a saúde bucal de crianças de escolas públicas nas comunidadesAo educar para a saúde e para a higiene, de forma contextualizada esistemática, toda a equipe contribui de forma decisiva na formação decidadãos capazes de atura em favor da melhoria dos níveis de saúde pessoal eda coletividade.Tratar de higiene e saúde bucal tem sido um desafio para a educação, no que serefere à possibilidade de garantir uma aprendizagem efetiva e transformadorade atitudes e hábitos.As experiências mostram que transmitir informações a respeito hábitos de higiene, não é suficiente para que os alunos desenvolvam atitudes de vida saudável.É preciso educar para a saúde, levando em conta todos os aspectos envolvidosna formação de hábitos e atitudes que acontecem no dia-a-dia da escola.

Justifica-se o presente projeto.








OBJETIVO GERAL:


Proporcionar aos alunos e seus pais ou responsáveis, orientação de prevenção e
promoção a saúde bucal para o desenvolvimento de estilos de vida saudáveis, pois,
considerando-se que medidas de promoção de saúde bucal, bem como,
orientações, devem ser estabelecidas prioritariamente, envolvendo-se nisto a família e
os profissionais, assim como toda a comunidade.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
- Levar o aluno a perceber a necessidade de adquirir bons hábitos de higiene;- Identificar e criar o hábito de uma boa higiene e cuidados com o corpo para ser saudável;- Desenvolver independência para manter sua higiene pessoal;
- Refletir sobre as suas ações diárias em relação a sua saúde, o que engloba cuidado e preservação com o meio ambiente e com a higiene;
- Identificar a necessidade de contribuir para manter seu ambiente familiar e escolar organizado e limpo, valorizando as atitudes relacionadas com o bem estar individual e coletivo;
- Discutir as formas de higiene corporal, bucal, etc.;
- Estimular para a prática correta de tomar banho, cortar as unha e cabelos;
- Adotar hábitos de auto-cuidado;
- Valorizar a cooperação nas atividades realizadas como forma de aprendizagem;
- Desenvolver a psicomotricidade, criatividade e o raciocínio lógico, o conhecimento matemático, a expressão artística e o gosto pela leitura.
- Produzir textos sobre o tema.


DESCRIÇÃO - APRESENTAÇÃO


Este projeto vem sendo desenvolvido com as crianças da Educação Infantil com o objetivo de mostrar a importância das práticas de higiene bucal para obter um lindo sorriso. Contamos com a presença de profissionais na Escola para explicar como fazer a higienização dos dentes com a escova e o fio dental, como prevenir as cáries e quais são os alimentos que devemos consumir e também aqueles que devemos evitar.




O projeto baseia-se no uso de ferramentas de prevenção (aplicação de flúor gel, escovação supervisionada, exames específicos), a fim de realizar um levantamento de dentes cariados, perdidos e obturados entre as crianças e as doenças foram tratadas. Para assegurar a criação de hábitos de higiene e cuidado com os dentes, ao longo do primeiro ano do programa serão realizadas atividades de motivação das crianças, com participação ativa dos pais.



Para a divulgação do projeto serão confeccionados banners, camisetas, adesivos, faixas, jogos e cartilhas. Jogos da memória, com dicas sobre os cuidados com os dentes, passatempos, calendários com o slogan “Sorriso brilhante é sinal de criança saudável”, dezenas de peças de caráter lúdico e com uma linguagem descontraída que darão suporte às ações de mobilização e conscientização.


Serão realizadas obras de adaptação nas escolas, com a criação de escovódromos, locais onde as crianças, supervisionadas por dentistas, realizarão a escovação duas vezes por dia: na chegada e logo após o lanche. Elas aprenderão as técnicas de escovação e farão o controle das placas bacterianas.









REFERENCIAL TEÓRICO:

Existe uma íntima relação entre dentes bem cuidados e boa saúde.A pessoa com dentes estragados não mastiga direito; a qualquer momentopode sofrer violentas dores; e existe sempre o perigo de doenças muito sérias, como reumatismo infeccioso, que pode ter nos dentes podres a sua origem.Mostre ao aluno que a cárie é o resultado da ação dos micróbios sobre restos de alimentos retidos entre os dentes. Portanto, a limpeza correta dos dentesimpede a formação das cáries. É importante mostrar aos alunos que os dentes de leite devem ser cuidados da mesma forma que os dentes permanentes.Essa importância decorre não só da necessidade de se criarem bons hábitos higiênicos, mas também do fato de que o dente de leite estragado pode afetar o organismo, inclusive prejudicando os novos dentes que virão.Destaque os fatores estéticos e emocionais relacionados com os bons dentes:a beleza de um sorriso; o mal-estar causado a sim e aos outros pelo mau hálito.

A higiene bucal é considerada a melhor forma de prevenção de cáries, gengivite, periodontite e outros problemas na boca, além de ajudar a prevenir o mau-hálito (halitose). Higiene bucal é necessária para todas as pessoas manterem a saúde de seus dentes e boca.

Dentes saudáveis têm menos cáries. Eles são limpos e têm pouco ou nenhum depósito de placa bacteriana. Gengivas saudáveis são rosas e firmes. Higiene bucal consiste de cuidados tanto pessoais quanto profissionais.
A Constituição Brasileira, em seu art. 196, reconhece a saúde como um direito de todos e dever do Estado. Apesar de muitos progressos registrados, a saúde padece de vários problemas básicos, devido a mazelas e descasos por parte dos órgão públicos responsáveis por esse setor.
Dentre os inúmeros problemas apontados e detectados, um deles é particularmente preocupante, pois a sua incidência embora localizada, tem repercussão em todo nosso corpo. Trata-se da saúde bucal, que requer hábitos de higiene e alimentação adequada , principalmente na infância.
Observando o atual quadro sanitário odontológico brasileiro constatamos que 30 milhões de brasileiros nunca foram ao dentista. Cerca de 40% da população não têm acesso regular a escova de dentes e chegam aos 60 anos completamente desdentados. Num país com cerca de 150 milhões de brasileiros apenas 2,5 milhões têm acesso a dentistas em clínicas particulares.
A OMS estabeleceu cinco metas internacionais para a saúde bucal: porcentagem de crianças de 5 anos que nunca tiveram cáries; porcentagem de adolescentes com 18 anos com todos dos dentes na boca; porcentagem de adultos na faixa etária de 35 a 44 anos com 20 ou mais dentes na boca; porcentagem de idosos na faixa etária de 65 e 74 anos também com 20 ou mais dentes; e, por último, a incidência de cáries em crianças na idade de 12 anos. Apenas neste último item o Brasil conseguiu cumprir a meta. Por isso o Brasil é considerado o campeão mundial de cárie, pois a imensa maioria da população é excluída desse direito mínimo.
Para fortalecer a campanha de prevenção e promoção da Saúde Bucal é oferecido, ao público atendido, um ciclo de palestras que tem como objetivo informar e conscientizar sobre a importância e necessidade do auto-cuidado e a influência da boca sobre o organismo e as relações sociais.


Cuidados pessoais para a higiene bucalA freqüente e cuidadosa escovação dos dentes e uso de fio dental ajuda a prevenir o acúmulo de placas e tártaro, os quais podem ocasionar cáries. Se a cárie se desenvolver, o tratamento pode custar caro.Os dentes devem ser escovados no mínimo duas vezes por dia, de preferência sempre depois das refeições e antes de dormir, e deve-se usar fio dental pelo menos uma vez por dia. Para algumas pessoas o uso de fio dental pode ser recomendado depois de todas as refeições. Consulte um dentista se precisar orientação sobre as técnicas apropriadas de escovação e uso do fio dental.

Produtos adicionais podem ser recomendados para suplementar (mas não substituir) a escovação e o fio dental. Esses produtos incluem palitos especiais para dentes, irrigação de água e outros. Inicialmente, o palito dental elétrico apenas era recomendado para pessoas que tinham problemas de força ou destreza nas mãos, porém muitos dentistas agora o recomendam para muitos outros pacientes a fim de melhorar a higiene bucal em casa.Pastas de dente ou enxaguadores bucais contendo fluoreto ou anti-placas podem ser recomendados pelo dentista. Dentaduras, fixadores e outros aparelhos devem ser mantidos muito limpos. Isso inclui escovação regular e talvez também mantê-los imersos em soluções para limpeza.


Cuidados profissionais para a higiene bucalA limpeza regular dos dentes por um dentista é importante para remover a placa que pode se desenvolver até mesmo com a cuidadosa escovação e uso de fio dental, especialmente nas áreas que são difíceis para o paciente alcançar sozinho em casa.

Muitos dentistas recomendam a realização de limpeza profissional dos dentes a cada seis meses. Exames e limpezas mais freqüentes podem ser necessários durante o tratamento de vários problemas bucais e dentais. O exame rotineiro dos dentes é recomendado pelo menos uma vez por ano.

Artigos sobre odontologia:
Estética dentalDentes escuros - causas do dente escuro e como clarearOrtodontiaInfluência alimentar na formação e saúde dos dentes Arma natural contra cáries - Alecrim do campo e cárieMau hálito - halitoseDente do siso - o que são esses dentes? Deve-se fazer extração?Clareamento dental - Dentes brancosOs perigos do beijo na boca - Gengivite, cárie, AIDS, herpes ...Placa bacteriana e TártaroEscovar os dentes - Escova de denteAlimentação e saúde dentalImplante dentalPeriodontite e Gengivite - Doença periodontal e inflamação na gengivaGengiviteDentaduras - Problemas com dentaduraBoca Seca - XerostomiaFio DentalTerapia com flúor para os dentesCâncer de bocaAçaí contra placas dentáriasPlaca dental ou bacterianaTártaroSaliva e cáriesGlossite - Sintomas, causas, tratamento e prevenção da inflamação ou infecção na línguaAIDS, vírus HIV e problemas na bocaCâncer oral - de boca ou faringeAfta - Estomatite aftóide, causas de aftas e tratamento


O Que é Uma Boa Higiene Bucal?
O que é uma boa higiene bucal?Hálito puro e sorriso saudável são o resultado de uma boa higiene bucal. Isso significa que, com uma higiene bucal adequada:
· Seus dentes ficam limpos e livres de resíduos alimentares;
· A gengiva não sangra nem dói durante a escovaçãoe o uso do fio dental;
· O mau hálito deixa de ser um problema permanente.
Consulte o seu dentista caso as suas gengivas doam ou sangrem quando você escova os dentes ou usa fio dental, e principalmente se estiver experimentando um problema de mau hálito. Essas manifestações podem ser a indicação da existência de um problema mais grave. Seu dentista pode ensiná-lo a usar técnicas corretas de higiene bucal e indicar as áreas que exigem atenção extra durante a escovação e o uso do fio dental.
Como garantir uma boa higiene bucal?Uma boa higiene bucal é uma das medidas mais importantes que você pode adotar para manter de seus dentes e gengivas em ordem. Dentes saudáveis não só contribuem para que você tenha uma boa aparência, mas são também importantes para que você possa falar bem e mastigar corretamente os alimentos. Manter uma boca saudável é importante para o bem-estar geral das pessoas. Os cuidados diários preventivos, tais como uma boa escovação e o uso correto do fio dental, ajudam a evitar que os problemas dentários se tornem mais graves. Devemos ter em mente que a prevenção é a maneira mais econômica, menos dolorida e menos preocupante de se cuidar da saúde bucal e que ao se fazer prevenção estamos evitando o tratamento de problemas que se tornariam graves. Existem algumas medidas muito simples que cada um de nós pode tomar para diminuir significativamente o risco do desenvolvimento de cárie, gengivite e outros problemas bucais.
· Escovar bem os dentes e usar o fio dental diariamente.
· Ingerir alimentos balanceados e evitar comer entre as principais refeições.
· Usar produtos de higiene bucal, inclusive creme dental, que contenham flúor.
· Usar enxaguante bucal com flúor, se seu dentista recomendar.
· Garantir que as crianças abaixo de 12 anos tomem água potável fluoretada ou suplementos de flúor, se habitarem regiões onde não haja flúor na água.





