Janeiro
01 · Confraternização Universal
01 · Dia Mundial da Paz
02 · Dia da Abreugrafia
05 · Criação da 1ª Tipografia no Brasil
06 · Dia de Reis
06 · Dia da Gratidão
07 · Dia da Liberdade de Cultos
08 · Dia do Fotógrafo
09 · Dia do Fico (1822)
09 . Dia do Astronauta
14 · Dia do Enfermo
15 . Dia Mundial do Compositor
15 . Dia dos Adultos
20 · Dia do Museu de Arte Moderna
do RJ
20 · Dia do Farmacêutico
21 · Dia Mundial da Religião
24 · Dia da Previdência Social
24 · Dia da Constituição
24 · Instituição do Casamento civil no Brasil
24. Dia Nacional dos Aposentados
25 · Dia do Carteiro
25 · Fundação de São Paulo
25 · Criação dos Correios e Telégrafos no Brasil
27 · Dia da Elevação do Brasil Vice-Reinado (1763)
28 · Dia da Abertura dos Portos (1808)
30 · Dia da Saudade
30 · Dia do Portuário
30 · Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos
30 · Dia da Não-Violência
31 · Dia do lançamento do 1º Satélite · EUA (1958)
31 . Dia Mundial do Mágico
Fevereiro
01 . Dia do Publicitário
02 · Dia do Agente Fiscal
02 · Dia de Iemanjá
05 · Dia do Datiloscopista
07 · Dia do Gráfico
09 · Dia do Zelador
10 . Dia do Atleta Profissional
11 · Dia da Criação da Casa de Moeda
11 · Dia Mundial do Enfermo
14 · Dia da Amizade
16 · Dia do Repórter
16 . Carnaval
19 · Dia do Esportista
21 · Dia da Conquista do Monte Castelo (1945)
21 · Data Festiva do Exército
23 · Dia do Rotaryano
24 · Promulgação da 1ª Constituição Republicana (1891)
25 · Dia da criação do Ministério das Comunicações
27 · Dia do Agente Fiscal da Receita Federal
27 . Dia Nacional do Livro Didático
Março
02 • Dia Nacional do Turismo
02 . Dia da Oração
03 • Dia do Meteorologista
05 • Dia do Filatelista Brasileiro
07 • Dia do Fuzileiros Navais
08 • Dia Internacional da Mulher
10 • Dia do Telefone
10 - Dia do Sogro
12 - Aniversário de Recife (468 anos) e Olinda (470 anos)
12 • Dia do Bibliotecário
14 • Dia do Vendedor de Livros
14 • Dia Nacional da Poesia
14 • Dia dos Animais
15 • Dia da Escola
15 • Dia Mundial do Consumidor
19 • Dia de São José
19 • Dia do Carpinteiro
19 • Dia do Marceneiro
20 • Início do outono
20 . dia do contador de Histórias
21 • Dia Universal do Teatro
21 • Dia Internacional Contra a Discriminação Racial
21 . Dia Universal do Teatro
22 . Dia Mundial da Água
23 • Dia Mundial da Meteorologia
26 • Dia do Cacau
27 • Dia do Circo
28 • Dia do Diagramador
28 • Revisor
30 . Dia Mundial da Juventude
31 • Dia da Integração Nacional
31 • Dia da Saúde e Nutrição
31 . Aniversário do Golpe Militar – 1964
Abril
01 • Dia da Mentira
01 . Dia da Abolição da Escravidão dos Índios - 1680
02 • Dia do Propagandista 02 • Dia Internacional do Livro Infantil
02 . Páscoa
04 • Dia Nacional do Parkinsoniano
07 • Dia do Corretor
07 • Dia do Jornalismo
07 • Dia do Médico Legista
07 • Dia Mundial da Saúde
08 • Dia da Natação
08 • Dia do Correio
08 • Dia Mundial do Combate ao Câncer
09 • Dia Nacional do Aço
10 • Dia da Engenharia
12 • Dia do Obstetra
13 • Dia do Office-Boy
13 • Dia dos Jovens
13 . Dia do Hino Nacional -1º Execução do Hino Nacional Brasileiro -1831
14 • Dia Pan-Americano
15 • Dia da Conservação do Solo
15 • Dia Mundial do Desenhista
15 • Dia do Desarmamento Infantil
16 . Dia da Voz
18 • Dia Nacional do Livro Infantil
18 • Dia de Monteiro Lobato
19 • Dia do Índio
19 • Dia do Exército Brasileiro
20 • Dia do Diplomata
20 . Dia do Disco
21 • Tiradentes
21 • Dia da Latinidade
21 • Dia do Metalúrgico
21 . Dia do Policial Civil
21 . Dia do Policial Militar
22 • Descobrimento do Brasil
22 • Dia da Força Aérea Brasileira
22 • Dia da Comunidade luso-brasileira
22 . Dia do Planeta Terra
23 • Dia de São Jorge
23 • Dia Mundial do Escoteiro
23 . Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor
23. Dia Nacional da Educação de Surdos
24 • Dia do Agente de Viagem
24 • Dia Internacional do Jovem Trabalhador
25 • Dia do Contabilista
26 • Dia do Goleiro
26 • Dia da 1ª Missa no Brasil
27 • Dia da Empregada Doméstica
27 • Dia do Sacerdote
28 • Dia da Educação
28 • Dia da Sogra
30 • Dia do Ferroviário
30 • Dia Nacional da Mulher
Maio
01 • Dia Mundial do Trabalho
02 • Dia Nacional do Ex-combatente
02 • Dia do Taquígrafo
03 • Dia do Sertanejo
05 • Dia de Rondon
05 • Dia da Comunidade
05 • Dia Nacional do Expedicionário
05 • Dia do Artista Pintor
05 . Dia do Marechal Rondon
06 • Dia do Cartógrafo
07 • Dia do Oftalmologista
07 • Dia do Silêncio
08 • Dia da Vitória
08 • Dia do Profissional Marketing
08 • Dia do Artista Plástico
08 • Internacional da Cruz Vermelha
09 • Dia da Europa
10 • Dia da Cavalaria
10 • Dia do Campo
11 • Integração do Telégrafo no Brasil
12 • Dia Mundial do Enfermeiro
13 • Abolição da Escravatura
13 • Dia da Fraternidade Brasileira
13 • Dia do Automóvel
14 • Dia Continental do Seguro
15 • Dia do Assistente Social
15 • Dia do Gerente Bancário
15 . Dia das Mães
16 • Dia do Gari
17 • Dia Internacional da Comunicação e das Telecomunicações
17 • Dia da Constituição
18 • Dia dos Vidreiros
18 • Dia Internacional dos Museus
19 • Dia dos Acadêmicos do Direito
20 . Ascensão do Senhor
20 • Dia do Comissário de Menores
21 • Dia da Língua Nacional
22 • Dia do Apicultor
23 • Dia da Juventude Constitucionalista
24 • Dia da Infantaria
24 • Dia do Datilógrafo
24 • Dia do Detento
24 • Dia do Telegrafista
24 • Dia do Vestibulando
25 • Dia da Indústria
25 • Dia do Massagista
25 • Dia do Trabalhador Rural
25 . Dia do Vigilante
27 • Dia do Profissional Liberal
29 • Dia do Estatístico
29 • Dia do Geógrafo
30 • Dia do Geólogo
30 • Dia das Bandeiras
31 • Dia do Comissário de Bordo
31 • Dia Mundial das Comunicações Sociais
31 • Dia do Espírito Santo
Junho
01 • Semana Mundial do Meio Ambiente
01 • Dia de Caxias
01 • Primeira transmissão de TV no Brasil
01. Dia da Imprensa
03 • Dia Mundial do Administrador de Pessoal
03 • Pentecostes
03 . Corpus Christi
05 • Dia da Ecologia
05 • Dia Mundial do Meio Ambiente
07 • Dia da Liberdade de Imprensa
08 • Dia do Citricultor
09 • Dia do Porteiro
09 • Dia do Tenista
09 • Dia da Imunização
09 • Dia Nacional de Anchieta
10 • Dia da Artilharia
10 • Dia da Língua Portuguesa
10 • Dia da Raça
11 • Dia da Marinha Brasileira
11 • Dia do Educador Sanitário
12 • Dia do Correio Aéreo Nacional
12 • Dia dos Namorados
13 • Dia de Santo Antônio
13 • Dia do Turista
14 • Dia do Solista
14 • Dia Universal de Deus
17 • Dia do Funcionário Público Aposentado
18 • Dia do Químico
18 • Imigração Japonesa
19 • Dia do Cinema Brasileiro
20 • Dia do Revendedor
21 • Dia da Mídia
21 • Dia do Imigrante
21 • Dia Universal Olímpico
21 • Início do inverno
24 • Dia das Empresas Gráficas
24 • Dia de São João
24 • Dia Internacional do Leite
26 . Dia do Metrologista
27 • Dia Nacional do Progresso
28 • Dia da Renovação Espiritual
29 • Dia de São Pedro e São Paulo
29 • Dia do Papa
29 • Dia da Telefonista
29 • Dia do Pescador
Julho
01 • Dia da vacina BCG
02 • Dia do Hospital
02 • Dia do Bombeiro Brasileiro
04 • Dia Internacional do Cooperativismo
04 • Independência dos EUA
04 . dia do Operador de Telemarketing
06 • Dia da criação do IBGE
08 • Dia do Panificador
09 • Dia da Revolução e do Soldado Constitucionalista
10 • Dia da Pizza
12 . Dia do engenheiro Florestal
13 • Dia do Engenheiro de Saneamento
13 • Dia do Cantor
13 • Dia Mundial do Rock
14 • Dia do Propagandista de Laboratório
14 • Dia da Liberdade de Pensamento
15 • Dia Nacional dos Clubes
16 • Dia do Comerciante
17 • Dia de Proteção às Florestas
19 • Dia da Caridade
19 • Dia Nacional do Futebol
20 • Dia do Amigo e Internacional da Amizade
20 • Dia da 1ª Viagem à Lua (1969)
23 • Dia do Guarda Rodoviário
25 • Dia de São Cristóvão
25 • Dia do Colono
25 • Dia do Escritor
25 • Dia do Motorista
26 • Dia da Vovó
27 • Dia do Motociclista
28 • Dia do Agricultor
Agosto
01 • Dia Nacional do Selo
03 • Dia do Tintureiro
03 . Dia do Capoeirista
