domingo, 26 de setembro de 2010

A PRINCESA CONTENTE


Princesa Contente reinava num lugar onde só havia alegria. Um dia, um gênio mau prendeu a princesa em uma torre muito alta. Foi aí que Pedrinho Pintor resolveu ajudar a princesa.
as crianças saíram em busca de todos os amigos da princesa. Quando Pedrinho contou ao Arco-íris o que tinha acontecido, ele logo quis ajudar.
E Pedrinho começou a pintar todas as coisas, e as cores vinham vindo e, à medida que as coisas foram ficando coloridas, os alegres amigos da princesa começaram a aparecer.
 
 
 
s flores se abriram e soltaram seus perfumes.
Os pássaros, as danças, todos vieram!
 
 
E quando a vontade-de-cantar chegou junto com a Liberdade, todos se juntaram em volta da torre e começaram a cantar:
Gênio espiou lá de cima, muito ressabiado:
- Vão embora! Não me amolem, não quero vocês aqui!
- Só vamos se você soltar a princesinha!
- Não solto, não solto e não solto!
Nesse momento, de trás da multidão, começou a vir uma risadinha, depois uma risada, depois um riso grosso:
- Hi, hi, hi! Ha, ha, ha! Ho, ho, ho!
Era a Vontade-de-dar-risada, que vinha chegando e todos começaram a rir.
E ela chegou bem perto da torre e só ficou olhando pro Gênio.
O Gênio fez uma cara horrível e resistiu o mais que pôde. Mas não agüentou muito. E começou a rir que não parava mais.
- Hi, hi,hi! Ha, ha, ha! Ho, ho, ho!




E as portas da torre se abriram e a princesinha saiu. Todos se abraçaram, contentes, e o Gênio, que estava muito desmoralizado, foi embora e não voltou nunca mais.
    



O PALHAÇO MOCOTÓ



O circo Bagunça Bem Feita se instalou na cidade.
Já era a vez de Mocotó, o palhaço, entrar no picadeiro, e ele não achava seu nariz de bola vermelha.
Pôs-se a procurar na caixa da Mulher Barbada e no baú do mágico, mas nada. O que ele fez então?
ocotó abriu o guarda-roupa do Engolidor de Fogo, mas só viu o seu material de trabalho: três pacotes de fósforos, dois maços de vela, quatro rolos de algodão, seis tochas de fogo e dois litros de álcool.
- fa! Vou fechar logo aqui antes que eu fique queimado.
Ele deu uma olhada geral no camarim: roupas penduradas, perucas, bolas, armação de ferro, palmatória, cadeiras, espelho, tudo, menos seu nariz de bola vermelha.
- Só falta olhar na caixinha do Domador de pulgas...mas não sei se devo mexer com as pulgas... esses bichos...

De novo o grito do dono do circo:
- Ei, Mocotó, o pessoal não agüenta mais esperar!
Mocotó nem respondeu. Apavorado, quase chorando, aproximou-se da caixa das pulgas e espiou pelo buraquinho. As pulgas, danadas, brincalhonas, foram logo fazendo gozação com o palhaço:
- Palhaço boboca, nariz de pipoca!
- Palhaço boboca, nariz de pipoca!
                   ocotó até gostou da brincadeira e pensou: "Se elas disseram que eu tenho nariz de pipoca é porque eu tenho nariz, ora bolas!"
Ele deu meia volta no corpo e foi em direção ao espelho do camarim.
Surpresa!
- E não é que o meu nariz de bola vermelha está em cima do meu nariz de verdade?
Satisfeito, Mocotó não esperou o dono do circo chamá-lo outra vez. Botou um grande sorriso preto e branco embaixo do nariz de bola vermelha e entrou no picadeiro, gritando:
- Hoje tem espetáculo?
E a platéia alegre respondeu em coro:
                 - Tem, sim Senhor!