METODOLOGIA:
(TÉCNICAS E RECURSOS)

Eis aqui algumas informações que facilitarão o trabalho realizado com os alunos. São informações variadas, enfocando sempre a prática da higiene bucal. Vale lembrar que, nós, educadores, somos o exemplo vivo para os alunos, portanto, assim como orientá-los, devemos praticar corretamente as normas de higiene.
Antes de desenvolver o projeto serão feitos questionamentos aos alunos:
- Levar o aluno a refletir e questionar sobre suas atitudes higiênicas.
- O que posso fazer para conservar minha boca limpa?
- Que cuidados deverei ter com dentes?
- Qual a melhor maneira de limpa os dentes?
- Como devo conservar os meus dentes? Por quê?
Atividades a serem desenvolvidas durante o projeto:
- Contato com diversos tipos de textos referentes ao tema como: poemas, textos informativos, advinhas, quadrinhas e histórias;
- Cruzadinhas, labirintos e caça-palavras;- Contação de histórias com fantoches;- Atividades de escrita de pequenos textos pelos alunos, (orientação da escrita na linha, margem, pontuação e outros); - Leitura pelos alunos de pequenos textos;
- - Relatório oral e através de desenhos sobre os temas trabalhados;
- Brincadeiras cantadas e de movimento no pátio, para desenvolvimento de alguns aspectos da psicomotricidade que necessitam ser trabalhados.
Atividades que serão desenvolvidas com maior ênfase:
Texto:
Dentes
Existe uma íntima relação entre dentes bem cuidados e boa saúde. A pessoa com dentes estragados não mastiga direito; a qualquer momento pode sofrer violentas dores; e existe sempre o perigo de doenças muito sérias, que a cárie é o resultado da ação dos micróbios sobre restos de alimentos retidos entre os dentes. Portanto, a limpeza correta dos dentes impede a formação das cáries. É importante mostrar aos alunos que os dentes de leite devem ser cuidados da mesma forma que os dentes permanentes. Existe a necessidade de se criarem bons hábitos higiênicos, pelo fato de que o dente de leite estragado pode prejudicar os novos dentes que virão.



Será dialética priorizando em todos os momentos o diálogo, pelo qual far-se-á uma retomada de conhecimentos já trazidos pelos alunos sendo desenvolvida através de:

- Diálogos.
. Entrevistas com dentistas.
. Relatórios.
. Confecção de murais, desenhos.
. Confecção de móbiles.
. Jogos Pedagógicos, ortográficos, matemáticos e de recreação.
- Filmes.
- Teatro.
. Músicas, dramatizações.
. Poesias.
. Pesquisas.
. Calendário.
. Álbum.
. Labirinto.
. Cruzadinhas.
. Parlendas.
. Atividades de Matemática (Peso).
. Adivinhas.
. Versinhos.
. Dramatização com fantoches.
. Excursões.
. Rótulos.
. Atividades com jornais e revistas.
. Atividades de Português.
. Atividades de Matemática.
. Atividades de Ciências.
. Experimento.
. Histórias dramatizadas com relax.
. Caixinhas surpresas.
. BINGO
.Víspora
. Sacola ortográfica
. Corrida de carros
. Soletrando.
.Trabalhos em grande grupo.
. Trabalhos em pequenos grupos.
. Motricidade ampla e fina.
.Gincana envolvendo alunos com atividades para higiene bucal.
.Teatro elaborado pelas próprias crianças com assunto voltado para melhor conscientização da higiene.
.Apresentação musical.
.Palestra envolvendo pais.
. Cabeleireiros voluntários para prestar serviços.
. Seminários, peças teatrais, murais e outros meios que incentivem, esclareçam e conscientizem a respeito da higiene.


.
Assistir ao vídeo "Ratinho Escovando os Dentes"
http://br.youtube.com/watch?v=z1AW2hj65Z…-Confecção de uma boca (use caixa de leite para fazer a boca e grãos de canjica para fazer os dentes)- Conversa sobre o que as crianças sabem sobre higiene bucal- Escovação diária após o lanche (seria interessante que a professora escovasse os dentes junto com as crianças)-Confecção de "jogo de trilha": esse jogo é aquele em que as crianças jogam um dado e avança nas "casinhas" de acordo com a quantidade indicada no dado. Nas "casas" coloque indicações como "Você está comendo muito doce. Volte 3 casas" ou "Parabéns! Você escovou os dentes antes de dormir. Avance 2 casas"- Teatro de fantoches com os itens utilizados na escovação ressaltando a importância da higiene bucal

Marque um dia e peça que os alunos tragam de casa gravuras, notícias, fotos sobre higiene bucal. Diga que vocês irão começar a fazer um projeto sobra saúde bucal e conte um pouco sobre o assunto. Compre cartolinas, E.V.A colorido, papel manilha, o quê achar melhor. Compre também durex colorido, glitter, purpurina, lantejoula, canetas esferográficas, etc e leve no dia marcado.Lá coloque o nome do aluno em cada matéria que ele trouxe de casa. Recolha e diga que na próxima aula irá começar a montar o trabalho e que ninguém poderá faltar. Leve os meteriais que foram trazidos pelos alunos e leia tudo atenciosamente (as crianças costumam não ler todo o texto). Escolha as gravuras, noticias mais importantes. No dia de fazer o cartaz mostre aos alunos o quê foi escolhido para montar o cartaz. Escolha o título do projeto, cole cartaz em toda a escola com avisos: Escove sempre os dentes! Essas coisinhas. Depois você pode fazer a prática, péça aos alunos trazerem de casa escovas de dente e creme dental. Lembre a eles que não deverão serem trazidos para escola as escovas e creme dentais que eles usaam. Fale a eles para pedir aos pais que combre uma nova escova e um creme dental. Peça para trazerem para a escola e guarde tudo em uma caixa com nome, coloque nome também nas escovas e cremes dentais de cada alunos. Assim você pode chamar a turma para escovar os dentes na hora de sua aula, para eles experimentarem e aprender a escovar corretamente os dentes. Se possível peça a escola para marcar uma palestra com algum dentista. Isso facilitará melhor o projeto.


Leve rótulos de diversas marcas de creme dental e mostre pra turma, perguntando pra que servem. Monte um boneco (apenas a cabeça, de forma que a boca possa ser aberta - vc pode colar grãos de canjica para fazer os dentes dele) e mostre para a classe. Peça para darem um nome para ele e invente uma história dizendo que ele precisa aprender a escovar melhor os dentes. A partir disso, vc irá ensinar a maneira correta de fazer a escovação, explique sobre a cárie e a importância do fio dental. Crie um cartaz coletivo, com recortes de objetos usados na higiene bucal. Vc também pode entregar uma folha com situações diversas e pedir para circularem qual desenho mostra formas de prevenir as cáries. Trabalhe sempre com o concreto antes de ir para o abstrato. Por fim, proponha um dia de escovação, onde cada criança levará sua escova para finalizar a atividade.

Fale sobre Higiene, de forma geral e não apenas de Higiene Bucal...!- Inicie a aula abordando o tema;- Promova um debate sobre os Hábitos de Higiene que devemos ter com o nosso corpo, de uma forma geral;- Leve objetos inerentes àquela prática para a aula... Pro exemplo, escova, creme dental, fio dental, etc. - Mostre figuras de pessoas escovando dentes, lavando as mãos, etc...
NOTA: Encontre as figuras aqui...
http://www.fotosearch.com.br/results.asp…- Conte Histórias ou "passe" desenhos animados...DICAS: http://www.youtube.com/watch?v=WJEjEuHBW…http://www.youtube.com/watch?v=lJ0-z5TAY…http://br.youtube.com/watch?v=0GiCD5TIOB… (Está em Espanhol, mas você poderá utilizar as imagens...)http://br.youtube.com/watch?v=DfECFbeOjD…http://br.youtube.com/watch?v=E--uXHME7F…http://br.youtube.com/watch?v=8dDMxT43QR…NOTA: Para salvá-los para o seu computador você precisará de um programa chamado "VDownloader"... Entre em contato comigo que lhe explico como baixá-lo... Não se preocupe que eu não "cobro" por isto, certo? - E por último, desenho com tinta guache e pincel!

A Dra. Larissa da Fontoura Acosta conta porque perdemos os dentes de leite e como nascem outros em seus lugares, e, sobretudo, incentiva as crianças a visitar o dentista duas vezes por ano. Foi montado um consultório, com cadeira reclinável para facilitar o exame, e também há uma exposição dos instrumentos utilizados num consultório dentário, para que as crianças aprendam e percam o receio de ir ao dentista.Montamos um escovódromo com as várias etapas da escovação. As crianças, após escovarem os dentes, podem fazer o mesmo com alguns bichinhos bastante conhecidos delas, como o Tigrão e o Bisonho, da turma do ursinho Pooh. Também fazem a escovação numa arcada dentária gigante, e podem, assim, entender melhor todo esse processo.Foi fundado o Clube dos Banguelas. A criança poderá entrar para o clube quando seu primeiro dentinho cair. Terá que fazer um relato contando em que condições isso aconteceu e o que fez com o dente depois. Assim, receberá sua carteirinha e passará a fazer parte desse divertido clube.

Neste sentido, o Projeto realiza apresentações em Congressos, Jornadas e Campanhas de saúde, buscando a inter-relação da Odontologia com as demais áreas afins, com o intuito de otimizar a promoção de saúde. Interage com a população por meio de campanhas, palestras, distribuição de folders, informativos, além de orientar de, forma direta, os pacientes e familiares que procuram o atendimento odontológico do Projeto.
Como prevenir os traumatismos dentários?
· Nas práticas esportivas como futebol, jiu-jitsu, karatê: usar protetor bucal.
· No ciclismo: usar protetor bucal e evitar terrenos acidentados.
· No skate, patins: usar o protetor bucal, andar em superfícies planas, não empurrar quem estiver de patins e colocar fita antiderrapante no skate.
· Em árvores: não subir quando estiverem molhadas e sempre apoiar bem as mãos e os pés ao subir.
· No balanço: permanecer sentado e não pular quando estiver em movimento.
· Nos bebedouros: não assustar nem empurrar quem estiver bebendo água.
· Nas piscinas: não correr nem empurrar ninguém nas bordas da piscina.

Neste sentido, o Projeto realiza apresentações em Congressos, Jornadas e Campanhas de saúde, buscando a inter-relação da Odontologia com as demais áreas afins, com o intuito de otimizar a promoção de saúde. Interage com a população por meio de campanhas, palestras, distribuição de folders, informativos, além de orientar de, forma direta, os pacientes e familiares que procuram o atendimento odontológico do Projeto.



AVALIAÇÃO:

A avaliação será feita através da observação direta, acompanhamento diário, da participação e interesse do aluno, de conversa, diálogo, participação de todos e se os alunos começarem a mudar seus hábitos diários de higiene desenvolvidos no projeto, buscando sempre acompanhar o processo de construção do conhecimento, possibilitando ao professor e aos alunos repensarem suas práticas e buscarem novas alternativas.

Por meio da compreensão das funções dos amigos da higiene e a necessidade de usá-los diariamente através da observação da mudança de comportamento

Instrumentos: Serão utilizados os trabalhos realizados durante o projeto, com os critérios de avaliação da escola.

Percebendo que a higiene bucal é de suma importância, portanto, através desse projeto, queremos que nossos alunos sejam beneficiados, orientados e alertados da necessidade do cuidado dos dentes.É um assunto abrangente, e faz-se necessário um trabalho contínuo, sempre voltado para o fator limpeza.
A proposta é mostrar ao aluno que seu corpo "é fonte de vida" e que merece carinho e cuidados especiais.


ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PROJETO

Será feito através de estudos, reuniões com a participação efetiva de todosos participantes e voluntários.
Todos os resultados e avaliações serão feitas através de: relatórios, apostilas, gráficos, etc.
Resultados Esperados (mensuráveis):


Estima-se que haja um maior envolvimento dos familiares e dos alunos na
questão de prevenção da saúde bucal, diminuindo os problemas de cáries,
gengivites, dores de dente, placa bacteriana, periodontite, formação de tártaro e
outros, e que este aprendizado tenha continuidade nos lares dos alunos, trazendo
benefícios não só para eles, mas para todos os familiares e pessoas envolvidas.
Espera-se também que seja dada devida importância no uso de escovas
adaptadas para pessoas especiais, para que os efeitos da escovação sejam mais
eficazes.
Cooperação e envolvimento dos voluntários, especialmente ligados á área da
Saúde bucal.
Engajamento dos Educadores, dando ênfase às orientações que forem
passadas, através de atividades variadas que possa trazer fortalecimento á
campanha.
Trabalho cooperativo de todos os envolvidos para que o objetivo principal que
é a saúde bucal seja atingido, enfatizando que estas informações e orientações são
direito de todo o cidadão.
Mudança de comportamento em relação a hábitos saudáveis de higiene, alimentação e uso correto da escova.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:



1. Bastos, J.R.M.; Lopes, E.S. (1984) Dentifrícios: cosméticos
e terapêuticos. Bauru, FOB-USP. Série Publicações
Científicas n° 001/84.
2. Brasil (1988) Ministério da Saúde. Secretaria Nacional
de Programas Especiais de Saúde. Divisão Nacional
de Saúde Bucal. Levantamento epidemiológico
em Saúde Bucal: Brasil, Zona Urbana, 1986. Brasília,
CD-MS.
3.Brasil (1998) Ministério da Saúde. Mais saúde no
sorriso das crianças. Saúde Informe, n° 72, nov.
4.CFO (1997) Decide impedir criação de novos cursos
de odontologia. Jornal da ABO Nacional 46, 5,
mar/abr.
5. Chaves, M.M. (1986) Odontologia social. 3a ed. Rio
de Janeiro, Artes Médicas.
6. Conselho Federal de Odontologia (1982) Relatório
1981. Rio de Janeiro, CFO.
7.Cury, J.A. (1996) Dentifrícios fluoretados no Brasil.
Jornal da ABOPREV 7, mai/jun.
28 Narvai et al. Odontologia e Sociedade
Figura 4. Composição percentual do índice CPO-D aos 12 anos de idade.
Brasil, 1980-1996.