05 • Dia Nacional da Saúde
07 . Dia dos Pais
08 • Dia do Pároco
11 • Dia da Televisão
11 • Dia do Advogado
11 • Dia do Estudante
11 • Dia do Garçom
11 . Dia Internacional da Logosofia
12 • Dia Nacional da Artes
13 • Dia do Economista
14. Dia do Cardiologista
15 • Assunção de Nossa Senhora
15 • Dia da Informática
15 • Dia dos Solteiros
16 . Dia do Filósofo
19 • Dia do Artista de Teatro
19 • Dia Mundial da Fotografia
20 . Dia dos Maçons
22 • Dia do Folclore
22 . Dia do Supervisor Escolar
23 • Dia da Injustiça
24 • Dia da Infância
24 • Dia dos Artistas
24 • Dia de São Bartolomeu
25 • Dia do Feirante
25 • Dia do Soldado
27 • Dia do Corretor de Imóveis
27 • Dia do Psicólogo
28 • Dia da Avicultura
28 • Dia dos Bancários
29 • Dia Nacional do Combate do Fumo
31º • Dia da Nutricionista
Setembro
01 • Início da Semana da pátria
01 • Dia do Profissional de Educação Física
02 • Dia do Repórter Fotográfico
03 • Dia do Guarda Civil
03 • Dia do Biólogo
05 • Dia Oficial da Farmácia
05 • Dia da Amazônia
06 • Dia do Alfaiate
06 • Oficialização da letra do Hino Nacional
07 • Independência do Brasil
08 • Dia Internacional da Alfabetização
09 • Dia do Administrador
09 • Dia do Médico Veterinário
09 • Dia da Velocidade
10 • Fundação do 1º Jornal do Brasil
12 . Dia do operador de rastreamento
14 • Dia da Cruz
14 • Dia do Frevo
15 . Dia do Cliente
16 • Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio
17 • Dia da Compreensão Mundial
18 • Dia dos Símbolos Nacionais
19 • Dia de São Geraldo
19 • Dia do Teatro
20 • Dia do Funcionário Municipal
20 • Dia do Gaúcho
21 • Dia da Árvore
21 • Dia do Fazendeiro
21 . Dia da Luta Nacional das Pessoas com Deficiências
22 • Data da Juventude do Brasil
22. Dia do Contador
23 • Início da primavera
23 • Dia do Soldador
23. Dia do Técnico Industrial e do Técnico em Edificações
25 • Dia Nacional do Trânsito
26 • Dia Interamericano das Relações Públicas
26. Dia Nacional do Surdo
27 • Dia de Cosme e Damião
27 • Dia do Encanador
27 • Dia Mundial de Turismo
27. Dia Nacional do Idoso
28 • Dia da Lei do Ventre Livre
29 • Dia do Anunciante
29 • Dia do Petróleo
30 • Dia da Secretária
30 • Dia da Navegação
30 • Dia Mundial do Tradutor
30 • Dia Nacional do Jornaleiro
Outubro
01 • Dia Internacional da Terceira Idade
1º • Dia de Santa Terezinha
1º • Dia do Vendedor
1º • Dia Nacional do Vereador
03 • Dia Mundial do Dentista
03 • Dia do Petróleo Brasileiro
03 • Dia das Abelhas
04 • Dia da Natureza
04 • Dia do Barman
04 • Dia do Cão
04 • Dia do Poeta
04 • Dia de São Francisco de Assis
05 • Dia das Aves
05 • Dia Mundial dos Animais
07 • Dia do Compositor
08 • Dia do Nordestino
09. Dia do Açougueiro e profissionais do setor
10 • Semana da Ciência e Tecnologia
10 • Dia Mundial do Lions Clube
11 • Dia do Deficiente Físico
11 • Dia do Teatro Municipal
12 • Dia de Nossa Senhora Aparecida
12 • Dia da Criança
12 • Dia do Atletismo
12 • Dia do Engenheiro Agrônomo
12 • Dia do Mar
12 • Dia do Descobrimento da América
12. Dia do Corretor de Seguros
13 . Dia do Terapeuta Ocupacional
13 • Dia do Fisioterapeuta
14 • Dia Nacional da Pecuária
15 • Dia do Normalista
15 • Dia do Professor
16 • Dia Mundial da Alimentação
16 • Dia da Ciência e Tecnologia
16. Dia do Anestesiologista
17 • Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira
17 • Dia do Eletricista
18 • Dia do Médico
18 • Dia do Estivador
18 • Dia do Securitário
18 • Dia do Pintor
19 . Dia do Profissional da Informática
20 . Dia Internacional do Controlador de Tráfego Aéreo
20 . Dia do Arquivista
21 • Dia do Contato
23 • Dia da Aviação e do Aviador
24 • Dia das Nações Unidas – ONU
25 • Dia da Democracia
25 • Dia do Dentista Brasileiro
25 • Dia do Sapateiro
28 • Dia de São Judas Tadeu
28 • Dia do Funcionário Público
29 • Dia Nacional do Livro
30 • Dia do Balconista
30 • Dia do Comerciário
30 . Dia do Fisiculturista
31 • Dia Mundial do Comissário de Vôo
31 • Dia das Bruxas - Halloween
31 . Dia da Reforma Luterana
Novembro
01 • Dia de Todos os Santos
02 • Dia de Finados
03 • Dia do Cabeleireiro
03 • Instituição do Direito e Voto da Mulher (1930)
04 • Dia do Inventor
05 • Dia da Ciência e Cultura
05 • Dia do Cinema Brasileiro
05 • Dia do Radioamador e Técnico Eletrônica
07. Dia do Radialista
08 • Dia Mundial do Urbanismo
08 . Dia do Radiologista
09 • Dia do Hoteleiro
10 • Dia do Trigo
11 • Dia do Soldado Desconhecido
12 . Dia do Diretor de Escola
12 • Dia do Supermercado
14 • Dia Nacional da Alfabetização
15 • Proclamação da República
16 • Semana da Música
17 . Dia da Criatividade
18 . Dia do Conselheiro Tutelar
19 • Dia da Bandeira
20 • Dia do Auditor Interno
20 • Dia Nacional da Consciência Negra
20 . Dia do Esteticista
20 . Dia do Biomédico
21 • Dia da Homeopatia
21 • Dia das Saudações
22 • Dia do Músico
25 • Dia Nacional do Doador de Sangue
27 . Dia do Técnico da Segurança do Trabalho
28 • Dia Mundial de Ação de Graças
Dezembro
01 • Dia Internacional da Luta contra a AIDS
01 • Dia do Imigrante
01 • Dia do Numismata
02 • Dia Nacional do Samba
02 • Dia da Astronomia
02 • Dia Pan-americano da Saúde
02 • Dia Nacional das Relações Públicas
03. Dia Internacional do Portador de Deficiência
04 • Dia da Propaganda
04 • Dia do Pedicuro
04 . Dia do Orientador Educacional
08 • Dia Mundial da Imaculada Conceição
08 • Dia da Família
08 • Dia da Justiça
09 • Dia da Criança Defeituosa
09 • Dia do Fonoaudiólogo
09 • Dia do Alcoólico Recuperado
10 • Declaração Universal Direitos Humanos
10 • Dia Internacional dos Povos Indígenas
10 • Dia Universal do Palhaço
11 • Dia do Arquiteto
11 • Dia do Engenheiro
13 • Dia do Cego
13 • Dia do Marinheiro
13 • Dia do Ótico
13 . Dia de Santa Luzia
13 . Dia do Engenheiro Avaliador e Perito de Engenharia
14 . Dia Nacional do Ministério Público
16 • Dia do Reservista
18 . Dia do Museólogo
20 • Dia do Mecânico
21 • Dia do Atleta
22 • Início do verão
23 • Dia do Vizinho
24 • Dia do Órfão
25 • Natal
26 • Dia da Lembrança
28 • Dia do Salva-vidas
31 • Dia de São Silvestre
31 • Reveillon
Marcadores
Alfabetização
(48)
Alfabeto
(16)
Amigos
(19)
Arte e Diversão
(9)
Atualidades
(6)
Biografias
(9)
Brincadeiras
(32)
Calendários
(2)
Charges
(26)
Ciências/Ecologia/Meio Ambiente/Educação Ambiental
(1)
Clássicos
(9)
Contos Infantis
(12)
Criatividades
(2)
Crônicas/Textos
(227)
Culinária/Receitas
(17)
Cultura Brasileira
(10)
DATAS COMEMORATIVAS
(3)
DEVOCIONAIS
(1)
Dicas/Curiosidades
(12)
Educação
(24)
Educação de Jovens e Adultos - EJA
(2)
ESPORTE/EDUCAÇÃO FÍSICA
(24)
Fábulas
(11)
Família
(36)
FRASES/ PENSAMENTOS
(55)
GIFS
(4)
His
(1)
História
(5)
Historinhas Infantis
(38)
Histotinhas Infantis
(1)
Ideias/Dicas/Curiosidades
(3)
Imagens para atividades escolares/projetos
(18)
IMAGENS PARA DECOUPAGE
(1)
Matemática
(2)
Mensagens de Reflexão
(35)
Minha mãe
(1)
Música e Canto
(2)
Notícias
(1)
Numeros/Numerais/Quantidades
(10)
ORAÇÕES
(3)
Piadinhas
(4)
Poemas/Poesias
(47)
POLÍTICA
(4)
Projetos
(110)
Recordações
(1)
Religião
(25)
Reportagens
(52)
SAÚDE
(8)
SCRAPS
(1)
SIMILARES
(1)
Sugestões de bloggs
(7)
Sugestões de Livros e Filmes
(7)
TEXTOS ESCRITOS POR CRIANÇAS
(3)
TEXTOS INFANTIS
(3)
Textos Motivacionais/Auto Estima
(144)
Valores/Virtudes
(26)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
ROCHINHA - 93 ANOS DE IDADE

Domingo, dia dezessete de janeiro, meu pai completou 93 anos de idade. Professor Rochinha, um homem muita fé e grande luta, digno, um ser humano a quem todos nos orgulhamos e admiramos tanto.
Meu pai, um homem de família humilde que se fez pelo próprio esforço. Bancário, economista e professor bem sucedido, sempre nos ensinou o que é amor de verdade. Homem sensível e generoso que com dificuldade, além de criar seus filhos, abrigou tantos outros em sua casa, como também criou os filhos do coração: Zelma, Paulo, Nely, Berlanda, Diulinha, Crispina, Ana Lígia, Beth, Pelé, Paixão.
Contigo aprendi a desejar e fazer o bem para o próximo, a ser uma pessoa honesta e esforçada.
Todos aqueles que te conhecem podem atestar a tua firmeza de caráter, tua lealdade, tuas virtudes e teu exemplo de vida.
Pai, obrigada pelos dias gloriosos!!! Obrigada, pelo carinho que deste a minha mãe e a todos nós, por orientar o meu caminho,feito de lutas e incertezas, mas também de muitas esperanças e sonhos!
És o meu orgulho, o meu exemplo, o meu pai querido. Tu és um homem cheio de certezas, confiança, alegre, brincalhão.
Que Deus te dê muita saúde, paz e uma longa vida! Te amo, pai!
Adoro teu abraço aconchegante a me acolher, meu velho conselheiro e leal amigo. Infinita é a tua bondade e o teu coração.
Não foi a primeira vez que eu fiz isso, e sempre cada vez mais eu entendo que a verdade é quase sempre uma fogueira - e me lembro de "fogueira das vaidades"Pois eu defendo essa verdade seja onde e como for, como defendo meus ideais.Ele me disse q fui corajosa...será?talvez. Talvez eu tenha sido mesmo corajosa - porque apesar de tudo eu sempre assumo o que digo, mesmo que isso me doa. E tem gente tão acostumada a viver num mundo de joguinhos, mentiras, manipulações e incoerências, que ao se deparar com a verdade acha q é hipocrisia, que é joguinho.Se eu soubesse jogar tão bem assim, acredite, eu estaria bem melhor. Pois todo jogador que conheço ou de quem eu tenha ouvido falar, de vez em quando ganha alguma coisa.O que eu jogo sim é minha cara à tapa, meus sonhos no inverno e no verão, minhas vontades e minhas crenças, todas, aos pés de quem quiser ver e ouvir.Jogo minhas palavras quentes como bolo que acabou de sair do forno, tão logo elas tenham tido forma pelo pensamento.Jogo na cara do mundo a vontade que eu tenho de ver as pessoas a quem amo felizes, de VERDADE, seja como e onde for.Porque eu nao estive sempre ao lado de quem eu amo. Eu nao fiquei em casa todas as vezes. Eu mudei de casa, estado, cidade, humor, ânimo e sei la mais o quê, um milhão de vezes, e nesssas mudanças todas, muitas e muitas vezes eu abri mão de quem ou o que eu amava - porque apesar de toda minha malfalada loucura, sei entender qdo nao é mais meu lugar.Mas nao sei ver alguem enganar e mentir e usar, a seu bel prazer, alguém a quem amo.Isso sim me destrói e isso sim me faz atirar-me na maior das fogueiras. Quem me conhece um pouco sabe que sou assim - quem me conhece um pouco ja me viu chorar pela injustiça, mesmo uma injustiça que em nada me atingisse aparentemente. Dizem que o pior cego é aquele que nao quer ver? não acho.acho que o pior cego é o cego rodeado de "amigos" que não põe a cara a bater para ajuda-lo a enxergar. Se alguem fizer isso e ele quiser continuar cego... é só uma escolha.===========================E quem conviveu um pouco comigo sabe que eu nao acerto sempre, alias, eu erro muito, muito, muito, todos os dias, e assim vai a vida, assim vai meu caminho e um passo de cada vez eu vou seguindo e aprendendo.Nao tenho a pretensão de acertar sempre.Nao tenho a pretensão de ser compreendida, ou amada, ou odiada, ou seja la o que for. Tudo vem e vai..... não há meios de se controlar o tempo. Nao há meios de se controlar o destino. Há meios de se acreditar, ou nao, em um ideal, em força pra seguir em frente mesmo quando tudo desaba, mesmo quando o chão desaparece debaixo dos pés.Não sou forte nem sou fraca, corajosa nem medrosa, sou só eu mesma tentando viver segundo o que eu acredito. Se mudo de idéia? sim, muitas vezes - quem nao muda de ideia é porque nao tem ideias.
A escolha do Rei Arthur
A escolha do Rei Arthur
O jovem Rei Arthur foi surpreendido pelo monarca do reino vizinho enquanto caçava furtivamente num bosque. O Rei poderia tê-lo matado no ato, pois era o castigo para quem violasse as leis da propriedade, contudo se comoveu ante a juventude e a simpatia de Arthur e lhe ofereceu a liberdade, desde que no prazo de um ano trouxesse a resposta a uma pergunta difícil.
A pergunta era: O que querem as mulheres? Semelhante pergunta deixaria perplexo até o mais sábio, e ao jovem Arthur lhe pareceu impossível de respondê-la.
Contudo aquilo era melhor do que a morte, de modo que regressou a seu reino e começou a interrogar as pessoas: a princesa, a rainha, as prostitutas, os monges, os sábios, o bobo da corte, em suma, a todos e ninguém soube dar uma resposta convincente.
Porém todos o aconselharam a consultar a velha bruxa, porque somente ela saberia a resposta. O preço seria alto, já que a velha bruxa era famosa em todo o reino pelo exorbitante preço cobrado pelos seus serviços.
Chegou o último dia do ano acordado e Arthur não teve mais remédio senão recorrer a feiticeira. Ela aceitou dar-lhe uma resposta satisfatória, com uma condição: primeiro aceitaria o preço. Ela queria casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da mesa redonda e o mais intimo amigo do Rei Arthur!
O jovem Arthur a olhou horrorizado: era feíssima, tinha um só dente, desprendia um fedor que causava náuseas até a um cachorro, fazia ruídos obscenos... nunca havia topado com uma criatura tão repugnante.
Acovardou-se diante da perspectiva de pedir a um amigo de toda a sua vida para assumir essa carga terrível.
Não obstante, ao inteirar-se do pacto proposto, Gawain afirmou que não era um sacrifício excessivo em troca da vida de seu melhor amigo e a preservação da Mesa Redonda.
Anunciadas as bodas, a velha bruxa, com sua sabedoria infernal, disse: O que realmente as mulheres querem é Serem Soberanas de suas próprias vidas!!
Todos souberam no mesmo instante que a feiticeira havia dito uma grande verdade e que o jovem Rei Arthur estaria salvo.
Assim foi, ao ouvir a resposta, o monarca vizinho lhe devolveu a liberdade. Porém que bodas tristes foram aquelas.....toda a corte assistiu e ninguém sentiu mais desgarrado entre o alívio e a angústia, que o próprio Arthur. Gawain, se mostrou cortês, gentil e respeitoso.
A velha bruxa usou de seus piores hábitos, comeu sem usar talheres, emitiu ruídos e um mau cheiro espantoso. Chegou a noite de núpcias.
Quando Gawain, já preparado para ir para a cama, aguardava sua esposa, ela apareceu como a mais linda e charmosa mulher que um homem poderia imaginar! Gawain ficou estupefato e lhe perguntou o que havia acontecido.
A jovem lhe respondeu com um sorriso doce, que como havia sido cortês com ela, a metade do tempo se apresentaria horrível e outra metade com o aspecto de uma linda donzela.
Então ela lhe perguntou qual ele preferiria para o dia e qual para a noite. Que pergunta cruel...Gawain se apressou em fazer cálculos...
Poderia ter uma jovem adorável durante o dia para exibir a seus amigos e a noite na privacidade de seu quarto uma bruxa espantosa ou quem sabe ter de dia uma bruxa e uma jovem linda nos momentos íntimos de sua vida conjugal.
Vocês, o que teriam preferido? ... O que teriam escolhido?????A escolha que fez Gawain está, mais adiante, porém, antes tome a sua decisão. ATENÇÃO É MUITO IMPORTANTE QUE VOCÊ SEJA SINCERO.
O nobre Gawain respondeu que a deixaria escolher por si mesma. Ao ouvir a resposta, ela anunciou que seria uma linda jovem de dia e de noite, porque ele a havia respeitado e permitido ser SOBERANA DE SUA PRÓPRIA VIDA.
MORAL DA HISTÓRIA... Não importa se a mulher é bonita ou feia ... no fundo ela é sempre uma bruxa ou uma fada... ela se transformará de acordo com a forma que você a tratar...
A estória mesmo sendo direcionada a mulher, é uma verdade universal, válida a todos os seres vivos. Um desejo comum a todos é o de ser soberano de sua própria vida.
O jovem Rei Arthur foi surpreendido pelo monarca do reino vizinho enquanto caçava furtivamente num bosque. O Rei poderia tê-lo matado no ato, pois era o castigo para quem violasse as leis da propriedade, contudo se comoveu ante a juventude e a simpatia de Arthur e lhe ofereceu a liberdade, desde que no prazo de um ano trouxesse a resposta a uma pergunta difícil.
A pergunta era: O que querem as mulheres? Semelhante pergunta deixaria perplexo até o mais sábio, e ao jovem Arthur lhe pareceu impossível de respondê-la.
Contudo aquilo era melhor do que a morte, de modo que regressou a seu reino e começou a interrogar as pessoas: a princesa, a rainha, as prostitutas, os monges, os sábios, o bobo da corte, em suma, a todos e ninguém soube dar uma resposta convincente.
Porém todos o aconselharam a consultar a velha bruxa, porque somente ela saberia a resposta. O preço seria alto, já que a velha bruxa era famosa em todo o reino pelo exorbitante preço cobrado pelos seus serviços.
Chegou o último dia do ano acordado e Arthur não teve mais remédio senão recorrer a feiticeira. Ela aceitou dar-lhe uma resposta satisfatória, com uma condição: primeiro aceitaria o preço. Ela queria casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da mesa redonda e o mais intimo amigo do Rei Arthur!
O jovem Arthur a olhou horrorizado: era feíssima, tinha um só dente, desprendia um fedor que causava náuseas até a um cachorro, fazia ruídos obscenos... nunca havia topado com uma criatura tão repugnante.
Acovardou-se diante da perspectiva de pedir a um amigo de toda a sua vida para assumir essa carga terrível.
Não obstante, ao inteirar-se do pacto proposto, Gawain afirmou que não era um sacrifício excessivo em troca da vida de seu melhor amigo e a preservação da Mesa Redonda.
Anunciadas as bodas, a velha bruxa, com sua sabedoria infernal, disse: O que realmente as mulheres querem é Serem Soberanas de suas próprias vidas!!
Todos souberam no mesmo instante que a feiticeira havia dito uma grande verdade e que o jovem Rei Arthur estaria salvo.