domingo, 13 de setembro de 2009

Oração

Que eu continue a acreditar no outro mesmo sabendo de alguns valores tão esquisitos que permeiam o mundo:Que eu continue otimista, mesmo sabendo que o futuro que nos espera nem sempre é tão alegre:Que eu continue com a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muito momentos, uma lição difícil de ser aprendida:Que eu permaneça com a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que com as voltas do mundo, eles vão indo embora de nossas vidas:Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, sentir, entender ou utilizar esta ajuda:Que eu mantenha meu equilíbrio, mesmo sabendo que os desafios são inúmeros ao longo do caminho:Que eu exteriorize a vontade de amar, entendendo que amar não é sentimento de posse, é sentimento de doação:Que eu sustente a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo, escurecem meus olhos:Que eu retroalimente minha garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes tão fortes quanto o Sucesso e a Alegria:Que eu atenda sempre mais a minha intuição, que sinaliza o que de mais autêntico possuo:Que eu manifeste o amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exige muito para manter sua harmonia:Que eu acalente a vontade de ser grande, mesmo sabendo que minha parcela de contribuição no mundo é pequena:E, acima de tudo...Que eu lembre sempre que todos nós fazemos parte desta maravilhosa teia chamada Vida, criada por Alguém bem superior a todos nós!E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós!(autor desconhecido)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Missão Nova Vida



Espalhar o evangelho da água (
batismo de Jesus) e o Espírito que capacita as pessoas a resolverem seus problemas de pecados baseado na pura Palavra de Deus revelada na Bíblia, a Missão Nova Vida tem traduzido e publicado livros Cristãos grátis em vários idiomas.
Embora há muitos Cristãos hoje, vemos que muitos deles só vão à igreja aos Domingos, e isto não aclara o padrão e a Palavra de salvação não é achada em os seus corações. Mas Jesus disse, "Bem seguramente, digo a você, a menos que uma pessoa nasça da água e do Espírito, ele não pode entrar o reino de Deus" (João 3:5).
O que
é nascer novamente aqui? Nascer novamente não é só desistir de uma vida pecaminosa e começar uma nova vida depois que acreditar em Jesus, como a maioria das pessoas pensam. Embora isto seria bom, isto em si não faz nascer novamente, nem terá como salvar. Quando a Bíblia conta-nos que nós devemos nascer novamente da água e do Espírito, significa que os "pecadores devem arrepender-se, devem acreditar no batismo de Jesus e no sangue da Cruz, e assim receber a remissão dos pecados nos seus corações e torna-se justo " Em outras palavras, significa nascer de cima. Isto não é uma mudança que vem do ser humano, mas é uma transformação que vem de Deus.
Em 1João 5:6-7, a Bíblia diz, "Ele é quem adquiriu água e sangue - Jesus Cristo; não só por água, mas por água e sangue. E é o Espírito é o que testemunha, porque o Espírito é a verdade. Há três testemunhas no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um "veio a esta terra por água e por sangue. Jesus nasceu encarnado no corpo da Virgem Maria na carne de homem, e quando completou 30, foi batizado por
João Batista no Rio Jordão. O trabalho de salvação que nos faz nascer novamente da água e do Espírito começou com o nascimento de Jesus, e pelo modo como lavou os pecados do mundo por receber Seu batismo de João Batista, o representante da humanidade, no Rio Jordão.
Sabemos muito bem que Jesus foi condenado em nosso lugar por derramar Seu sangue na
Cruz. Mas por quê Jesus, o próprio Deus em pecados, teve que suportar esta condenação na Cruz? Há causas e efeitos em todas coisas. Que Jesus morreu na Cruz para nossos pecados muito proximamente está relacionado ao acontecimento de Seu batismo, quando foi batizado por João Batista no Rio Jordão, era uma forma de nos colocar em suas mãos. O Apóstolo Pedro disse em 1 Pedro 3:21 que aquele batismo é um modelo que nos salva. Isso significa que Jesus veio pelo batismo e pela cruz.
No
batismo de Jesus está escondido o mistério da remissão dos pecados, o mistério do nascer da água e do Espírito. Se, apesar disso, nós quisermos ignorar este batismo de Jesus e não acreditar nele, então nós nos estaremos traindo e nos afastando de Deus e abandonando a própria salvação. Os livros Cristãos grátis da Missão Nova Vida proporcionam uma explicação clara do padrão de salvação por estarem em fundações bíblicas, sólidas e completas, e eles endereçam os conceitos básicos de salvação como uma pessoa pode nascer novamente da água e do Espírito. Para mais detalhes, nós encorajamos nossos visitantes a ler os livros Cristãos grátis que nós proporcionamos em formato imprimido ou eletrônico.

Leis Espirituais

1. PRIMEIRA LEI
DEUS TE AMA, E TEM UM PLANO MARAVILHOSO PARA A SUA VIDA. O AMOR DE DEUS"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigénito, para que todo o que nele cré não pereça, mas tenha a vida eterna"(João 3:16). O PLANO DE DEUS Cristo afirma: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (uma vida plena e com propósito) (João 10:10). Por que é que a maioria das pessoas não conhecem essa "vida em abundância"?

2. SEGUNDA LEI
O HOMEM É PECADOR E ESTÁ SEPARADO DE DEUS; POR ISSO NÃO PODE CONHECER NEM EXPERIMENTAR O AMOR E O PLANO DE DEUS PARA A SUA VIDA.
O HOMEM É PECADOR "Pois todos pecaram e separados estão da glória de Deus" (Romanos 3:23). O homem foi criado para ter um relacionamento perfeito com Deus, mas por causa da sua desobediência e rebelião, escolheu seguir o seu próprio caminho, e o relacionamento com Deus desfez-se. O pecado é um estado de indiferença do homem para com Deus.
O HOMEM ESTÁ SEPARADO "Porque o salário do pecado é a morte" (separação espiritual de Deus) (Romanos 6:23).

Deus é santo e o homem é pecador. Um grande abismo separa-os. Mas o homem sente que lhe falta algo, tem um vazio e está continuamente a procurar alcançar Deus e a vida abundante, através dos seus próprios esforços: vida recta, boa moral, filosofia, etc. A Terceira Lei oferece-nos a única resposta para o problema da separação...

3. TERCEIRA LEI
JESUS CRISTO É A ÚNICA SALVAÇÃO DE DEUS PARA O PECADO DO HOMEM. POR MEIO DELE VOCÊ PODE CONHECER O AMOR E O PLANO DE DEUS PARA A SUA VIDA. ELE MORREU EM NOSSO LUGAR "Mas Deus prova o seu próprio amor para connosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8). ELE RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS "Cristo morreu pelos nossos pecados... foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras."
(I Coríntios 15:3,4).
ELE É O ÚNICO CAMINHORespondeu-lhe Jesus: "Eu sou o caminho e a verdade, e a vida: ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6).

Deus ligou o abismo que nos separa dele, ao enviar o seu Filho, Jesus Cristo, para morrer na cruz em nosso lugar. Não é suficiente conhecer estas três leis...

4. QUARTA LEI
PRECISAMOS RECEBER JESUS CRISTO COMO SALVADOR E SENHOR, POR MEIO DE UM CONVITE PESSOAL. SÓ ENTÃO PODEREMOS CONHECER E EXPERIMENTAR O AMOR E O PLANO DE DEUS PARA A NOSSA VIDA. PRECISAMOS RECEBER CRISTO "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber; aos que crêem no seu nome" (João 1:12) RECEBEMOS CRISTO PELA FÉ "Porque pela graça sois salvos; mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9). RECEBEMOS CRISTO POR MEIO DE UM CONVITE PESSOAL Cristo afirma: "Eis que estou à porta, e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa" (Apocalipse 3:20) Receber Cristo implica num desejo de mudança de vida, uma nova atitude para com Deus, é deixar de confiar em nossos próprios esforços, creando que Cristo, ao entrar em nossos vidas faz de nos aquilo que Ele quer que sejamos.
Estes dois círculos representam dois tipos de vida:

Qual dos dois círculos representa a sua vida? Qual deles desejaria que representasse sua vida?
Eu gostaria de explicar-lhe como pode receber Cristo.
VOCÊ PODE RECEBER A CRISTO AGORA MESMO EM ORAÇÃO(Orar é falar com Deus) Deus conhece o seu coração e está mais interessado na atitude do seu coração do que nas suas palavras. A oração seguinte serve como exemplo:"Senhor Jesus, eu preciso de ti. Abro a porta da minha vida e recebo-te como meu Salvador e Senhor. Toma conta da minha vida. Agradeço-te porque perdoas os meus pecados e aceitas-me como sou. Desejo estar dentro do teu propósito para minha vida". Esta oração expressa o desejo do seu coração?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Oração pela Paz

Senhor,
Ó Deus, sois o único Senhor de nossa vida, de nosso coração e de nosso destino. Libertai-nos dos falsos senhores que nos iludem com suas promessas, pois não trazem nem vida nem paz. Dai-nos força para resistir e para buscar a paz através da justiça e do serviço humilde a todos. Amém
Fazei-me um instrumento de vossa paz
Senhor, fazei-nos instrumento de vossa paz na medida em que procurarmos viver em paz com nós mesmos, com a comunidade mais próxima, com a sociedade desigual e no meio dos priores conflitos. Que possamos nos esforçar para suportar tensões e contradições, buscando manter comunhão com todas as criaturas e tornando visível a vossa paz. Amém
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Senhor, onde houver ódio, que eu leve o amor. Fazei que desentranhemos de nós o amor escondido sob as cinzas de ódios secretos. Que nosso amor aos outros suscite o amor escondido neles, capaz de transformar o ódio. Fazei que o amor incendeie nossos corações, irradie em nossas atitudes e se realize em nossas ações, para que o ódio não tenha mais lugar dentro de nós. Amém.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Senhor, onde houver ofensa, que eu leve o perdão. No dia em que fizerdes o balanço de nossa história, perdoai os que ofenderam e humilharam nossos irmãos e irmãs, pois eles também são vossos filhos e filhas. Mas dai-nos força para nunca fazermos o que eles fizeram. Antes tornai-nos seres de solidariedade, de compaixão e de amor ilimitado. Amém
Onde houver discórdia, que eu leve união
Onde há discórdia, que eu leve a união. Dai-nos sede de justiça, de compreensão e de tolerância para convivermos jovialmente uns com os outros. Dai-nos um coração que sinta o pulsar do coração do universo e de cada criatura, sintonizando com o vosso coração divino que tudo une, tudo diversifica e tudo faz convergir. Amém
Onde houver dúvida, que eu leve a fé
Senhor, onde houver dúvida, que eu leve a fé. Não deixeis que a dúvida apague as estrelas-guias que iluminam nossa caminhada. Dai-nos a fé-confiança que nos coloca em vossas mãos. Concedei-nos a fé-crença em vosso desígnio que nos quer reunidos em vosso reino junto com toda a criação. Amém
Onde houver erro, que eu leve a verdade
Senhor, onde houver erro, que eu leve a verdade. Fazei-nos corajosos na descoberta de nossos erros, especialmente daqueles que encobrem vossa presença em todas as coisas. Que a verdade brilhe por nossas palavras sinceras, por nossos gestos humanizadores, por nossas intenções puras e por nossa busca permanente de fidelidade à verdade. Nunca permitais que oprimamos os outros em nome da verdade religiosa. Amém
Onde houver desespero, que eu leve esperança
Senhor, onde houver desespero, que eu leve a esperança. Que eu seja solidário na luta dos que buscam a justiça. Que saiba criar uma atmosfera de confiança ilimitada no vosso misterioso projeto de amor. Que tenha palavras inspiradas para suscitar a esperança inarredável de vivermos para sempre em vossa casa com todos os que precederam na história. Amém
Onde houver tristeza, que eu leve alegria
Senhor, onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Fazei que a minha alegria nasça da compaixão sincera pelos que sofrem, da solidariedade verdadeira com os injustiçados e de minha própria conversão à fraternidade universal. Amém
Onde houver trevas, que eu leve a luz
Senhor, onde houver trevas, que eu leve a luz. Vós sois a luz verdadeira que ilumina cada pessoa que vem a este mundo. Fazei que eu possa, por palavras inspiradas, por gestos consoladores e por um coração caloroso, dissipar as trevas humanas para que vossa luz nos mostre o caminho e trazer alegria à vida. Amém
Ó Mestre,
Ó Mestre, fazei que em nosso interior ressoe vossa sabedoria e o exemplo de vossa coerência até a morte. Que sejamos vossos discípulos fiéis na medida em que realizarmos o que nos ensinais para sermos verdadeiramente instrumentos de amor e de paz. Amém
Fazei que eu procure mais consolar, do que ser consolado
Ó Mestre, que eu possa sair da minha própria dor para escutar o grito de quem sofre ao meu lado. Que tenha palavras que consolem e gestos que criem serenidade, entrega confiante e paz profunda. Amém
Fazei que eu procure mais compreender, do que ser compreendido
Fazei que consiga acolher o outro assim como é. Só assim o compreenderei como quero ser compreendido. Concedei-me ver o menor sinal de verdade, de bondade e de amor no outro para reforçá-lo e permitir que venha à plena luz. Amém
Fazei que eu procure mais amar, que ser amado
Ó Mestre, que eu acolha com generosidade e alegria o amor que me é dado, mas que me empenhe sobretudo em fazer com que os que me cercam se sintam amados. Fazei que nos sintamos amados por Vós para experimentarmos a suprema felicidade concedida nesta vida. Amém
Pois é dando que se recebe,
Ó Mestre, fazei-nos entender que dando generosa e gratuitamente receberemos também com superabundância tudo o que precisamos. Que possamos orientar nossa vida pela generosidade que nos devolverá sempre mais compreensão, mais acolhida e mais amor. Amém
É perdoando que se é perdoado
Ó mestre, muitas vezes e de muitos modos nos perdoastes ilimitadamente, como uma Mãe amorosa perdoa um filho. Fazei que perdoemos também nós a quem nos tem ofendido. E que nunca deixemos de crer na generosidade do coração, capaz de perdoar mesmo quando injustamente ferido por muitas ofensas. Amém
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
Ó mestre, ensinai-nos a viver de tal forma que acolhamos a morte como amiga e irmã. Ela não nos tira a vida, mas nos conduz à fonte de toda vida. Que possamos perceber na vida terrena o começo da vida celestial e eterna. Amém...