Assim foi, ao ouvir a resposta, o monarca vizinho lhe devolveu a liberdade. Porém que bodas tristes foram aquelas.....toda a corte assistiu e ninguém sentiu mais desgarrado entre o alívio e a angústia, que o próprio Arthur. Gawain, se mostrou cortês, gentil e respeitoso.
A velha bruxa usou de seus piores hábitos, comeu sem usar talheres, emitiu ruídos e um mau cheiro espantoso. Chegou a noite de núpcias.
Quando Gawain, já preparado para ir para a cama, aguardava sua esposa, ela apareceu como a mais linda e charmosa mulher que um homem poderia imaginar! Gawain ficou estupefato e lhe perguntou o que havia acontecido.
A jovem lhe respondeu com um sorriso doce, que como havia sido cortês com ela, a metade do tempo se apresentaria horrível e outra metade com o aspecto de uma linda donzela.
Então ela lhe perguntou qual ele preferiria para o dia e qual para a noite. Que pergunta cruel...Gawain se apressou em fazer cálculos...
Poderia ter uma jovem adorável durante o dia para exibir a seus amigos e a noite na privacidade de seu quarto uma bruxa espantosa ou quem sabe ter de dia uma bruxa e uma jovem linda nos momentos íntimos de sua vida conjugal.
Vocês, o que teriam preferido? ... O que teriam escolhido?????A escolha que fez Gawain está, mais adiante, porém, antes tome a sua decisão. ATENÇÃO É MUITO IMPORTANTE QUE VOCÊ SEJA SINCERO.
O nobre Gawain respondeu que a deixaria escolher por si mesma. Ao ouvir a resposta, ela anunciou que seria uma linda jovem de dia e de noite, porque ele a havia respeitado e permitido ser SOBERANA DE SUA PRÓPRIA VIDA.
MORAL DA HISTÓRIA... Não importa se a mulher é bonita ou feia ... no fundo ela é sempre uma bruxa ou uma fada... ela se transformará de acordo com a forma que você a tratar...
A estória mesmo sendo direcionada a mulher, é uma verdade universal, válida a todos os seres vivos. Um desejo comum a todos é o de ser soberano de sua própria vida.
"Morre lentamente quem não viajaQuem não lê,Quem não ouve música,Quem não encontra graça em si mesmo.Morre lentamente,Quem destrói seu amor próprio,Quem não se deixa ajudar.Morre lentamente,Quem se transforma em escravo do hábito,Repetindo todos os dias os mesmos trajectos,Quem não muda de marca,Não se arrisca a vestir uma nova cor,Ou não conversa com quem não conhece.Morre lentamente,Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,Justamente as que resgatam o brilho dos olhos,E os corações aos tropeços.Morre lentamente,Quem não vira a mesa quando está infeliz,Com o seu trabalho, ou amor,Quem não arrisca o certo pelo incerto,Para ir atrás de um sonho,Quem não se permite,Pelo menos uma vez na vida,Fugir dos conselhos sensatos…"Pablo Neruda
Sobre o amor
Algumas pessoas chamam de amor esse querer escravo, e pensam que o amor é alguma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado, mas é exatamente o oposto. Para mim, que o amor se manifesta, a virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construido, inventado e modificado, o amor está em movimento eterno, em velocidade infinita, o amor é um móbile. Como fotografá-lo? Como percebê-lo? Como se deixar sê-lo? E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine? Minha respota? O amor é o desconhecido. Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o amor será sempre o desconhecido. A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão. A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação. O amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante. A vida do amor depende dessa interferência. A morte do amor é quando, diante do seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada reta. Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos e nós preferimos o leito de um rio, com inicio, meio e fim. Não, não podemos subestimar o amor. Não podemos castrá-lo. O amor não é orgânico. Não é meu coração que sente o amor. É a minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele ferve. O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espirito. Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém-nascidas. O amor brilha, como uma aurora colorida e misteriosa, como um crespúsculo inundado de beleza e despedida, o amor grita seu silêncio e nos dá sua música. Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do amor, se estivermos também a devorá-lo. O amor, eu não conheço, e é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo, me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o amor a navega. Morrer de amor é a substância de que a vida é feita, ou melhor, só se vive no amor. E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.
Vc é especial para mim
Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver. Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel. Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração. Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado. E a gente ri grande que nem menina arteira...
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Gigantes da Poesia
Cecília Meireles (77 poemas)
Augusto dos Anjos (51 poemas)
Carlos Drummond de Andrade (26 poemas)
Mario Quintana (26 poemas)
Florbela Espanca (24 poemas)
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Vinícius de Moraes (21 poemas)
Fernando Pessoa (21 poemas)
Cruz e Sousa (19 poemas)
Olavo Bilac (19 poemas)
Bastos Tigre (13 poemas)
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Lya Luft (1 poema)
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Rubem Alves (1 poema)
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Apóstolo Paulo (1 poema)
Tomás Antônio Gonzaga (1 poema)
A idéia de "Deus"
Existem diferentes definições para Deus, o qual tanto pode ser um ser com poderes sobrenaturais, amado ou temido, quanto representar o princípio criador e mantenedor de todas as coisas do universo.
A definição de Deus abraâmico é de um Ser Supremo, um espírito dotado de entendimento e de vontade, infinitamente perfeito que existe por si mesmo - porque de ninguém recebeu a existência, ninguém O fez - e de quem todos os outros seres recebem a existência. É o único Ser necessário que existe desde toda a eternidade, sempre existiu e sempre existirá. Deus é Aquele que é.
Deus
Argumentos pela existência de Deus
Argumento ontológico
O assim denominado argumento ontológico da existência de Deus foi desenvolvido por Santo Anselmo de Canterbury na obra "Proslogion". Os passos do raciocínio anselmiano são os seguintes:[1]
Existe na mente de todo homem a idéia de um ser que não se pode pensar outro maior;
Existir só na mente é menos perfeito do que existir na mente e também na realidade;
Se o ser maior do que o qual não se pode pensar outro só existisse na mente seria menor do que qualquer outro que também existisse na realidade;
Logo, o ser do qual não se pode pensar outro maior deve existir também na realidade (existência real necessária), logo conclui-se que existe Deus e esse ser é perfeitíssimo.
Em poucas palavras: "algo existe em meu pensamento, logo, existe também no mundo material!".
Defenderam esta tese com argumentos distintos São Boaventura, Duns Scoto, Descartes, Leibniz, Hegel, Karl Bath, N. Malcom[carece de fontes?].
[editar] As Cinco Vias de São Tomás de Aquino
Santo Tomás de Aquino, na sua obra Suma Teológica ensina que Deus é o princípio e o fim de todas as coisas e que, fazendo apenas o uso da luz natural da razão a partir das coisas criadas, é possível demonstrar a Sua existência, sem ter de recorrer a nenhum outro argumento de natureza religiosa ou dogmática, para isto propõe cinco vias de demonstração de natureza exclusivamente filosófico-metafísica.
As cinco vias são provas a posteriori, que têm como ponto de partida as criaturas enquanto entes causados para se atingir como termo de chegada a necessidade da existência de Deus; são demonstrações metafísicas (causalidade do ser) e não científico-positivas (causalidade apenas dos fenômenos), mesmo partindo da experiência sensível e, aplicando o princípio da causalidade, mostram ser impossível se proceder ao infinito na cadeia de causas.[1]
1a. via - Primeiro Motor Imóvel Nossos sentidos atestam, com toda a certeza, que neste mundo algumas coisas se movem. Tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido, e um tal ser todos entendem: é Deus.
O movimento aqui é considerado no sentido metafísico, isto é passagem da potência - como sendo aquilo que uma coisa pode vir a ser, para o ato - aquilo que a coisa é no momento. Deus é ato puro e não sofre mudança o seu Ser confunde-se com o Agir.
2a. via - Causa Primeira ou Causa Eficiente Decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. Não se encontra, nem é possível, algo que seja a causa eficiente de si próprio, porque desse modo seria anterior a si prórpio: o que é impossível. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita e não se chegaria ao efeito atual. Logo é necessário afirmar uma Causa eficiente Primeira que não tenha sido causada por ninguém. Esta Causa todos chamam Deus. Assim se explica a causa da existência do Universo.
Deus separa as trevas da luz, por Michelângelo, Capela Sistina, séc. XVI
3a. via - Ser Necessário e Ser Contingente Existem seres que podem ser ou não ser, chamados de contingentes, isto é cuja existência não é indispensável e que podem existir e depois deixar de existir. Todos os seres que existem no mundo são contingentes, isto é, aparecem, duram um tempo e depois desaparecem. Mas, nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, alguma vez nada teria existido, logo é preciso que haja um Ser Necessário e que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.
Igualmente, tudo o que é necessário tem, ou não, a causa da sua necessidade de um outro. Aqui também não é possível continuar até o infinito na série das coisas necessárias que têm uma causa da própria necessidade. Portanto, é necessário afirmar a existência de algo necessário por si mesmo, que não encontra em outro a causa de sua necesidade, mas que é causa da necessidade para os outros: o que todos chamam Deus.
Do Nada não surge e nem advém o Ser. Como se observa que as coisas existem, não pode ter havido um momento de Nada Absoluto, pois daí não se brotaria a existência de algo ou coisa alguma.
4a. via - Ser Perfeito e Causa da Perfeição dos demais Verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, o universo está ontologicamente hierarquizado - seres racionais corpóreos, animais, vegetais e inanimados) qualquer graduação pressupõe uma parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a Causa da Perfeição dos demais seres.
5a. via - Inteligência Ordenadora Existe uma ordem admirável no Universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência ordenadora, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada. Com efeito aquilo que não tem conhecimento não tende a um fim, a não ser dirigido por algo que conhece e que é inteligente, como a flecha pelo arqueiro. Logo existe algo inteligente pelo qual todas as coisas naturais são ordenadas ao fim, e a isso nós chamamos Deus.
Platão e Aristóteles (por Rafael Sanzio, 1509) concluíram pela necessidade da existência de uma inteligência ordenadora do universo
Há uma ordem em todos os seres, o menor vegetal, p. ex. tem órgãos para cada função ordenados para a preservação da espécie. Esta ordem pressupõe uma Inteligência ordenadora, pois a ordem não vem do caos e nem do acaso. Da mesma forma as letras de um livro não são colocadas ao acaso. Logo a ordem existente no mundo prova a existência de uma Inteligência que ordenou todas as coisas nos mínimos detalhes. É necessário que exista uma Inteligência Suprema que tenha ordenado o Universo criado.
O Mal no Mundo
A existência do "mal" tem sido usada como argumento para a inexistência, ou pelo menos, da incongruência da existência de Deus. Hume (1711-1776) adianta: "Quererá [Deus] impedir o mal, mas não é capaz? então é impotente. Será que é capaz, mas não o deseja? então é malévolo. Terá tanto o desejo como a capacidade? então porque é que existe o mal?".
Em relação a estes argumentos, Santo Tomás explica que "Deve-se dizer com Santo Agostinho: 'Deus soberanamente bom, não permitiria de modo algum a existência de qualquer mal em suas obras, se não fosse poderoso e bom a tal ponto de poder fazer o bem a partir do próprio mal'. Assim, à infinita bondade de Deus pertence permitir males para deles tirar o bem".
"O mal é ideia do homem, não de Deus. Ele, que deu ao homem o livre-arbítrio e pôs em marcha o Seu plano para a humanidade, não interfere continuamente para tirar ao homem o dom da liberdade. Se o inocente e o justo têm de sofrer a maldade dos maus, a sua recompensa no final será maior, os seus sofrimentos serão superados com sobra pela felicidade futura".[2]
O mal, ou infortúnio, decorre do fato da criatura ser limitada e imperfeita, porque dele pode tirar um bem maior: aprendizados que geram novas virtudes e méritos pela superação das condições adversas. Assim, o mal teria a função de ensinar aos homens os seus próprios limites, corrigindo e reordenando a criatura pela aplicação de provas e expiações.[1]
Imagem e semelhança de Deus
A existência de deficiências fisicas nos humanos, ou a presença de órgão vestigiais têm sido usados como argumentos contra a existência de Deus, no entanto, segundo Santo Tomás de Aquino deve-se dizer que o homem é a imagem de Deus, não segundo seu corpo, mas segundo aquilo pelo que o homem supera os outros animais. O homem é superior aos outros animais pela razão e pelo intelecto. Portanto, é segundo o intelecto e a razão, que são incorpóreos, que o homem seria a imagem de Deus.
Separação da terra das águas, Michelângelo, Capela Sistina, Vaticano
Argumento da existência do Mundo
O mundo exige uma causa de si, que se chama Deus. Não há efeito sem causa. Todo o ser que começa a existir tem uma causa. O universo tem um grau de complexidade superior a qualquer obra humana conhecida. Logo não se pode admitir que tenha aparecido sem que um Ser lhe tenha dado a existência. Assim como um edifício pressupõe um engenheiro ou um quadro o pintor. Esse Ser chama-se Deus.[3]
Argumento da Lei Moral
Dá-se o nome de Lei Moral ao conjunto de preceitos que o homem descobre na sua consciência e que o fazem distinguir o bem do mal, o certo do errado, o justo do injusto e o impelem a praticar o bem e a evitar o mal. A lei moral, segundo os teólogos Ricardo Sada e Pablo Arce, teria três condições:[4]
Obriga a todos os homens, por exemplo prescreve-lhes o respeito à vida e à propriedade alheia, proíbe o assassinato e o roubo.
É superior ao homem, ninguém pode mudá-la ou revogá-la, por exemplo, ninguém poderá fazer com que o estupro de uma criança seja algo bom.
Obriga em consciência,[5] isto é quando a cumprimos, sentimos a satisfação do dever cumprido; quando a transgredimos, mesmo que às ocultas, sentimos remorsos.[6] A lei moral supõe um legislador que atenda a estas três condições, que seja superior ao homem, que possa obrigar a todos e que lhes possa ler na consciência, a este legislador chamamos Deus.
Argumento Psicológico
Conhecido também como argumento eudenomológico, funda-se na afirmação de Agostinho de Hipona: «Criaste-nos para vós, Senhor, e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em Vós» (Confissões). Funda-se na constatação de que todo homem busca a felicidade e que esta felicidade plena e eterna não dura se se alcança, e mesmo quando se alcança não dura pois um dia chega a morte. Logo deve existir um bem cuja posse seja capaz de dar ao homem a felicidade infinita e eterna que tanto busca.[1]
Argumento Histórico
Cícero, senador romano, parte da constatação da universalidade do fenômeno religioso. Não se tem notícia de sociedade humana que não tivesse culto à divindade, este grande consenso histórico e quase universal tem grande probabilidade de ser retrato da realidade existente.[1]
Argumento da impossibilidade científica da negação
Não se pode cientificamente provar que Deus não existe. Este argumento é usado para mostrar que não se consegue provar a inexistência, mas não prova a existência. Este argumento trata-se da falácia argumentum ad ignorantiumexplicado no guia das falácias de Stephen Downes. É um caso de falso dilema, pois a falta de prova não é prova.
Conhecimento de Deus por analogia
A partir do conhecimento das criaturas pode-se atribuir a Deus todas as perfeições que nelas se encontram e as que se pode conceber, bem como n'Ele negar tudo o que as criaturas têm de limitado e imperfeito.
Assim, são atributos de Deus, segundo Santo Tomás:
Unidade - é indivisível (tanto em ato como em potência), não possui composição alguma.
Unicidade - é unico, não pode haver mais que um Deus, a onipotência de um comprometeria a do outro.
Suprema perfeição - "perfeito é aquilo que está totalmente feito". Todas as perfeições das criaturas (efeitos) se encontram em Deus de modo indiviso e em grau eminente (causa).
A criação de Adão, por Miguelângelo, Capela Sistina, Vaticano.
Beleza suprema - é a suprema harmonia de todas as perfeições criadas e o seu conhecimento é a máxima felicidade possível
Simplicidade - não é composto de partes, o que implica que não tem corpo e nem partes de nenhuma espécie.
Imensidade - não está sujeito a espaço, pode estar em todos os lugares sem estar circunscrito a eles.
Infinidade - é infinito, tem todas as perfeições em grau máximo e ilimitado. Se pudesse ser aperfeiçoado não seria Deus e sim aquele que Lhas desse.
Imutabilidade - não está sujeito a mudanças nem no seu Ser e nem nos seus desígnios.
Eternidade - não teve princípio e não terá fim, sempre existiu e não deixará de existir.
Onisciência - possui inteligência e entendimento ilimitados, tudo sabe e tudo conhece.
Onipotência - a vontade de Deus é onipotente, não tem limites, e é perfeitamente boa e justa. Sendo infinitamente justo retribui a cada um segundo as suas obras.
Onipresença - tem a capacidade da ubiqüidade, pode estar em todos os lugares e, mais do que estar num lugar, dá a existência ao próprio lugar.
Suprema bondade - Deus é a bondade infinita. Quanto mais perfeito é um ser tanto mais é desejável, Deus é o mais desejável dos seres é o Bem Supremo.
Sabedoria - é mais que sábio, é a própria Sabedoria ilimitada.
Santidade - é infinitamente santo e belo e fonte de toda a beleza e santidade.
Misericordioso - Deus é todo misericórdia, perdoa tantas vezes quantas nos arrependemos.
Transcendência - não se confunde com o mundo, está fora do mundo e acima da realidade material.
Conhecimento divino e liberdade humana
Que Deus saiba quais os atos o homem praticará não implica dizer que Ele seja a causa destes atos; pelo contrário, é a decisão do homem de praticar o ato que permite que Deus saiba que ele será praticado. Da mesma forma, quando o serviço de meteorologia prevê a ocorrência de um tornado amanhã, esta previsão não o torna a causa do tornado. Ao contrário, aquilo mesmo que fará com que haja a tempestade amanhã é que proporciona ao meteorologista a base da sua previsão.
Argumentos pela inexistência de Deus
Série de artigos sobre Ateísmo
Argumento da inexistência de Deus segundo a contrariedade da existência
Utilizando métodos da lógica e racionalidade humanas, pode-se dizer que ao tentar provar a existência de Deus e esta tentativa resultar em uma, comprovada, impossibilidade da prova, neste caso onde existem apenas duas possibilidades (existência ou inexistência), tal impossibilidade de prova determina a prova da possibilidade contrária, ou seja, a impossibilidade de provar a existência de Deus conclui determinadamente a prova de sua inexistência.
Ex: Tentativa de prova da existência de uma hipotética quantidade de água em um hipotético copo: Supondo que ao virar o referido copo, percebe-se que não cai nenhuma quantidade de água e que o fato de a água cair ao virar o copo provaria a existência da mesma, prova-se então o contrário, ou seja, não existe nenhuma quantidade de água no copo neste caso hipotético.
Ex2: Tentativa de prova da existência de Deus: Se Deus existe, pode-se supor duas possibilidades em relação ao fato de existir:
1ª. Deus foi criado: Se Deus foi criado, quem teria o criado? O fato de ter sido criado requisita uma ação criadora, ação esta que requisita uma entidade criadora, sendo assim existiria uma entidade criadora que teria criado Deus, o que é impossível, já que as propriedades de Deus o caracterizam como atemporal, onipresente, onisciente e onipotente, ou seja, não poderia haver outra entidade mais poderosa que Deus,impossibilitando a sua criação por uma entidade superior, logo prova-se que Deus não teria sido criado.
2ª. Deus não foi criado: Mesmo utilizando o pressuposto de que algo pode existir sem ser criado, pode-se supor que, se Deus sempre existiu, então para ser considerado como uma entidade concreta, ele deveria ter: I- Alguma forma: mutável ou não. II- Alguma matéria: sólida, líquida, gasosa, ou qualquer outra desconhecida. III- Ocupar algum lugar no "espaço" ou qualquer outro "lugar" desconhecido não abstrato.
Se Deus possui alguma matéria e ocupa algum lugar em algum "espaço" não abstrato, então significa que a "matéria" que o compõe e o "lugar" que ocupa, também sempre existiram, ou seja a "matéria" e o "lugar" também são Deus. Supondo que Deus seja onipresente, significa que o "lugar" que ele ocupa é o conjunto do todo, logo conclui-se que Deus, que também é o "lugar" que ocupa, é TUDO.
Porém o "TUDO" é a abstração do conjunto concreto do todo, logo Deus não poderia ser o "TUDO", pois não seria concreto, sendo assim Deus não poderia ser onipresente.