Oração para a família

Oração para a família Problemas no relacionamento familiarSenhor, concedei a mim e família, a graça de Vos buscar antes de todas as coisas, pois somente assim poderemos viver na unidade. Vinde com Vosso Espírito sobre meu lar e removei os problemas que em nós existam: males do corpo, da alma, do espírito, do coração. Que ajamos como se tudo dependesse de nós, mas certos de que somente por Vossa graça poderemos - mesmo em meio a sofrimentos, permanecer na Vossa paz. Que sejamos profundamente amigos, ajudemo-nos mutuamente a crescer na prática da fé e reavivemos sempre mais o amor que selamos diante de Vós, num compromisso sagrado e para sempre. Nada mais angustiante para os coraçõezinhos das crianças do que a insegurança diante de um pai e uma mãe, a quem tanto amam, discutindo, ofendendo-se mutuamente. Dai-nos saber amar profundamente, como amastes e amais Vossa Igreja. Que nos lembremos que o maior presente que nossos filhos podem receber, é o amor que exista entre nós, seus pais. Vinde, Senhor Jesus, restaurai minha família e as famílias do mundo inteiro. Amém. Proteção à família Autor: Padre Marcelo RossiSenhor Jesus Cristo, eu (nome completo) coloco a minha casa, a minha família (coloque o primeiro nome de cada familiar), todos os que moram comigo, sob a proteção do vosso sangue precioso.Protegei esta casa de assaltos, incêndio, violência, calúnia, difamação, maldição, pragas, mau olhado e todo mal.Qualquer pessoa que tenha má intenção, maldade, não consiga permanecer nesta casa nem passe por esta porta, em que entronizo esta oração.E assim como lemos no livro do Êxodo capítulo 12 (quando o senhor protegeu as casas dos israelitas), que minha casa, por meio desta oração de proteção, seja marcada com o sangue do Senhor Jesus Cristo, sinal de proteção contra todo e qualquer tipo de flagelo.Invoco a intercessão especial da Virgem Maria e de São Miguel Arcanjo confirmando esta oração.Enfim, esta porta e toda a minha casa sejam seladas, marcadas e protegidas no sangue libertador de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Frases de Honoré de Balzac

Frases de Honoré de BalzacVeja também Pensamentos de Honoré de Balzac
A infelicidade tem isto de bom: faz-nos conhecer os verdadeiros amigos.( Frases e Pensamentos de Honoré de Balzac)
Oito dias com febre! Poderia ter escrito mais um livro.( Frases e Pensamentos de Honoré de Balzac)
A duração da paixão é proporcional à resistência original da mulher.( Frases e Pensamentos de Honoré de Balzac)
A administração é a arte de aplicar as leis sem lesar os interesses ( HONORÉ DE BALZAC )
A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais ( HONORÉ DE BALZAC )
A chave de todas as ciências é inegavelmente o ponto de interrogação ( HONORÉ DE BALZAC )
A dor enobrece as pessoas mais vulgares, porque ela tem a sua grandeza, e, para receber o seu brilho, basta ser verdadeira ( HONORÉ DE BALZAC )
A dor é como uma dessas varetas de ferro que os escultores enfiam no meio do barro, ela sustém, é uma força! ( HONORÉ DE BALZAC )
A educação pública nunca resolve o difícil problema do desenvolvimento simultâneo do corpo e da inteligência ( HONORÉ DE BALZAC )
A estupidez tem duas maneiras de ser: ou se cala ou fala. A estupidez muda é suportável. ( HONORÉ DE BALZAC )
A glória é um veneno que se deve tomar em pequenas doses ( HONORÉ DE BALZAC )
A necessidade é com frequência a espora do génio ( HONORÉ DE BALZAC )
A verdade literária nunca poderá ser a verdade da natureza ( HONORÉ DE BALZAC )
A vontade pode e deve ser um motivo de orgulho superior ao talento ( HONORÉ DE BALZAC )
Apenas um homem de génio ou um intriguista se atrevem a dizer: «Fiz mal». O interesse e o talento são os únicos conselheiros conscenciosos e lúcidos ( HONORÉ DE BALZAC )
As pessoas importantes fazem sempre mal em se divertir à custa dos inferiores. A troça é um jogo, e o jogo pressupõe a igualdade ( HONORÉ DE BALZAC )
As tias, as mães e as irmãs têm uma jurisprudência particular com os seus sobrinhos, os seus filhos e os seus irmãos ( HONORÉ DE BALZAC )
Censuram-se severamente defeitos à virtude, ao passo que se não poupa indulgência para as qualidades do vício ( HONORÉ DE BALZAC )
Considero a família e não o indivíduo como o verdadeiro elemento social (arriscando-me a ser julgado como espírito retrógrado) ( HONORÉ DE BALZAC )
Deus é o poeta, os homens são apenas os actores ( HONORÉ DE BALZAC )
Esse privilégio de sentir-se em casa em qualquer lugar pertence apenas aos reis, às prostitutas e aos ladrões ( HONORÉ DE BALZAC )
Estamos habituados a julgar os outros por nós próprios, e se os absolvemos complacentemente dos nossos defeitos, condenamo-los com severidade por não terem as nossas qualidades ( HONORÉ DE BALZAC )
Frequentemente tive a ocasião de observar que quando a beneficência não prejudica o benfeitor, mata o beneficiado ( HONORÉ DE BALZAC )
Instruída, a virtude calcula tão bem como o vício ( HONORÉ DE BALZAC )
Muitos homens têm um orgulho que os leva a ocultar os seus combates e apenas a mostrarem-se vitoriosos ( HONORÉ DE BALZAC )
Na vida de um homem não há dois momentos de prazer parecidos, tal como não há duas folhas na mesma árvore exactamente iguais ( HONORÉ DE BALZAC )
Nas grandes crises, o coração parte-se ou endurece ( HONORÉ DE BALZAC )
Ninguém ousa dizer adeus aos seus próprios hábitos. Muitos suicidas detiveram-se no limiar da morte ao pensar no café onde vão todas as noites jogar a sua partida de dominó ( HONORÉ DE BALZAC )
Nunca a polícia terá espiões comparáveis aos que se colocam ao serviço do ódio ( HONORÉ DE BALZAC )
Nunca comeces o casamento por uma violação ( HONORÉ DE BALZAC )
Não haverá, entre um espírito que abarrota de invenções alheias e outro que inventa por si próprio, a mesma diferença que vai de um recipiente que se enche de água à fonte que a fornece ? ( HONORÉ DE BALZAC )
Não há dor que o sono não possa vencer ( HONORÉ DE BALZAC )
O acaso é o maior romancista do mundo; para se ser fecundo, basta estudá-lo ( HONORÉ DE BALZAC )
O amor é a poesia dos sentidos. Ou é sublime, ou não existe. Quando existe, existe para sempre e vai crescendo dia a dia ( HONORÉ DE BALZAC )
O amor é a única paixão que não admite nem passado nem futuro ( HONORÉ DE BALZAC )
O casamento deve combater incessantemente um monstro que devora tudo: o hábito ( HONORÉ DE BALZAC )
O ciúme é a única paixão que os homens perdoam ao belo sexo, porque os lisonjeia ( HONORÉ DE BALZAC )
O coração das mães é um abismo no fundo do qual se encontra sempre um perdão ( HONORÉ DE BALZAC )
O dinheiro só é poder quando existente em quantidades desproporcionadas ( HONORÉ DE BALZAC )
O homem morre a primeira vez quando perde o entusiasmo ( HONORÉ DE BALZAC )
O homem não é bom nem mau, nasce com instintos e aptidões ( HONORÉ DE BALZAC )
O interesse e o talento são os únicos conselheiros conscientes e lúcidos ( HONORÉ DE BALZAC )
O mal do nosso tempo é a superioridade. Há mais santos do que nichos ( HONORÉ DE BALZAC )
O poder deixa-nos tal como somos e apenas engrandece os grandes ( HONORÉ DE BALZAC )
O remorso é uma impotência, ele voltará a cometer o mesmo pecado. Apenas o arrependimento é uma força que põe termo a tudo ( HONORÉ DE BALZAC )
O sentimento que o homem suporta com mais dificuldade é a piedade, principalmente quando a merece. O ódio é um tónico, faz viver, inspira vingança; mas a piedade mata, enfraquece ainda mais a nossa fraqueza ( HONORÉ DE BALZAC )
O tempo é o único capital das pessoas que têm como fortuna apenas a sua inteligência ( HONORÉ DE BALZAC )
O verdadeiro amor, como se sabe, é impiedoso ( HONORÉ DE BALZAC )
O ódio sem desejo de vingança é um grão caído sobre o granito ( HONORÉ DE BALZAC )
O ódio, tal como o amor, alimenta-se com as menores coisas, tudo lhe cai bem. Assim como a pessoa amada não pode fazer nenhum mal, a pessoa odiada não pode fazer nenhum bem ( HONORÉ DE BALZAC )
Os homens estimam-vos conforme a vossa utilidade, sem terem em conta o vosso valor ( HONORÉ DE BALZAC )
Os negócios não assentam nos sentimentos ( HONORÉ DE BALZAC )
Os pais devem dar sempre para serem felizes. Dar sempre é o que faz que sejamos pais ( HONORÉ DE BALZAC )
Os pintores só devem meditar com os pincéis na mão ( HONORÉ DE BALZAC )
Os pintores só devem pintar com os pincéis na mão ( HONORÉ DE BALZAC )
Os ricos pretendem não se admirar com nada, e reconhecem, à primeira vista, numa obra bela o defeito que os dispensará da admiração, um sentimento vulgar ( HONORÉ DE BALZAC )
Para não corar diante da sua vítima, o homem, que começou por feri-la, mata-a ( HONORÉ DE BALZAC )
Pode-se perdoar, mas esquecer, isso, é impossível ( HONORÉ DE BALZAC )
Por detrás de uma grande fortuna há um crime ( HONORÉ DE BALZAC )
Seja no que for, apenas poderemos ser julgados pelos nossos pares ( HONORÉ DE BALZAC )
Talvez o amor seja apenas o reconhecimento do prazer ( HONORÉ DE BALZAC )
Um marido, como um governo, nunca deve confessar os seus erros ( HONORÉ DE BALZAC )
É mais fácil ser-se amante que marido, pela simples razão de que é mais difícil ter espírito todos os dias do que dizer coisas bonitas de quando em quando ( HONORÉ DE BALZAC )
É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música ( HONORÉ DE BALZAC )
É tão natural destruir o que não se pode possuir, negar o que não se compreende, insultar o que se inveja ( HONORÉ DE BALZAC )
A admiração é sempre um cansaço para a espécie humana ( HONORÉ DE BALZAC )
O bom marido nunca deve ser o primeiro a adormecer à noite, nem o último a acordar pela manhã ( HONORÉ DE BALZAC )
O pensamento, único tesouro que Deus põe fora do alcance de todo o poder e guarda como um elo secreto entre os infelizes e Ele próprio ( HONORÉ DE BALZAC )
Os superiores nunca perdoam aos inferiores que ostentam a aparência da sua grandeza ( HONORÉ DE BALZAC )
Todo aquele que contribui com uma pedra para a edificação das ideias, todo aquele que denuncia um abuso, todo aquele que marca os maus, para que não abusem, esse passa sempre por ser imoral ( HONORÉ DE BALZAC )
Pensamentos de Honoré de Balzac
A Compaixão Mata ( Honoré de Balzac )O sentimento que o homem mais dificilmente suporta é a compaixão, sobretudo
quando a merece. O ódio é um sentimento tónico, faz viver, inspira a vingança;
mas a compaixão mata, enfraquece ainda mais a nossa fraqueza.
O Crime da Palavra (Honoré de Balzac )Nenhum código, nenhuma instituição humana pode prevenir o crime moral que
mata com uma palavra. Nisso consta a falha das justiças sociais; aí está a
diferença que há entre os costumes da sociedade e os do povo; um é franco, outro
é hipócrita; a um, a faca, à outra, o veneno da linguagem ou das ideias; a um a
morte, à outra a impunidade.
Imoralidade Fatal ( Honoré de Balzac )A acusação de imoralidade, que nunca faltou ao escritor corajoso, é aliás
a última que resta a fazer quando não se tem mais nada a dizer a um poeta.
Se fordes verdadeiro em vossas pinturas; se, à força de trabalhos diurnos e
nocturnos, conseguirdes escrever a língua mais difícil do mundo, atiram-se-vos
a palavra imoral ao rosto. Sócrates foi imoral, Jesus Cristo foi imoral; ambos
foram perseguidos em nome das sociedades que derrubavam ou reformavam. Quando
se quer matar alguém, acusam-no de imoralidade.
Sentimentos e Interesses ( Honoré deBalzac )Jamais os moralistas conseguirão fazer compreender toda a influência que os
sentimentos exercem sobre os interesses. Essa influência é tão poderosa como a
dos interesses sobre os sentimentos. Todas as leis da natureza têm um duplo efeito,
em sentido inverso um do outro.
Lugares e Estados de Alma ( Honoré de Balzac )A influência exercida sobre a nossa alma, pelos diferentes lugares, é uma coisa
digna de observação. Se a melancolia nos conquista infalivelmente quando estamos à
beira das águas, uma outra lei da nossa natureza impressionante faz com que, nas
montanhas, os nossos sentimentos se purifiquem: ali a paixão ganha em profundidade
o que parece perder em vivacidade.