Se Deus não poderia ser onipresente, então não poderia ser onipotente, pois não PODERIA estar em qualquer lugar. Se Deus não poderia ser onipotente, então não poderia ser onisciente, pois não PODERIA saber de tudo; logo, é impossível a existência de uma entidade concreta que tenha as características divinas, sendo assim Deus não poderia ser concreto e não sendo concreto ele não poderia sempre existir.
Conclui-se que se Deus não pode ter sido criado e que não poderia existir desde sempre como um ser concreto, então comprova-se que a tentativa de provar que Deus existe é impossível, logo prova-se o contrário.
Argumento da incoerência ou das propriedades incompatíveis
Uma versão popular do argumento das propriedades incompatíveis questiona a possibilidade de um Deus ser ao mesmo tempo onisciente e onipotente. Um Deus onisciente, que tem todo o conhecimento acerca dos acontecimentos futuros, é impotente para mudá-lo visto que este futuro (que já é conhecido de antemão) já está determinado, embora o cristianismo aponta que o ser humano possui livre arbítrio então o futuro já não precisa ter sido alterado.
Argumento da imaterialidade
Existem aqueles que crêem que se não conseguimos ver, medir ou testar Deus de nenhuma forma rigorosa com métodos físicos e experimentais, possivelmente ele não existiria. Qualquer coisa para existir necessitaria ter existência no espaço-tempo. Até o momento Deus não foi medido através de qualquer equipamento científico desenvolvido pelo homem, da mesma forma que a consciência humana não foi devidamente localizada no corpo.[7][8]
Argumento da Evolução Darwiniana
A evolução Darwiniana fornece explicação para a complexidade dos seres vivos, que ocorreria sem nenhuma necessidade de intervenção divina.
O Darwinismo, todavia, não se propõe a "provar" a não existência de Deus, mas tenta apenas explicar a grande diversidade das espécies pelo mundo com base meramente no que é observado na natureza. Tanto é assim que, segundo Francis S. Collins, Darwin concluiu a obra A Origem das Espécies com o seguinte texto: "Há uma grandeza nessa visão da vida, com seus vários poderes, tendo ela sido lançada como o sopro da vida originalmente pelo Criador em poucas formas ou em uma; e que, enquanto este planeta vinha orbitando de acordo com a lei da gravidade estabelecida, a partir de um início tão simples, inúmeras formas, cada vez mais belas e maravilhosas foram, e continuam, evoluindo."[9] Esse discurso, ao admitir a possibilidade de existir um "Criador", é totalmente incompatível com a intenção de provar a não existência de Deus.
Darwin expressou acreditar na origem divina da existência quando, em outra oportunidade, escreveu: "pela extrema dificuldade, ou quase impossibilidade, de conceber este universo imenso e maravilhoso, incluindo o homem com sua capacidade de examinar o passado tão distante e o futuro tão longínquo, como resultado de uma oportunidade ou necessidade cegas. Quando medito dessa maneira, sinto-me atraído a observar a Primeira Causa como tendo uma mente inteligente em algum grau análoga a essa dos homens; e mereço ser chamado de Teísta."[10]
Argumento da Improbalidade
Não se tem como provar cientificamente a existência de um ser que, caso exista, extrapolaria o espaço-tempo perceptível ao homem e aos equipamentos por este criado. O único meio de pesquisa e estudo das demais dimensões que constituem o universo só pode se dar através de conceitos de física, de filosofia e de fórmulas matemáticas, que são todas imateriais. Devido a isto, pela impossibilidade de medir Deus através de instrumentos científicos, muitos declaram a inexistência de Deus.
Segundo Argumento da Incoerência
Este argumento prende-se no facto da existência de certas incoerências nas propriedades de Deus. Por exemplo, se Deus é omnipotente, ele poderia criar uma pedra tão pesada que nem mesmo ele poderia erguer. Se não a conseguisse erguer, deixaria de ser omnipotente. Mas se ele é omnipotente, então ele deveria ter força suficiente para erguer qualquer peso. No entanto, se não conseguisse criar tal pedra, deixaria de ser omnipotente. Se Deus é omnisciente, então ele sabe tudo sobre o nosso passado, o nosso presente e o nosso futuro. Sabe o que já fizemos e o que vamos fazer (apesar de nos conceder livre-arbítrio). Se sabe, então o livre-arbítrio não faz qualquer sentido, e não há razão para não nascermos logo no paraíso ou no inferno. Se não conhece as nossas acções futuras, então Deus não é nem omnisciente nem omnipotente.
Outros argumentos
Teodicéia ou o Problema da Existência do Mal
Argumento do Livre-Arbítrio
Crítica do Argumento Cosmológico
Crítica do Argumento Teleológico (ou Argumento do Desígnio)
Crítica do Argumento Ontológico
Argumento da Dor e Prazer
Navalha de Occam
Argumento das Revelações Inconsistentes
Problema da Erraticidade Bíblica
Variante da Aposta de Pascal
É notável também a questão do ônus da prova.
Posição da Ciência
A comunidade científica tende a distanciar-se de uma corroboração ou refutação de Deus. Actualmente não existe nenhuma prova científica conclusiva de existência ou inexistência de Deus, o que é perfeitamente coerente com a declaração de que Deus não faz parte do escopo analítico da Ciência.
Por outro lado, individualmente, cientistas não deixam de expressar suas convicções em relação ao tema. Richard Dawkins, no seu livro "The God Delusion", discute e defende a improbabilidade de Deus existir, enquanto o diretor do Projeto Genoma Humano, Francis Collins, em seu livro "A Linguagem de Deus",[11] defende evidências da existência divina e afirma não haver incompatibilidades entre Deus e a ciência.[12]
Aristóteles e Sócrates estavam convencidos da necessidade da existência de Deus, juntamente com Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Johannes Kepler, Lineu, Rene Descartes, Isaac Newton, Michael Faraday, Gregor Mendel, Alexis Carrel, Max Planck[13][14] von Braun,[15] Carlos Chagas Filho, que presidiu a Pontifícia Academia das Ciências, e Jérôme Lejeune, dentre outros.
Estudos apontam que uma larga maioria,[16] dos cientistas de elite (entre a NAS, Academia das Ciências dos EUA, por exemplo) de hoje, não acreditam em Deus. No entanto, existem cientistas de elite da própria NAS que acreditam em Deus e são pessoas religiosas como o próprio presidente da NAS, Bruce Alberts observa: "Existem muitos destacados membros de nossa academia que são pessoas religiosas, pessoas que acreditam na evolução, entre elas muitos biólogos".[16] Ao mesmo tempo, a própria NAS publicou um documento manifestando a opinião de que A existência ou não de Deus é uma questão para a qual a ciência é neutra [16] ("Whether God exists or not is a question about which science is neutral"). A maior parte dos cientistas da Pontifícia Academia das Ciências e da qual fazem parte, por exemplo, dois prêmios Nobel: o físico alemão Klaus von Klitzing e o químico taiwanês Yuan Tseh-Lee[17] acreditam na existência de Deus e consideram que fé e ciência podem conviver harmoniosamente.
A religiosidade de Albert Einstein tem sido contestada. Einstein parecia ser deísta e via Deus como a maravilha do universo complexo. A frase "Deus não joga aos dados" tem sido vista como uma demonstração de religiosidade. Contudo, ele mesmo proferiu: "Eu não acredito num Deus pessoal e nunca o neguei, mas exprimi-o com clareza. Se há algo em mim a que se pode chamar religioso, então esse algo é a infinita admiração pela estrutura do mundo tanto quanto a nossa ciência o consegue revelar". Porém, é provável que ele acreditasse em um Deus "impessoal" (seja lá o que isso signifique), caso contrário a especificação "Deus pessoal" não faria sentido e seria redundante, bastaria apenas mencionar "Deus".
Independentemente das convicções, os cientistas actuais nunca demonstraram a existência ou inexistência de Deus.
Existem diferentes definições para Deus, o qual tanto pode ser um ser com poderes sobrenaturais, amado ou temido, quanto representar o princípio criador e mantenedor de todas as coisas do universo.
A definição de Deus abraâmico é de um Ser Supremo, um espírito dotado de entendimento e de vontade, infinitamente perfeito que existe por si mesmo - porque de ninguém recebeu a existência, ninguém O fez - e de quem todos os outros seres recebem a existência. É o único Ser necessário que existe desde toda a eternidade, sempre existiu e sempre existirá. Deus é Aquele que é.
Deus
Argumentos pela existência de Deus
Argumento ontológico
O assim denominado argumento ontológico da existência de Deus foi desenvolvido por Santo Anselmo de Canterbury na obra "Proslogion". Os passos do raciocínio anselmiano são os seguintes:[1]
Existe na mente de todo homem a idéia de um ser que não se pode pensar outro maior;
Existir só na mente é menos perfeito do que existir na mente e também na realidade;
Se o ser maior do que o qual não se pode pensar outro só existisse na mente seria menor do que qualquer outro que também existisse na realidade;
Logo, o ser do qual não se pode pensar outro maior deve existir também na realidade (existência real necessária), logo conclui-se que existe Deus e esse ser é perfeitíssimo.
Em poucas palavras: "algo existe em meu pensamento, logo, existe também no mundo material!".
Defenderam esta tese com argumentos distintos São Boaventura, Duns Scoto, Descartes, Leibniz, Hegel, Karl Bath, N. Malcom[carece de fontes?].
[editar] As Cinco Vias de São Tomás de Aquino
Santo Tomás de Aquino, na sua obra Suma Teológica ensina que Deus é o princípio e o fim de todas as coisas e que, fazendo apenas o uso da luz natural da razão a partir das coisas criadas, é possível demonstrar a Sua existência, sem ter de recorrer a nenhum outro argumento de natureza religiosa ou dogmática, para isto propõe cinco vias de demonstração de natureza exclusivamente filosófico-metafísica.
As cinco vias são provas a posteriori, que têm como ponto de partida as criaturas enquanto entes causados para se atingir como termo de chegada a necessidade da existência de Deus; são demonstrações metafísicas (causalidade do ser) e não científico-positivas (causalidade apenas dos fenômenos), mesmo partindo da experiência sensível e, aplicando o princípio da causalidade, mostram ser impossível se proceder ao infinito na cadeia de causas.[1]
1a. via - Primeiro Motor Imóvel Nossos sentidos atestam, com toda a certeza, que neste mundo algumas coisas se movem. Tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido, e um tal ser todos entendem: é Deus.
O movimento aqui é considerado no sentido metafísico, isto é passagem da potência - como sendo aquilo que uma coisa pode vir a ser, para o ato - aquilo que a coisa é no momento. Deus é ato puro e não sofre mudança o seu Ser confunde-se com o Agir.
2a. via - Causa Primeira ou Causa Eficiente Decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. Não se encontra, nem é possível, algo que seja a causa eficiente de si próprio, porque desse modo seria anterior a si prórpio: o que é impossível. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita e não se chegaria ao efeito atual. Logo é necessário afirmar uma Causa eficiente Primeira que não tenha sido causada por ninguém. Esta Causa todos chamam Deus. Assim se explica a causa da existência do Universo.
Deus separa as trevas da luz, por Michelângelo, Capela Sistina, séc. XVI
3a. via - Ser Necessário e Ser Contingente Existem seres que podem ser ou não ser, chamados de contingentes, isto é cuja existência não é indispensável e que podem existir e depois deixar de existir. Todos os seres que existem no mundo são contingentes, isto é, aparecem, duram um tempo e depois desaparecem. Mas, nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, alguma vez nada teria existido, logo é preciso que haja um Ser Necessário e que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.
Igualmente, tudo o que é necessário tem, ou não, a causa da sua necessidade de um outro. Aqui também não é possível continuar até o infinito na série das coisas necessárias que têm uma causa da própria necessidade. Portanto, é necessário afirmar a existência de algo necessário por si mesmo, que não encontra em outro a causa de sua necesidade, mas que é causa da necessidade para os outros: o que todos chamam Deus.
Do Nada não surge e nem advém o Ser. Como se observa que as coisas existem, não pode ter havido um momento de Nada Absoluto, pois daí não se brotaria a existência de algo ou coisa alguma.
4a. via - Ser Perfeito e Causa da Perfeição dos demais Verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, o universo está ontologicamente hierarquizado - seres racionais corpóreos, animais, vegetais e inanimados) qualquer graduação pressupõe uma parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a Causa da Perfeição dos demais seres.
5a. via - Inteligência Ordenadora Existe uma ordem admirável no Universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência ordenadora, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada. Com efeito aquilo que não tem conhecimento não tende a um fim, a não ser dirigido por algo que conhece e que é inteligente, como a flecha pelo arqueiro. Logo existe algo inteligente pelo qual todas as coisas naturais são ordenadas ao fim, e a isso nós chamamos Deus.
Platão e Aristóteles (por Rafael Sanzio, 1509) concluíram pela necessidade da existência de uma inteligência ordenadora do universo
Há uma ordem em todos os seres, o menor vegetal, p. ex. tem órgãos para cada função ordenados para a preservação da espécie. Esta ordem pressupõe uma Inteligência ordenadora, pois a ordem não vem do caos e nem do acaso. Da mesma forma as letras de um livro não são colocadas ao acaso. Logo a ordem existente no mundo prova a existência de uma Inteligência que ordenou todas as coisas nos mínimos detalhes. É necessário que exista uma Inteligência Suprema que tenha ordenado o Universo criado.
O Mal no Mundo
A existência do "mal" tem sido usada como argumento para a inexistência, ou pelo menos, da incongruência da existência de Deus. Hume (1711-1776) adianta: "Quererá [Deus] impedir o mal, mas não é capaz? então é impotente. Será que é capaz, mas não o deseja? então é malévolo. Terá tanto o desejo como a capacidade? então porque é que existe o mal?".
Em relação a estes argumentos, Santo Tomás explica que "Deve-se dizer com Santo Agostinho: 'Deus soberanamente bom, não permitiria de modo algum a existência de qualquer mal em suas obras, se não fosse poderoso e bom a tal ponto de poder fazer o bem a partir do próprio mal'. Assim, à infinita bondade de Deus pertence permitir males para deles tirar o bem".
"O mal é ideia do homem, não de Deus. Ele, que deu ao homem o livre-arbítrio e pôs em marcha o Seu plano para a humanidade, não interfere continuamente para tirar ao homem o dom da liberdade. Se o inocente e o justo têm de sofrer a maldade dos maus, a sua recompensa no final será maior, os seus sofrimentos serão superados com sobra pela felicidade futura".[2]
O mal, ou infortúnio, decorre do fato da criatura ser limitada e imperfeita, porque dele pode tirar um bem maior: aprendizados que geram novas virtudes e méritos pela superação das condições adversas. Assim, o mal teria a função de ensinar aos homens os seus próprios limites, corrigindo e reordenando a criatura pela aplicação de provas e expiações.[1]
Imagem e semelhança de Deus
A existência de deficiências fisicas nos humanos, ou a presença de órgão vestigiais têm sido usados como argumentos contra a existência de Deus, no entanto, segundo Santo Tomás de Aquino deve-se dizer que o homem é a imagem de Deus, não segundo seu corpo, mas segundo aquilo pelo que o homem supera os outros animais. O homem é superior aos outros animais pela razão e pelo intelecto. Portanto, é segundo o intelecto e a razão, que são incorpóreos, que o homem seria a imagem de Deus.
Separação da terra das águas, Michelângelo, Capela Sistina, Vaticano
Argumento da existência do Mundo
O mundo exige uma causa de si, que se chama Deus. Não há efeito sem causa. Todo o ser que começa a existir tem uma causa. O universo tem um grau de complexidade superior a qualquer obra humana conhecida. Logo não se pode admitir que tenha aparecido sem que um Ser lhe tenha dado a existência. Assim como um edifício pressupõe um engenheiro ou um quadro o pintor. Esse Ser chama-se Deus.[3]
Argumento da Lei Moral
Dá-se o nome de Lei Moral ao conjunto de preceitos que o homem descobre na sua consciência e que o fazem distinguir o bem do mal, o certo do errado, o justo do injusto e o impelem a praticar o bem e a evitar o mal. A lei moral, segundo os teólogos Ricardo Sada e Pablo Arce, teria três condições:[4]
Obriga a todos os homens, por exemplo prescreve-lhes o respeito à vida e à propriedade alheia, proíbe o assassinato e o roubo.
É superior ao homem, ninguém pode mudá-la ou revogá-la, por exemplo, ninguém poderá fazer com que o estupro de uma criança seja algo bom.
Obriga em consciência,[5] isto é quando a cumprimos, sentimos a satisfação do dever cumprido; quando a transgredimos, mesmo que às ocultas, sentimos remorsos.[6] A lei moral supõe um legislador que atenda a estas três condições, que seja superior ao homem, que possa obrigar a todos e que lhes possa ler na consciência, a este legislador chamamos Deus.
Argumento Psicológico
Conhecido também como argumento eudenomológico, funda-se na afirmação de Agostinho de Hipona: «Criaste-nos para vós, Senhor, e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em Vós» (Confissões). Funda-se na constatação de que todo homem busca a felicidade e que esta felicidade plena e eterna não dura se se alcança, e mesmo quando se alcança não dura pois um dia chega a morte. Logo deve existir um bem cuja posse seja capaz de dar ao homem a felicidade infinita e eterna que tanto busca.[1]
Argumento Histórico
Cícero, senador romano, parte da constatação da universalidade do fenômeno religioso. Não se tem notícia de sociedade humana que não tivesse culto à divindade, este grande consenso histórico e quase universal tem grande probabilidade de ser retrato da realidade existente.[1]
Argumento da impossibilidade científica da negação
Não se pode cientificamente provar que Deus não existe. Este argumento é usado para mostrar que não se consegue provar a inexistência, mas não prova a existência. Este argumento trata-se da falácia argumentum ad ignorantiumexplicado no guia das falácias de Stephen Downes. É um caso de falso dilema, pois a falta de prova não é prova.
Conhecimento de Deus por analogia
A partir do conhecimento das criaturas pode-se atribuir a Deus todas as perfeições que nelas se encontram e as que se pode conceber, bem como n'Ele negar tudo o que as criaturas têm de limitado e imperfeito.
Assim, são atributos de Deus, segundo Santo Tomás:
Unidade - é indivisível (tanto em ato como em potência), não possui composição alguma.
Unicidade - é unico, não pode haver mais que um Deus, a onipotência de um comprometeria a do outro.
Suprema perfeição - "perfeito é aquilo que está totalmente feito". Todas as perfeições das criaturas (efeitos) se encontram em Deus de modo indiviso e em grau eminente (causa).
A criação de Adão, por Miguelângelo, Capela Sistina, Vaticano.
Beleza suprema - é a suprema harmonia de todas as perfeições criadas e o seu conhecimento é a máxima felicidade possível
Simplicidade - não é composto de partes, o que implica que não tem corpo e nem partes de nenhuma espécie.
Imensidade - não está sujeito a espaço, pode estar em todos os lugares sem estar circunscrito a eles.
Infinidade - é infinito, tem todas as perfeições em grau máximo e ilimitado. Se pudesse ser aperfeiçoado não seria Deus e sim aquele que Lhas desse.
Imutabilidade - não está sujeito a mudanças nem no seu Ser e nem nos seus desígnios.
Eternidade - não teve princípio e não terá fim, sempre existiu e não deixará de existir.
Onisciência - possui inteligência e entendimento ilimitados, tudo sabe e tudo conhece.
Onipotência - a vontade de Deus é onipotente, não tem limites, e é perfeitamente boa e justa. Sendo infinitamente justo retribui a cada um segundo as suas obras.
Onipresença - tem a capacidade da ubiqüidade, pode estar em todos os lugares e, mais do que estar num lugar, dá a existência ao próprio lugar.
Suprema bondade - Deus é a bondade infinita. Quanto mais perfeito é um ser tanto mais é desejável, Deus é o mais desejável dos seres é o Bem Supremo.
Sabedoria - é mais que sábio, é a própria Sabedoria ilimitada.
Santidade - é infinitamente santo e belo e fonte de toda a beleza e santidade.
Misericordioso - Deus é todo misericórdia, perdoa tantas vezes quantas nos arrependemos.
Transcendência - não se confunde com o mundo, está fora do mundo e acima da realidade material.
Conhecimento divino e liberdade humana
Que Deus saiba quais os atos o homem praticará não implica dizer que Ele seja a causa destes atos; pelo contrário, é a decisão do homem de praticar o ato que permite que Deus saiba que ele será praticado. Da mesma forma, quando o serviço de meteorologia prevê a ocorrência de um tornado amanhã, esta previsão não o torna a causa do tornado. Ao contrário, aquilo mesmo que fará com que haja a tempestade amanhã é que proporciona ao meteorologista a base da sua previsão.