Bibliografia cronológica de Honoré de Balzac

Biobliografia cronológica de Honoré de Balzac:
1799 – 20 de maio: nasce em Tours, no interior da França, Honoré Balzac, segundo filho de Bernard-François Balzac (antes, Balssa) e Anne-Charlotte-Laure Sallambier (outros filhos seguirão: Laure, 1800, Laurence, 1802, e Henri-François, 1807).
1807 – Aluno interno no Colégio dos Oratorianos, em Vendôme, onde ficará seis anos.
1813-1816 – Estudos primários e secundários em Paris e Tours.
1816 – Começa a trabalhar como auxiliar de tabelião e matricula-se na Faculdade de Direito.
1819 – É reprovado num dos exames de bacharel. Decide tornar-se escritor. Nessa época, é muito influenciado pelo escritor escocês Walter Scott (1771-1832).
1822 – Publicação dos cinco primeiros romances de Balzac, sob os pseudônimos de lorde R’Hoone e Horace de Saint-Aubin. Início da relação com madame de Berny (1777-1836).
1823 – Colaboração jornalística com vários jornais, o que dura até 1833.
1825 – Lança-se como editor. Torna-se amante da duquesa d’Abrantès (1784-1838).
1826 – Por meio de empréstimos, compra uma gráfica.
1827 – Conhece o escritor Victor Hugo. Entra como sócio em uma fundição de tipos gráficos.
1828 – Vende sua parte na gráfica e na fundição.
1829 – Publicação do primeiro texto assinado com seu nome, Le Dernier Chouan ou La Bretagne en 1800 (pos­teriormente Os Chouans), de “Honoré Balzac”, e de A fisiologia do casamento, de autoria de “um jovem solteiro”.
1830 – La Modepublica El Verdugo, de “H. de Balzac”. Demais obras em periódicos: Estudo de mulher, O elixir da longa vida, Sarrasine etc. Em livro: Cenas da vida privada, com contos.
1831 – A pele de onagro e Contos filosóficos o consagramcomo romancista da moda. Início do relacionamento com a marquesa de Castries (1796-1861). Os proscritos, A obra-prima desconhecida, Mestre Cornélius etc.
1832 – Recebe uma carta assinada por “A Estrangeira”, na verdade Ève Hanska. Em periódicos: Madame Firmiani, A mulher abandonada. Em livro: Contos jocosos.
1833 – Ligação secreta com Maria du Fresnay (1809-1892). Encontra madame Hanska pela primeira vez. Em periódicos: Ferragus, início de A duquesa de Langeais, Teoria do caminhar, O médico de campanha. Em livro: Louis Lambert. Publicação dos primeiros volumes (Eugénie Grandet e O ilustre Gaudissart) de Études des moeurs au XIXème siècle, que é dividido em “Cenas da vida privada”, “Cenas da vida de pro­víncia”, “Cenas da vida parisiense”: a pedra fundamental da futura A comédia humana.
1834 – Consciente da unidade da sua obra, pensa em divi­­di-la em três partes: Estudos de costumes, Estudos filosóficos e Estu­dos analíticos. Passa a utilizar sistematicamente os mesmos personagens em vários romances. Em livro: História dos treze (menos o final de A menina dos olhos de ouro), A busca do absoluto, A mulher de trinta anos; primeiro volume de Estudos filosóficos.
1835 – Encontra madame Hanska em Viena. Folhetim: O pai Goriot, O lírio do vale (início). Em livro: O pai Goriot, quarto volume de Cenas da vida parisiense (com o final de A menina dos olhos de ouro). Compra o jornal La Chronique de Paris.
1836 – Inicia um relacionamento amoroso com “Louise”, cuja identidade é desconhecida. Publica, em seu próprio jornal, A missa do ateu, A interdição etc. La Chronique de Paris entra em falência. Pela primeira vez na França um romance (A solteirona, de Balzac) é publicado em folhetins diários, no La presse. Em livro: O lírio do vale.
1837 – Últimos volumes de Études des moeurs au XIXème siècle (contendo o início de As ilusões perdidas), Estudos filo­sóficos, Facino Cane, César Birotteau etc.
1838 – Morre a duquesa de Abrantès. Folhetim: O gabinete das antigüidades. Em livro: A casa de Nucingen, início de Esplendor e miséria das cortesãs.
1839 – Retira candidatura à Academia em favor de Victor Hugo, que não é eleito. Em folhetim: Uma filha de Eva, O cura da aldeia, Beatriz etc. Em livro: Tratado dos excitantes modernos.
1840 – Completa-se a publicação de Estudos filosóficos, com Os proscritos, Massimilla Doni e Seráfita. Encontra o nome A comédia humana para sua obra.
1841 – Acordo com os editores Furne, Hetzel, Dubochet e Paulin para publicação de suas obras completas sob o título A comédia humana (17 tomos, publicados de 1842 a 1848, mais um póstumo, em 1855). Em folhetim: Um caso tenebroso, Ursule Mirouët, Memórias de duas jovens esposas, A falsa aman­te.
1842 – Folhetim: Albert Savarus, Uma estréia na vida etc. Saem os primeiros volumes de A comédia humana, com textos inteiramente revistos.
1843 – Encontra madame Hanska em São Petersburgo. Em folhetim: Honorine e a parte final de Ilusões perdidas.
1844 – Folhetim: Modeste Mignon, Os camponeses etc. Faz um Catálogo das obras que conterá A comédia humana (ao ser publicado, em 1845, prevê 137 obras, das quais cinqüenta por fazer).
1845 – Viaja com madame Hanska pela Europa. Em folhetim: a segunda parte de Pequenas misérias da vida conjugal, O homem de negócios. Em livro: Outro estudo de mulher etc.
1846 – Em folhetim: terceira parte de Esplendor e miséria das cortesãs, A prima Bette. O editor Furne publica os últimos volumes de A comédia humana.
1847 – Separa-se da sua governanta, Louise de Brugnol, por exigência de madame Hanska. Em testamento, lega a madame Hanska todos seus bens e o manuscrito de A comédia hu­mana (os exemplares da edição Furne corrigidos a mão por ele próprio). Simultaneamente em romance-folhetim: O primo Pons, O deputado de Arcis.
1848 – Em Paris, assiste à revolução e à proclamação da Segunda República. Napoleão III é presidente. Primeiros sintomas de doença cardíaca. É publicado Os parentes pobres, o 17o volume de A comédia humana.
1850 – 14 de março: casa-se com madame Hanska. Os problemas de saúde se agravam. O casal volta a Paris. Diagnos­ti­cada uma peritonite. Morre a 18 de agosto. O caixão é carrega­do da igreja Saint-Philippe-du-Roule ao cemitério Père-Lachaise pelos escritores Victor Hugo e Alexandre Dumas, pelo crítico Sainte-Beuve e pelo ministro do Interior. Hugo pronuncia o elogio fúnebre.