Argumentos pela inexistência de Deus
Série de artigos sobre Ateísmo
Argumento da inexistência de Deus segundo a contrariedade da existência
Utilizando métodos da lógica e racionalidade humanas, pode-se dizer que ao tentar provar a existência de Deus e esta tentativa resultar em uma, comprovada, impossibilidade da prova, neste caso onde existem apenas duas possibilidades (existência ou inexistência), tal impossibilidade de prova determina a prova da possibilidade contrária, ou seja, a impossibilidade de provar a existência de Deus conclui determinadamente a prova de sua inexistência.
Ex: Tentativa de prova da existência de uma hipotética quantidade de água em um hipotético copo: Supondo que ao virar o referido copo, percebe-se que não cai nenhuma quantidade de água e que o fato de a água cair ao virar o copo provaria a existência da mesma, prova-se então o contrário, ou seja, não existe nenhuma quantidade de água no copo neste caso hipotético.
Ex2: Tentativa de prova da existência de Deus: Se Deus existe, pode-se supor duas possibilidades em relação ao fato de existir:
1ª. Deus foi criado: Se Deus foi criado, quem teria o criado? O fato de ter sido criado requisita uma ação criadora, ação esta que requisita uma entidade criadora, sendo assim existiria uma entidade criadora que teria criado Deus, o que é impossível, já que as propriedades de Deus o caracterizam como atemporal, onipresente, onisciente e onipotente, ou seja, não poderia haver outra entidade mais poderosa que Deus,impossibilitando a sua criação por uma entidade superior, logo prova-se que Deus não teria sido criado.
2ª. Deus não foi criado: Mesmo utilizando o pressuposto de que algo pode existir sem ser criado, pode-se supor que, se Deus sempre existiu, então para ser considerado como uma entidade concreta, ele deveria ter: I- Alguma forma: mutável ou não. II- Alguma matéria: sólida, líquida, gasosa, ou qualquer outra desconhecida. III- Ocupar algum lugar no "espaço" ou qualquer outro "lugar" desconhecido não abstrato.
Se Deus possui alguma matéria e ocupa algum lugar em algum "espaço" não abstrato, então significa que a "matéria" que o compõe e o "lugar" que ocupa, também sempre existiram, ou seja a "matéria" e o "lugar" também são Deus. Supondo que Deus seja onipresente, significa que o "lugar" que ele ocupa é o conjunto do todo, logo conclui-se que Deus, que também é o "lugar" que ocupa, é TUDO.
Porém o "TUDO" é a abstração do conjunto concreto do todo, logo Deus não poderia ser o "TUDO", pois não seria concreto, sendo assim Deus não poderia ser onipresente.
Se Deus não poderia ser onipresente, então não poderia ser onipotente, pois não PODERIA estar em qualquer lugar. Se Deus não poderia ser onipotente, então não poderia ser onisciente, pois não PODERIA saber de tudo; logo, é impossível a existência de uma entidade concreta que tenha as características divinas, sendo assim Deus não poderia ser concreto e não sendo concreto ele não poderia sempre existir.
Conclui-se que se Deus não pode ter sido criado e que não poderia existir desde sempre como um ser concreto, então comprova-se que a tentativa de provar que Deus existe é impossível, logo prova-se o contrário.
Argumento da incoerência ou das propriedades incompatíveis
Uma versão popular do argumento das propriedades incompatíveis questiona a possibilidade de um Deus ser ao mesmo tempo onisciente e onipotente. Um Deus onisciente, que tem todo o conhecimento acerca dos acontecimentos futuros, é impotente para mudá-lo visto que este futuro (que já é conhecido de antemão) já está determinado, embora o cristianismo aponta que o ser humano possui livre arbítrio então o futuro já não precisa ter sido alterado.
Argumento da imaterialidade
Existem aqueles que crêem que se não conseguimos ver, medir ou testar Deus de nenhuma forma rigorosa com métodos físicos e experimentais, possivelmente ele não existiria. Qualquer coisa para existir necessitaria ter existência no espaço-tempo. Até o momento Deus não foi medido através de qualquer equipamento científico desenvolvido pelo homem, da mesma forma que a consciência humana não foi devidamente localizada no corpo.[7][8]
Argumento da Evolução Darwiniana
A evolução Darwiniana fornece explicação para a complexidade dos seres vivos, que ocorreria sem nenhuma necessidade de intervenção divina.
O Darwinismo, todavia, não se propõe a "provar" a não existência de Deus, mas tenta apenas explicar a grande diversidade das espécies pelo mundo com base meramente no que é observado na natureza. Tanto é assim que, segundo Francis S. Collins, Darwin concluiu a obra A Origem das Espécies com o seguinte texto: "Há uma grandeza nessa visão da vida, com seus vários poderes, tendo ela sido lançada como o sopro da vida originalmente pelo Criador em poucas formas ou em uma; e que, enquanto este planeta vinha orbitando de acordo com a lei da gravidade estabelecida, a partir de um início tão simples, inúmeras formas, cada vez mais belas e maravilhosas foram, e continuam, evoluindo."[9] Esse discurso, ao admitir a possibilidade de existir um "Criador", é totalmente incompatível com a intenção de provar a não existência de Deus.
Darwin expressou acreditar na origem divina da existência quando, em outra oportunidade, escreveu: "pela extrema dificuldade, ou quase impossibilidade, de conceber este universo imenso e maravilhoso, incluindo o homem com sua capacidade de examinar o passado tão distante e o futuro tão longínquo, como resultado de uma oportunidade ou necessidade cegas. Quando medito dessa maneira, sinto-me atraído a observar a Primeira Causa como tendo uma mente inteligente em algum grau análoga a essa dos homens; e mereço ser chamado de Teísta."[10]
Argumento da Improbalidade
Não se tem como provar cientificamente a existência de um ser que, caso exista, extrapolaria o espaço-tempo perceptível ao homem e aos equipamentos por este criado. O único meio de pesquisa e estudo das demais dimensões que constituem o universo só pode se dar através de conceitos de física, de filosofia e de fórmulas matemáticas, que são todas imateriais. Devido a isto, pela impossibilidade de medir Deus através de instrumentos científicos, muitos declaram a inexistência de Deus.
Segundo Argumento da Incoerência
Este argumento prende-se no facto da existência de certas incoerências nas propriedades de Deus. Por exemplo, se Deus é omnipotente, ele poderia criar uma pedra tão pesada que nem mesmo ele poderia erguer. Se não a conseguisse erguer, deixaria de ser omnipotente. Mas se ele é omnipotente, então ele deveria ter força suficiente para erguer qualquer peso. No entanto, se não conseguisse criar tal pedra, deixaria de ser omnipotente. Se Deus é omnisciente, então ele sabe tudo sobre o nosso passado, o nosso presente e o nosso futuro. Sabe o que já fizemos e o que vamos fazer (apesar de nos conceder livre-arbítrio). Se sabe, então o livre-arbítrio não faz qualquer sentido, e não há razão para não nascermos logo no paraíso ou no inferno. Se não conhece as nossas acções futuras, então Deus não é nem omnisciente nem omnipotente.
Outros argumentos
Teodicéia ou o Problema da Existência do Mal
Argumento do Livre-Arbítrio
Crítica do Argumento Cosmológico
Crítica do Argumento Teleológico (ou Argumento do Desígnio)
Crítica do Argumento Ontológico
Argumento da Dor e Prazer
Navalha de Occam
Argumento das Revelações Inconsistentes
Problema da Erraticidade Bíblica
Variante da Aposta de Pascal
É notável também a questão do ônus da prova.
Posição da Ciência
A comunidade científica tende a distanciar-se de uma corroboração ou refutação de Deus. Actualmente não existe nenhuma prova científica conclusiva de existência ou inexistência de Deus, o que é perfeitamente coerente com a declaração de que Deus não faz parte do escopo analítico da Ciência.
Por outro lado, individualmente, cientistas não deixam de expressar suas convicções em relação ao tema. Richard Dawkins, no seu livro "The God Delusion", discute e defende a improbabilidade de Deus existir, enquanto o diretor do Projeto Genoma Humano, Francis Collins, em seu livro "A Linguagem de Deus",[11] defende evidências da existência divina e afirma não haver incompatibilidades entre Deus e a ciência.[12]
Aristóteles e Sócrates estavam convencidos da necessidade da existência de Deus, juntamente com Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Johannes Kepler, Lineu, Rene Descartes, Isaac Newton, Michael Faraday, Gregor Mendel, Alexis Carrel, Max Planck[13][14] von Braun,[15] Carlos Chagas Filho, que presidiu a Pontifícia Academia das Ciências, e Jérôme Lejeune, dentre outros.
Estudos apontam que uma larga maioria,[16] dos cientistas de elite (entre a NAS, Academia das Ciências dos EUA, por exemplo) de hoje, não acreditam em Deus. No entanto, existem cientistas de elite da própria NAS que acreditam em Deus e são pessoas religiosas como o próprio presidente da NAS, Bruce Alberts observa: "Existem muitos destacados membros de nossa academia que são pessoas religiosas, pessoas que acreditam na evolução, entre elas muitos biólogos".[16] Ao mesmo tempo, a própria NAS publicou um documento manifestando a opinião de que A existência ou não de Deus é uma questão para a qual a ciência é neutra [16] ("Whether God exists or not is a question about which science is neutral"). A maior parte dos cientistas da Pontifícia Academia das Ciências e da qual fazem parte, por exemplo, dois prêmios Nobel: o físico alemão Klaus von Klitzing e o químico taiwanês Yuan Tseh-Lee[17] acreditam na existência de Deus e consideram que fé e ciência podem conviver harmoniosamente.
A religiosidade de Albert Einstein tem sido contestada. Einstein parecia ser deísta e via Deus como a maravilha do universo complexo. A frase "Deus não joga aos dados" tem sido vista como uma demonstração de religiosidade. Contudo, ele mesmo proferiu: "Eu não acredito num Deus pessoal e nunca o neguei, mas exprimi-o com clareza. Se há algo em mim a que se pode chamar religioso, então esse algo é a infinita admiração pela estrutura do mundo tanto quanto a nossa ciência o consegue revelar". Porém, é provável que ele acreditasse em um Deus "impessoal" (seja lá o que isso signifique), caso contrário a especificação "Deus pessoal" não faria sentido e seria redundante, bastaria apenas mencionar "Deus".
Independentemente das convicções, os cientistas actuais nunca demonstraram a existência ou inexistência de Deus.
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