Um homem de negócios - Honoré de Balzac



Honoré de Balzac Ao Sr. Barão James de Rotschild,Cônsul Geral da Áustria em Paris, banqueiro.
Lorette é um nome decente inventado para exprimir o estado de uma rapariga ou a rapariga de um estado difícil de ser dito, e que, no seu pudor, a Academia Francesa se descuidou de definir, em vista da idade de seus quarenta membros. Quando um nome novo corresponde a um estado social que não se pode dizer sem perífrase, a fortuna desse nome está feita. Por isso Lorette passou em todas as classes da sociedade, mesmo naquelas por onde jamais passará uma Lorette. A palavra não foi criada senão em 1840, sem dúvida por causa da aglomeração desses ninhos de andorinha em torno da igreja consagrada a Notre-Dame-de-Lorette. Isto que aqui vai foi escrito apenas para os etimologistas. esses senhores não se veriam tão embaraçados se os escritores da Idade Média tivessem tido o cuidado de referir, esmiuçando-os, os costumes, como o fazemos hoje nesta época de análise e de descrições.A Srta. Turquet ou Málaga, porque é mais conhecida por este nome de guerra, é uma das primeiras paroquianas daquela encantadora igreja. Essa alegre e espirituosa rapariga, tendo como única fortuna sua beleza, fazia, no momento em que é narrada a presente história, a felicidade de um notário que possuía na sua excelentíssima esposa uma mulher um pouco devota demais, um pouco rígida demais, um pouco seca demais, para que ele pudesse achar em casa a felicidade.Ora, numa noite de carnaval, o notário Cardot tinha banqueteado, em casa da Srta. Turquet, o solicitador Desroches, o caricaturista Bixiou, o folhetinista Lousteau, e Nathan, homens cujos nomes ilustres na Comédia Humana tornam supérfluo qualquer espécie de retrato. O jovem la Palférine, apesar de seu título de conde de velha rocha, rocha, desgraçadamente! sem nenhum filão de metal, honrara com sua presença o domicílio ilegal do notário.Se não se janta em casa de uma lorette para comer o assado patriarcal, o magro frango da mesa conjugal e a salada familiar, tampouco nela se proferem os discursos hipócritas de uso corrente num salão mobiliado com virtuosas burguesas. Ah! quando serão atraentes os bons costumes? Quando as mulheres da alta roda mostrarão um pouco menos seus ombros e um pouco mais de bonomia ou de espírito? Margarida Turquet, a Aspásia do Cirque 0lympique, era uma dessas naturezas francas e vivas a quem tudo se perdoa, em atenção à sua ingenuidade no erro, e ao seu espírito no arrependimento, quem se diz, como dizia Cardot, que era bastante espirituoso, embora fosse notário: "Engana-me bem!" Não creiam, porém, em coisas inauditas. Desroches e Cardot eram ambos bastante bons tipos e suficientemente velhos na profissão, para não se acharem no mesmo nível que Bixiou, Lousteau, Nathan e o jovem conde. E esses senhores, tendo recorrido muitas vezes aos dois oficiais ministeriais, conheciam-nos de sobra para, em estilo lorette, fazê-los posar. A conversação, perfumada com os odores de sete charutos, a princípio fantasista como uma cabra em liberdade, recaiu sobre a estratégia criada em Paris pela batalha incessante que nela se fere entre credores e devedores. Ora, se o leitor se dignar lembrar-se da vida e dos antecedentes dos convivas, dificilmente poderia encontrar em Paris, gente mais instruída nessa matéria: alguns eméritos, outros artistas, todos se assemelhavam a magistrados rindo com acusados. Uma série de desenhos feitos por Bixiou sobre Clichy fora a causa da feição tomada pela palestra. Era meia-noite. esses personagens, diversamente agrupados no salão, em torno de uma mesa e em frente ao fogo, entregavam-se a epigramas que, não somente não são compreensíveis a não ser em Paris, mas os quais também não se fazem, e não podem :ser entendidos, senão na zona circunscrita pelo faubourg Montmartre e pela rua da Calçada de Antin, entre as alturas da rua de Navarin e a linha dos bulevares.Em dez minutos, as reflexões profundas, a grande e a pequena moral, todas as piadas foram esgotadas sobre esse assunto, já esgotado lá por 1500 por Rabelais. Não é um pequeno mérito o renunciar a esse fogo de artifício, terminado por este último foguete devido a Málaga:— Tudo isso reverte em benefício dos sapateiros — disse ela. — Eu deixei uma modista que me errou dois chapéus. A fera veio vinte e sete vezes pedir-me vinte francos. Não sabia que nós nunca temas vinte francos. A gente tem mil francos, manda buscar quinhentos em casa do seu notário; mas vinte francos, nunca os tive. Minha cozinheira e minha criada de quarto terão, talvez, entre as duas, essa quantia. Quanto a mim, tenho apenas crédito, e eu o perderia se pedisse vinte francos emprestados. Se eu pedisse vinte francos, nada me diferenciaria mais das minhas colegas que passeiam pelos bulevares.— A modista está paga? — perguntou la Palférine.— Ora essa! estás ficando burro? — disse ela a la Palférine piscando o olho; — ela veio hoje de manhã pela vigésima sétima vez, e é por esse motivo que lhes estou falando.— Como se arrumou? — perguntou Desroches.— Tive pena dela e... e encomendei-lhe o chapeuzinho que inventei para sair das formas comuns. Se a Srta. Amanda se sair bem, não me pedirá mais nada, porque estará com a fortuna feita.— O que vi de mais belo nesse gênero de luta — disse o notário Desroches — pinta Paris, a meu ver, para as pessoas que nela se agitam, muito melhor do que todos os quadros nos quais sempre se pinta uma Paris fantástica. Vocês se julgam muito sabidos — disse ele olhando para Nathan e Lousteau, Bixiou e la Palférine; o rei, porém, nesse terreno, é um certo conde que hoje trata de pôr um ponta final nas suas brejeirices e que, no seu tempo, passou por ser o mais hábil, o mais esperto, o mais manhoso, o mais instruído, o mais ousado, o mais sutil, o mais firme, o mais previdente de todos os piratas de luvas amarelas, de cabriolé, de belas maneiras, que navegaram, navegam e navegarão sobre o mar tormentoso de Paris. Sem fé, nem lei, sua política privada foi dirigida pelos princípios que dirigem a do gabinete inglês. Até seu casamento, a vida dele foi uma guerra contínua como a de... Lousteau — disse ele. — Eu era e ainda sou seu procurador.— E a primeira letra do nome dele é Máximo de Trailles ­disse la Palférine.— Aliás, pagou tudo, não prejudicou ninguém — replicou Desroches; — mas, como há pouco dizia nosso amigo Bixiou, pagar em março o que não se quer pagar senão em outubro, é um atentado à liberdade individual. Em virtude de um artigo do seu código particular, Máximo considerava como uma vigarice a manha que um dos seus credores empregava para conseguir ser pago imediatamente. Já fazia muito que a letra de câmbio tinha sido compreendida por ele em todas as suas conseqüências, imediatas e mediatas. Um rapaz, em minha casa, denominava diante dele a letra de câmbio a ponte dos burros! Não, disse ele, é a ponte dos suspiros, dela não se volta. Sua ciência em matéria de jurisprudência comercial era tão completa, que um advogado de tribunal comercial nada teria a ensinar-lhe. Sabem que naquela época ele nada possuía; seu carro, seus cavalos eram alugados; morava em casa do seu criado de quarto, para o qual, dizem, ele será sempre um grande homem, mesmo depois do casamento que ele quer fazer! Membro de três clubes, ele jantava num deles, quando não tinha convite para casas particulares. Geralmente pouco usava seu domicílio...— A mim, ele disse — exclamou la Palférine interrompendo Desroches: — "Minha única fatuidade é a de querer impingir que moro na rua Pigalle”.— Eis aí um dos dois combatentes — continuou Desroches; agora aqui vai o outro. Já devem ter ouvido, mais ou menos, falar num certo Claparon... — Tinha os cabelos assim! — exclamou Bixiou eriçando os cabelos.E, dotado do mesmo talento que Chopin, o pianista, possui em tão alto grau para arremedar as pessoas, ele reproduziu no mesmo instante o personagem com pasmosa semelhança.— Ele balança a cabeça assim, ao falar; foi caixeiro viajante, teve todos os ofícios...— Pois bem, nasceu para viajar, pois neste instante em que lhe estou falando, ele segue rumo à América — disse Desroches. Para ele só lá existem possibilidades, porquanto será provavelmente condenado, na próxima sessão, por contumácia em falência fraudulenta.— Um homem ao mar! — bradou Málaga.— Esse Claparon — continuou Desroches — foi durante seis a sete anos o biombo, o testa de ferro, o bode expiatório de dois dos nossos amigos, du Tillet e Nucingen; mas, em 1829, seu papel ficou tão conhecido que...— Nossos amigos o abandonaram... — disse Bixiou.— Enfim, abandonaram-no ao seu destino, e — continuou Desroches, — ele chafurdou na lama. Em 1833, associou-se a um tal Cérizet 13 para fazerem negócios...— Como! aquele que, por ocasião das empresas em comandita, realizou uma tão gentilmente, que a sexta câmara o fulminou com dois anos de prisão? — perguntou a lorette.— Esse mesmo — respondeu Desroches. — Durante a Restauração, o ofício desse Cérizet, de 1823 a 1827, consistia em assinar intrepidamente artigos que eram perseguidos com fúria pelo ministério público, e em ir para a cadeia. Naquela época um homem se notabilizava com pouca coisa. O partido liberal chamou seu campeão departamental o corajoso Cérizet. Esse zelo foi recompensado, em 1828, pelo interesse geral. O interesse geral era uma espécie de coroa cívica conferida pelos jornais. Cérizet quis descontar o interesse geral; veio a Paris, onde, sob o patrocínio dos banqueiros da esquerda, estreou com uma agência de negócios, entremeada de operações bancárias, de fundos fornecidos por um homem que se banira espontaneamente, um jogador habilíssimo, cujos haveres, em julho de 1830, naufragaram juntamente com a nau do Estado...— Sim! era aquele que nós tínhamos apelidado o Método das cartas! — exclamou Bixiou.— Não falem mal daquele pobre moço — exclamou Málaga. De Estourny era um bom rapaz!— Bem compreendem o papel que devia representar em 1830 um homem arruinado que era chamado, politicamente falando, o corajoso Cérizet! Mandaram-no para uma subprefeitura muito bonitinha — continuou Desroches. — Infelizmente para Cérizet, o governo não é tão ingênuo quanto os partidos, os quais, durante a luta, de tudo fazem projéteis. Cérizet foi obrigado a demitir-se após três meses de exercício do cargo. Pois não se metera ele na cabeça ser popular? Como ainda nada fizera para perder seu título de nobreza (o corajoso Cérizet!) o governo propôs-lhe, como indenização, fazê-lo gerente de um jornal de oposição que in petto seria ministerial. Assim, pois, foi o governo quem desnaturou aquele belo caráter. Cérizet, que se achava na sua gerência mais ou menos como um pássaro num galho podre, atirou-se naquela gentil comandita, na qual o infeliz, como você acabou de dizer, abiscoitou dois anos de prisão, onde outros mais hábeis lograram o público.— Conhecemos os mais hábeis — disse Bixiou — não falemos mal desse pobre rapaz, ele está liquidado! Couture deixar-se saquear o cofre, quem tal diria!— De resto, Cérizet é um tipo ignóbil, a quem as desgraças de uma devassidão de ínfima categoria desfiguraram — disse Desroches. — Voltemos ao duelo prometido. Nunca, portanto, dois industriais de pior espécie, de piores costumes, de feitio mais ignóbil se associaram para um negócio mais sujo. Como fundos de circulação eles contavam com essa espécie de calão que o conhecimento de Paris dá, com a ousadia que dá a miséria, com a manha que o hábito dos negócios dá, com a ciência dada pela lembrança das fortunas parisienses, das suas origens, dos parentescos, das ligações íntimas e dos valores intrínsecos de cada um. Essa associação de dois tapeadores, permitam-me o termo, o único capaz de, na gíria da Bolsa, defini-los, foi de curta duração. Como dois cães esfaimados, brigavam a cada osso encontrado. As primeiras especulações da casa Cérizet e Claparon foram, entretanto, bem dirigidas. Esses dois tratantes conchavaram-se com os Barbet, os Chaboisseau, os Samanon e outros usurários, aos quais compraram contas quase perdidas. A agência Claparon tinha então sua sede num pequeno entressolo da rua Chabanais, composto de cinco peças e cujo aluguel não ia além de setecentos francos. Cada um dos associados dormia num quartinho que, por prudência, era tão cuidadosamente fechado, que meu primeiro ajudante jamais lá pôde entrar. Os escritórios constavam de uma antecâmara, de um salão e de um gabinete, cujos móveis não dariam trezentos francos num leilão. Conhecem suficientemente Paris para ver o jeito das duas peças oficiais: cadeiras escuras de crina, uma mesa com um pano verde, um relógio de pacotilha entre dois candelabros sob redomas de vidro, que se aborreciam em frente a um espelho pequeno de moldura dourada, em cima de uma chaminé cujos tições, no dizer de meu primeiro ajudante, tinham dois invernos de existência! Quanto ao gabinete, já o podem imaginar: muito mais pastas do que casos!... uma estante vulgar para cada associado; depois, no meio, a secretária de cilindro, vazia como a caixa! duas poltronas de trabalho de cada lado de uma lareira para carvão de pedra. Sobre o chão de ladrilho estendia-se um tapete de segunda mão, como as contas devedoras. Numa palavra, via-se aquele mobiliário de acaju, que se vende nos nossos cartórios, faz. cinqüenta anos, de predecessor para sucessor. Conhecem agora cada um dos dois adversários. Ora, nos três primeiros meses dessa associação, que se liquidou a socos ao cabo de sete meses, Cérizet e Claparon compraram dois mil francos de letras de Máximo (pois que se trata de Máximo) e forrados por dois processos (julgamento, apelação, sentença, execução, requerimento e urgência), em resumo, uma dívida a cobrar de três mil e duzentos francos, mais alguns cêntimos, que eles obtiveram por quinhentos francos mediante uma transferência por assinatura privada, com procuração especial para agir, a fim de evitar as custas. Nesse tempo, Máximo, já maduro, teve um desses caprichos peculiares aos qüinquagenários...— Antônia! — exclamou la Palférine, — essa Antônia cuja fortuna é devida a uma carta na qual eu lhe reclamava uma escova de dentes!— Seu nome verdadeiro é Chocardelle — disse Málaga, a quem esse nome pretensioso importunava.— E' isso — disse Desroches.— Máximo, em toda a sua vida, só cometeu esse erro; mas, que querem, o vício não é perfeito — disse Bixiou.— Máximo ignorava ainda a vida que se leva com uma raparigota de dezoito anos, que quer atirar-se, e de cabeça, da sua honrada mansarda a um suntuoso carro — disse Desroches, — e os homens de Estado devem saber tudo. Nessa época, de Marsay acabava de colocar seu amigo, nosso amigo, na alta comédia da política. Homem de grandes conquistas, Máximo só conhecera mulheres tituladas; e, aos cinqüenta anos, tinha bem o direito de morder uma frutinha suposta selvagem, como um caçador que faz uma parada no campo de um camponês embaixo de uma macieira. O conde achou para a Srta. Chocardelle um gabinete de leitura bastante elegante, uma pechincha, como sempre...— Ora! ela não ficou ali nem seis meses — disse Nathan; – era bonita demais para gerir um gabinete de leitura.— Serás tu o pai do filho dela? — perguntou a lorette a Nathan.— Uma manhã — continuou Desroches, — Cérizet, que desde a compra da dívida de Máximo chegara gradativamente a uniformizar-se como um primeiro ajudante de oficial de justiça, após sete tentativas inúteis foi introduzido em casa do conde. Suzon, o velho criado de quarto, conquanto professo, acabara tomando Cérizet por um solicitador que vinha propor mil escudos a Máximo, se este quisesse fazer com que uma jovem obtivesse uma agência de venda de papel selado. Suzon, sem nenhuma desconfiança daquele tratante pequeno, um verdadeiro garoto de Paris, calejado de experiência por suas .condenações na polícia correcional, decidiu seu patrão a recebê-lo. Vocês vêem daqui aquele homem de negócios, de olhar turvo, de cabelos escassos, de fronte calva, com sua casaquinha seca e preta, de botinas enlameadas...— Que imagem da Cobrança! — exclamou Lousteau.—....diante do conde — continuou Desroches — (imagem da Dívida insolente), metido no seu roupão de flanela azul, de chinelos bordados por alguma marquesa, de calças de lã branca, tendo nos cabelos pintados de preto um magnífico gorro, ostentando uma camisa deslumbrante, e brincando com as borlas da sua cinta?— E' um quadro de gênero — disse Nathan — para quem conhece o bonito salãozinho onde Máximo almoça, cheio de quadros de grande valor, forrado de seda, onde se caminha sobre um tapete de Esmirna, admirando aparadores repletos de objetos curiosos, raridades de causar inveja a um rei de Saxe.— Eis a cena — disse Desroches.Com essas palavras o narrador conseguiu o mais profundo silêncio.— "Senhor Conde — disse Cérizet — venho da parte de um senhor Carlos Claparon, antigo banqueiro. — Ah! que me quer esse pobre diabo? — E' que ele se tornou seu credor por uma quantia de três mil e duzentos francos e setenta e cinco cêntimos, inclusos capital, juros e custas... — A conta Coutelier — disse Máximo, que sabia dos seus negócios como um piloto conhece a costa em que navega. — Sim, senhor conde — respondeu Cérizet, inclinando-se. — Venho saber quais são as suas intenções? — Não pagarei essa conta senão quando me aprouver, — respondeu Máximo, tocando a campainha para chamar Suzon. — Claparon foi muito atrevido em ter comprado essa minha dívida, sem consultar-me! Lamento-o por ele, que durante tanto tempo se portou bem como testa-de-ferro dos meus amigos. Eu dizia dele: "Realmente, é preciso ser imbecil para servir com tão fracos honorários e tanta fidelidade, a homens que se enchem de milhões." Pois bem, aqui me dá ele uma prova da sua burrice... Sim, os homens merecem a sorte que têm! alcança-se uma coroa, ou se arrasta uma grilheta! pode-se ser milionário ou porteiro, e tudo é justo. Que quer, meu caro! eu não sou rei, por isso sou fiel aos meus princípios. Sou implacável com aqueles que me acarretam despesas ou não sabem seu ofício de credor. — Suzon, meu chá!... Estás vendo esse senhor? — disse ele ao criado de quarto. – Pois bem, tu te deixaste lograr, meu velho. Esse senhor é um credor, deverias tê-lo reconhecido pelas botinas. Nem os meus amigos, nem indiferentes que precisam de mim, nem meus inimigos vêm procurar-me a pé: — Meu caro Sr. Cérizet, compreende? O senhor não limpará mais suas botas no meu tapete — disse ele olhando a lama que branqueava a sola das botinas do seu adversário. — Apresente minhas condolências a esse bonifrate de Claparon, pois vou colocar esse assunto no Z. — (Tudo isso era dito num tom de bonomia capaz de provocar cólicas em burgueses virtuosos.) — Faz mal, senhor conde — respondeu Cérizet afetando um arzinho peremptório; — nós seremos pagos integralmente e de um modo que poderá contrariá—lo. Por isso eu vinha amigavelmente procurá-lo, como é de uso entre pessoas educadas... – Ah! é isso que quer?" — replicou Máximo, a quem essa última pretensão de Cérizet irritou. Havia nessa insolência um pouco de espírito de Talleyrand, se apreenderam bem o contraste dos dois vestuários e dos dois homens. Máximo franziu os sobrolhos e fixou seu olhar em Cérizet, o qual não somente sustentou aquele jato de raiva fria, mas ainda respondeu com essa malícia glacial que os olhos fixos de uma gata destilam. — "Pois bem, senhor, saia... — Pois bem, adeus, senhor conde. Antes de seis meses estaremos quites. — Se me puder roubar a importância de sua conta, que, reconheço-o, é legítima, eu lhe ficaria obrigado, senhor — respondeu Máximo, — porque me terá ensinado alguma nova precaução a tomar... Seu inteiro servidor... — Sou eu, senhor, conde, —que sou o seu." Aquilo foi preciso, cheio de força e de seguridade de um lado e de outro. Dois tigres que se examinam antes de lutar, diante de uma presa, não seriam mais belos nem mais ardilosos do que o foram então aquelas duas naturezas mais manhosas uma do que a outra, uma na sua impertinente elegância, a outra sob o seu arnês de lodo. — Em quem apostam vocês? — disse Desroches, que olhou para o seu auditório, surpreendido por estar tão profundamente interessado.— Isso sim que é uma história! — disse Málaga. — Vamos, meu caro, continue, que chego a sentir apertos no coração.— Entre dois cães daquela força, não é possível que suceda nada de vulgar — disse la Palférine.— Ora! aposto a conta do meu marceneiro, que anda a me seringar, que o sapinho levou Máximo no embrulho! — exclamou Málaga.— Eu aposto em Máximo — disse Cardot — pois nunca ninguém o pegou desprevenido.Desroches fez uma pausa, bebendo um cálice de licor que lorette lhe ofereceu.— O gabinete de leitura da Srta. Chocardelle — disse Desroches — estava situado na rua Coquenard, a dois passos da rua Pigalle, onde Máximo morava. A dita Srta. Chocardelle ocupava um pequeno apartamento que dava para um jardim e era separado da sua loja por uma grande peça escura onde estavam os livros. Antônia fazia a tia tomar conta do gabinete...— Ela já tinha uma tia? — exclamou Málaga. — Diabos! Máximo fazia as coisas bem.— Infelizmente! era uma tia verdadeira — disse Desroches — chamada..., esperem...— Ida Bonamy — disse Bixiou.— Assim, Antônia, aliviada da maior parte do trabalho por essa tia, levantava-se tarde, deitava-se tarde, e não comparecia ao seu balcão a não ser das duas às quatro horas — disse Desroches. Desde os primeiros dias, sua presença bastava para atrair freguesia ao seu salão de leitura; vários velhos do quarteirão lá foram, entre outros um fabricante de carruagens chamado Croizeau. Depois de ver aquele milagre de beleza feminina, através da vidraça, o antigo fabricante lembrou-se de ler os jornais todos os dias naquele salão, no que foi imitado por um amigo diretor de aduana, chamado Denisart, homem condecorado, em quem o Croizeau quis ver um rival e a quem disse, mais tarde: Muita dor de cabeça me deu o senhor!"Essas palavras devem dar-lhes uma idéia do personagem. O Sr. Croizeau pertence a esse gênero de velhos que, a partir de Henri Monnier, deviam ser apelidados de espécie Coquerel, de tal modo ele soube reproduzir a voz fraca, os pequenos gestos, o pequeno rabicho, os olhinhos de pólvora, o andarzinho, os pequenos. meneios de cabeça, o pequeno tom seco no seu papel de Coquerel da Família Improvisada. Esse Croizeau dizia: "Aqui está, bela dama!" ao entregar os dois vinténs a Antônia, num gesto pretensioso. A Sra. Ida Bonamy, tia da Srta. Chocardelle, soube logo pela cozinheira que o antigo fabricante, homem de uma avareza excessiva, estava taxado como possuidor de quarenta mil francos de renda no bairro em que morava, na rua de Buffault. Oito dias depois da instalação da bela alugadora de romances, ele deu à luz o seguinte trocadilho galante: "A senhora empresta-me livros, mas eu gostaria de restituir-lhe francos". Poucos dias depois, afetou um ar ladino para dizer: — "Sei que a senhora está muito ocupada, mas chegará meu dia; sou viúvo". Croizeau apresentava-se sempre com bela roupa branca, uma casaca azul-clara, colete de seda sem lustro, calças pretas, sapatos de sola dupla, atados com fita de seda preta e rangendo como os de um abade. Trazia sempre na mão seu chapéu de seda de catorze francos. — "Estou velho e não tenho filhos — dizia ele à jovem rapariga, poucos dias depois da visita de Cérizet à casa de Máximo. —Tenho horror aos meus colaterais. Todos eles são camponeses nascidos para lavrar a terra! Imagine que vim da minha aldeia com seis francos e aqui fiz minha fortuna. Não sou orgulhoso... Uma mulher, bonita é minha igual. Não é melhor ser a Sra. Croizeau durante algum tempo do que a serva de um conde durante um ano? Qualquer dia será abandonada. E então se lembrará de mim... seu criado, bela dama!" Tudo isso cozendo a fogo lento, surdamente. A mais leve galanteria era dita às escondidas. Ninguém no mundo sabia que aquele velhinho asseadinho amava Antônia, porquanto a prudente atitude daquele enamorado, no salão de leitura, nada revelaria a um rival. Croizeau durante dois meses desconfiou do diretor de aduana aposentado. Mas, lá para o meio do terceiro mês, teve ocasião de verificar o quanto suas suspeitas eram infundadas. Croizeau esforçou-se em se abeirar de Denisart, saindo em companhia dele; depois, disse-lhe: — "Que lindo dia, senhor!" Ao que o antigo funcionário respondeu: — "O tempo de Austerlitz, senhor: eu estava lá... até mesmo fui ferido, minha cruz foi-me dada pelo meu procedimento naquele belo dia..." E, passando de um assunto a outro, de charlas a confidências, de atenções a amabilidades, estabeleceu-se um laço de amizade entre aqueles dois destroços do Império. O pequeno Croizeau prendia-se ao Império por suas ligações com as irmãs de Napoleão; era seu fornecedor de carruagens e muitas vezes as importunara com suas contas. Apresentava-se, pois, como tendo tido relações com a família imperial. Máximo, informado por Antônia das propostas que o agradável ancião - foi esta a alcunha dada ao. capitalista pela tia, — se permitia fazer-lhe, quis conhecê-lo. A declaração de guerra de Cérizet tivera a propriedade de fazer com que aquele grande Luva-Amarela estudasse sua posição no tabuleiro de xadrez em que se movia, observando nele as mais insignificantes peças. Ora, a propósito daquele agradável ancião, ele recebeu no seu bestunto a badalada de sino que anuncia uma desgraça. Uma noite, Máximo pôs-se .no segundo salão escuro, em torno do qual estavam colocadas as estantes da biblioteca. Depois de examinar, por uma fenda entre duas cortinas verdes, os sete ou oito freqüentadores do salão, ele avaliou com um olhar a alma do fabricante de carruagens; mediu-lhe a paixão e ficou muito satisfeito por saber que, no momento o em que sua fantasia se esvaísse, um porvir bastante suntuoso abriria suas portas envernizadas para Antônia, a uma ordem dela. — E aquele — disse designando o grande e belo velho, condecorado com a Legião de Honra, — quem é? — Um antigo diretor de aduana. — Tem um perfil inquietador! — disse Máximo admirando o porte de Denisart. Efetivamente, o antigo militar mantinha-se ereto como um campanário; sua cabeça chamava a atenção por uma cabeleira .empoada e empomadada, quase igual a dos postilhões nos bailes à fantasia. Sob aquela espécie de chapéu de feltro amoldado numa cabeça oblonga, desenhava-se um velho rosto, ao mesmo tempo administrativo e militar, de feições arrogantes, muito parecido com o que a Caricatura atribui ao Constitutionnel. Esse antigo administrador, de uma idade, de um pó, de um encurvamento de dorso que não o deixavam ler coisa alguma sem óculos, retesava seu respeitável abdômen com todo o orgulho de um velho que tem amante, e usava nas orelhas brincos de ouro que lembravam os do velho General Montcornet, o freqüentador do Vaudeville. Denisart tinha preferências pelo azul: suas calças e sua velha sobrecasaca eram de pano azul. — Desde quando vem aquele velho? — perguntou Máximo, para quem os óculos se afiguraram de uso suspeito. — Oh! desde o começo — respondeu Antônia, — breve fará dois meses. — Bem. Faz apenas um mês que Cérizet veio — disse consigo mesmo Máximo. Faze com que ele fale — disse ele ao ouvido de Antônia; quero ouvir-lhe a voz. – Ora! disse ela — vai ser difícil, pois nunca me diz nada. — Por que motivo, então, ele vem? — perguntou Máximo. — Por um motivo engraçado — replicou a bela Antônia. — Primeiro porque ele tem uma paixão, apesar dos seus sessenta e nove .anos; mas, por causa dos seus sessenta e nove anos, ele está regulado como um relógio. esse freguês vai jantar em casa da sua paixão, na rua da Vitória, todos os dias, às cinco horas. ...Aí está uma infeliz! Sai de casa dela às seis horas, vem ler durante quatro horas todos os jornais e para lá volta às dez horas. O velho Croizeau diz que conhece os motivos do procedimento do Sr. Denisart, e o aprova, e que no lugar dele faria o mesmo. Assim, pois, sei qual é o meu futuro! Se um aia me tornar a Sra. Croizeau, das seis às dez horas eu estarei livre".Máximo examinou o Almanaque dos 25.000 endereços, e ali encontrou esta linha tranqüilizadora:"Denisart, antigo diretor de aduana, rua da Vitória".Não teve mais nenhuma inquietação. Insensivelmente, entre o Sr. Denisart e o Sr. Croizeau foram trocadas algumas confidências. Nada liga mais os homens do que uma certa conformidade de vistas em matéria de mulheres. O velho Croizeau jantou em casa daquela que ele denominava a bela do senhor Denisart. Aqui devo intercalar uma observação muito importante. O gabinete de leitura fora pago pelo conde, metade à vista e metade em letras subscritas pela dita Srta. Chocardelle. Ao chegar o quarto de hora de Rabelais, o conde estava sem dinheiro. Ora, a primeira das três letras de mil francos foi paga integralmente pelo amável fabricante, ao qual o velho celerado de Denisart aconselhou assegurar seu empréstimo. fazendo-se privilegiar sobre o gabinete de leitura. — "Eu, — disse" Denisart, vi belas coisas com as belas!... Por isso, em todos os casos, mesmo quando estou com a cabeça virada, sempre tomo as minhas precauções. Essa criatura por quem tenho loucura, pois bem, não goza de um mobiliário seu, e sim meu. O contrato do apartamento está em meu nome..." Conhecem Máximo; ele achou o fabricante muito jovem! O Croizeau podia pagar os três mil francos sem receber nada em troca, durante muito tempo, pois Máximo estava mais louco do que nunca pela bela Antônia...— E não era para menos! — disse la Palférine — pois era a bela Impéria da Idade Média.— Uma mulher que tem a pele áspera! — aparteou a lorette, tão áspera que se arruína em banhos de farelo.— Croizeau falava com a admiração de um fabricante de carruagens do suntuoso mobiliário que o apaixonado Denisart dera por moldura à sua bela; descrevia-o com satânica complacência à ambiciosa Antônia – continuou Desroches. Eram baús de ébano incrustados de nácar e com filetes de ouro, tapetes da Bélgica, uma cama .da Idade Média do valor de mil escudos, um relógio de Boulle; depois, na sala de jantar, candelabros de pé nos quatro cantos, cortinas de seda da China nas quais a paciência chinesa havia pintado pássaros, reposteiros com travessões valendo mais do que reposteiros com dois pés. — E' disso que precisava, bela dama!... e o que eu quisera oferecer-lhe — dizia ele, concluindo. Sei perfeitamente que me amaria mais ou menos, mas, na minha idade, devemos ser razoáveis. Avalie quanto a amo, pois que lhe emprestei mil francos. Posso confessar-lhe: em toda a minha vida e em momento nenhum emprestei isso..." E estendeu os dois sous da sessão com a importância que um sábio põe numa demonstração. À noite, Antônia disse ao conde, no Variétés: — Afinal de contas um gabinete de leitura é uma coisa bem aborrecida. Sinto que não tenho gosto por esse ofício, não vejo nele nenhuma probabilidade de me trazer fortuna. E' um recurso de uma viúva que quer vegetar, ou de uma rapariga atrozmente feia que julga poder pescar um homem por meio de um pouco de toilette. — Foi o que você me pediu — respondeu o conde. Nesse momento, Nucingen, de quem, na véspera, o rei dos Leões, porque os Luvas-Amarelas tinham-se então tornado leões, ganhará mil escudos, entrou para dar-lhos, e ao ver o espanto de Máximo, disse-lhe: — Eu recepi um opoziçon por requerimento tesse tiapo de Claparon... — Ah! são esses os meios de que eles se valem! — exclamou Máximo. — Francamente, não são grande coisa. — Mesmo assin — respondeu o banqueiro, — é melior pacar eles, porque potem se tirrichir a outros e tar prechuiço a Você. Eu tomo esta ponita zeniora como testemunia te que paquei você te manhan, muito antes ta opoziçon.— Rainha do Trampolim — disse la Palférine, sorrindo — tu perderás.— Fazia muito tempo — volveu Desroches — que, num caso semelhante, mas no qual o excessivamente honesto devedor, assustado com uma afirmação que tinha de fazer perante a justiça, não quisera pagar a Máximo, nós tínhamos perseguido rudemente o credor recalcitrante, fazendo apresentar oposições em massa, a fim de absorver a quantia em custas de contribuição...— Que vem a ser isso tudo — exclamou Málaga, — todos esses termos que soam aos meus ouvidos como se fossem patoá? Já que achou o esturjão excelente, pague-me o preço do molho com uma lição de chicana.— Pois bem — explicou Desroches, — a quantia contra a qual um dos seus credores requer oposição num dos seus devedores, pode tornar-se objeto de semelhante oposição por parte dos seus demais credores. Que faz o tribunal ao qual todos os demais credores pedem autorização para se pagarem? Divide entre todos a quantia seqüestrada. Essa divisão, feita sob as vistas da justiça, denomina-se uma contribuição. Se você deve dez mil francos e seus credores seqüestram por oposição mil francos, cada um deles tem um tanto por cento de sua conta credora, em virtude de uma repartição au marc le franc, em linguagem forense, isto é, proporcionalmente ao seu crédito; mas só recebem mediante um documento legal chamado extrato do registro de colocação, que é fornecido pelo escrivão do tribunal. Podem imaginar esse trabalho feito por um juiz e preparado por solicitadores? implica uma quantidade enorme de papel selado cheio de linhas frouxas, difusas, nas quais os algarismos estão mergulhados em colunas de uma brancura completa. Começa-se por deduzir as custas. Ora, sendo as custas as mesmas, quer para uma quantia de mil francos, quer para a de um milhão, não é difícil engolir mil escudos, por exemplo, de custas, sobretudo se a gente consegue aumentar as contestações.— Um solicitador consegue sempre — disse Cardot. — Quantas vezes um de vocês me perguntou: "Que temos para comer?"— Consegue-se, sobretudo — disse Desroches, — quando o devedor nos provoca para comermos a quantia em custas. Por isso os credores do conde nada obtiveram, perderam suas caminhadas à casa dos advogados e suas démarches. Para ser pago por um devedor tão esperto como o conde, o credor deve colocar-se numa situação legal extremamente difícil de estabelecer: trata-se de ser ao mesmo tempo seu devedor e seu credor, porque então se tem o direito, nos termos da lei, de operar a confusão...— Do devedor? — perguntou a lorette, que estava de ouvido atento para aquela exposição.— Não, das duas qualidades de credor e de devedor, e de pagar-se pelas próprias mãos — disse Desroches. — A inocência de Claparon, que só inventava oposições, teve por efeito tranqüilizar o conde. Ao trazer Antônia do Variétés, aferrou-se tanto mais à idéia de vender o gabinete literário a fim de poder pagar os dois mil francos do preço, porque teve medo do ridículo de ter sido o fornecedor de fundos para semelhante empresa. Adotou, pois, o plano de Antônia, que queria abordar a alta esfera da sua profissão, ter um apartamento magnífico, criada de quarto, carruagem, e lutar, por exemplo, com a nossa bela anfitriã...— Para isso ela não é bastante bem feita — exclamou a ilustre beleza do Cirque; — mas assim mesmo ela depenou o jovem de Esgrignon!— Dez dias depois, o pequeno Croizeau, empoleirado na sua dignidade, fazia, mais ou menos, o seguinte discurso para a bela Antônia — continuou Desroches: — "Minha filha, seu gabinete literário é um buraco, você aqui vai ficar amarela, o gás lhe estragará a vista; é preciso sair daqui, e olhe! aproveitemos a oportunidade. Achei para você uma jovem senhora que não deseja outra coisa senão comprar-lhe seu gabinete de leitura. E' uma mulherzinha arruinada para a qual nada mais resta senão atirar-se na água; mas tem quatro mil francos em dinheiro, e é preferível tirar deles bom partido para poder sustentar e educar dois filhos... — Oh! o senhor é muito gentil, tio Croizeau — disse Antônia. — Ora! daqui a pouco serei mais gentil ainda — replicou o velho fabricante de carruagens. — Imagine que aquele pobre Sr. Denisart está com um desgosto que lhe deu icterícia... Sim, a coisa atingiu-lhe o fígado, como acontece nos velhos sensíveis... Ele faz mal em ser tão sensível. Eu lhe disse: Apaixonar-se, vá! mas ser sensível... alto lá!... a gente se mata. — Francamente, eu não esperava semelhante desgosto num homem suficientemente forte e instruído para ausentar-se durante a digestão. Da casa de... — Mas, que houve? — perguntou a Srta. Chocardelle. — Aquela criaturazinha, em cuja casa jantei, plantou-o ali, positivamente... Sim, deixou-o, sem preveni-lo com mais do que uma carta sem nenhuma ortografia. — Eis aí, tio Croizeau, no que resulta cacetear as mulheres!... — E' uma lição, bela dama — disse o melífluo Croizeau. — Por enquanto, nunca vi homem em semelhante desespero. Nosso amigo Denisart não distingue mais sua mão direita da esquerda, não quer ver mais o que ele chama o cenário da sua felicidade... Perdeu de tal forma o juízo que me propôs que eu comprasse por quatro mil francos o mobiliário de Hortênsia... Ela se chama Hortênsia! — Lindo nome — disse Antônia. — Sim, é o da enteada de Napoleão. Como sabe, eu fornecia-lhe as carruagens. — Pois sim, vou pensar — disse a esperta Antônia; — comece por mandar-me sua jovem dama." Antônia correu para ver a mobília, voltou fascinada, e fascinou Máximo por um entusiasmo de antiquário. Nessa mesma noite o conde consentiu na venda do gabinete de leitura. O estabelecimento, compreendem, estava em nome da Srta. Chocardelle. Máximo pôs-se a rir do pequeno Croizeau que lhe fornecia um comprador. E' verdade que a sociedade Máximo e Chocardelle perdia dois mil francos; mas, que era essa perda em presença de quatro belas notas de mil francos? Como me dizia o conde: ­ "Quatro mil francos de dinheiro vivo!... Há momentos em que se assinam letras pela importância de oito mil francos para tê-los!" O conde foi ver, ele próprio, dois dias depois, o mobiliário, levando consigo os quatro mil francos. A venda fora realizada graças à diligência do pequeno Croizeau, que empurrava a roda; ele tinha enforcado, dizia, a viúva. Pouco se preocupando com aquele amável ancião, que ia perder seus mil francos, Máximo quis fazer transportar imediatamente toda a mobília para um apartamento alugado em nome da Sra. Ida Bonamy, na rua Tronchet, numa casa nova. Para isso tinha-se preparado com várias carroças grandes de mudança. Máximo, refascinado pela beleza do mobiliário, que para um estofador valeria seis mil francos, encontrou o infeliz ancião, amarelo. com a sua icterícia, no canto da lareira, com a cabeça recoberta por duas compressas e ainda por cima um boné de algodão, abafado como um lustre, abatido, sem poder falar, enfim, tão escangalhado, que o conde foi obrigado a entender-se com um criado de quarto. Depois. de ter entregue os quatro mil francos ao criado de quarto, que os. levou ao patrão para que este desse um recibo, Máximo quis ir dizer aos seus comissionados que fizessem chegar as carroças; ouviu, porém, uma voz que ressoou aos seus ouvidos como uma matraca e que lhe gritou: — "E' inútil, senhor conde, estamos quites, tenho seiscentos e trinta francos e quinze cêntimos a entregar-lhe" E ficou assustado ao ver Cérizet sair de seus envoltórios, como uma borboleta de sua larva, o qual lhe apresentou seus malditos papéis, acrescentando: — Nas minhas desgraças aprendi a representar comédias, e em papéis de velho valho tanto como Bouffé. — Estou no bosque de Bondy — exclamou Máximo. — Não, senhor conde, o senhor está em casa da Srta. Hortênsia, a amiga do velho Lord Dudley, que a oculta a todos os olhares; ela, porém, tem o mau gosto de amar este seu humilde servidor. — Se tive alguma vez vontade de matar um homem, — dizia-me o conde, — foi naquele momento; mas que quer! Hortênsia mostrava-me a sua linda cabeça, tive de rir, e, para conservar minha superioridade, disse-lhe atirando-lhe os seiscentos francos: — Aí está para a rapariga".— E' Máximo de corpo inteiro! — exclamou la Palférine.— Tanto mais que se tratava do dinheiro do pequeno Croizeau"— disse o profundo Cardot.— Máximo teve um triunfo — continuou Desroches, — porque Hortênsia exclamou: "Ah! se eu soubesse que eras tu"...— Aí está uma tal de confusão! — exclamou a lorette. — Perdeste, milorde — disse ela ao notário.E foi assim que o marceneiro a quem Málaga devia cem escudos foi pago.
Honoré de Balzac nasceu no dia 20 de maio de 1799 na cidade de Tours, Indre-et-Loire, na França. Considerado um dos maiores escritores franceses, sua obra "A Comédia Humana" reúne mais de 90 romances e contos, e nela procura retratar a realidade da vida burguesa da França naquela época. O escritor faleceu no dia 18 de agosto de 1850 e foi sepultado no cemitério Père Lachaise, em Paris. Seu jazigo conta com uma estátua esculpida por Auguste Rodin.Entre os seus principais romances destacam-se: Um Episódio no Tempo do Terror, A Obra-Prima Desconhecida, O Coronel Chabert, O Médico de Aldeia, Eugénia Grandet, Séraphita, O Tio Goriot, Ilusões Perdidas, O Lírio no Vale, César Birotteau, Úrsula Mirouet, Um Caso Tenebroso, Esplendores e Misérias das Cortesãs, Modeste Mignon, O Primo Pons, Eugenia Grandet, A Mulher Abandonada, A Mulher de Trinta Anos, A Solteirona e tantos outros mais.
Texto extraído do livro “A comédia humana – XI”, Editora Globo - Porto Alegre, 1958, tradução de Vidal de Oliveira, págs. 09.